Monsters Of Rock - 30 Anos
Com: Scorpions, Judas Priest, Europe, Savatage, Queensrÿche, Opeth e Stratovarius
Estádio Allianz Parque - São Paulo/SP
Sábado, 19 de abril de 2025
  

    Além de comemorar os 30 anos do Monsters Of Rock, a oitava edição do festival reuniu novamente alguns dos mais importantes nomes do Rock, Heavy Metal, Hard Rock, Power Metal e Death Metal Progressivo com os shows do Scorpions, que foi o headliner do evento ao lado do Judas Priest e também tivemos o Europe, o retorno aos palcos do Savatage, o Queensrÿche estreando seu já não tão novo vocalista no Brasil, o Opeth e o Stratovarius, ou seja, só showzão, que somados seus tempos no palco chegaram a mais de 10 horas de música em uma organização perfeita da Mercury Concerts.

    Dois anos após a 7ª Edição ( saiba como foi aqui ), o Monsters Of Rock 30 Anos levou um expressivo número de headbangers ao Estádio Allianz Parque em São Paulo/SP no sábado 19 de abril de 2025 totalizando por volta de 45.000 pessoas de todos os lados do Brasil e até de fora ( somente eu encontrei camaradas de Curitiba/PR, Porto Alegre/RS, Salvador/BA, Rio de Janeiro/RJ e isso sem contar os de Andradas/MG e Poços de Caldas/MG, São João da Boa Vista/SP e Espírito Santo do Pinhal/SP, que estavam com a galera que fui ).

    Nas linhas seguintes contarei os detalhes destes shows que garantiram emoções variadas nos fãs, pois, ouvi relatos de muitos que choraram ao conferirem pela primeira vez sua banda favorita ou que ficaram emocionados com determinada música no set, enfim, foi um dia histórico para todos nós. Bem, mais um, pois, alguns de nós que já frequentamos várias das edições do Monsters Of Rock e os que começaram neste sábado, certamente, voltarão assim quando a 9ª edição for marcada e tiver suas atrações anunciadas.

Stratovarius

Abertura incandescente

    Pontualmente às 11:30 da manhã ( aliás, uma marca do festival, pois, em 2023 também todas as bandas estiveram no horário previamente divulgado ), a introdução de ares épicos e cinematográficos dos finlandeses do Stratovarius foi exibida e pouco depois, eles foram para o palco e iniciaram o primeiro show deste Monsters Of Rock e isso aconteceu poucos momentos após realizar o meu rápido credenciamento e entrar no Estádio Allianz Parque, que já contava com um ótimo número de presentes, porém, muitos ainda estavam chegando e entrando e, provavelmente, perderam o excelente show do quinteto.

    Com 40 anos de atividades, o Stratovarius teve sua fundação em Helsinque e é considerado com um dos criadores do Metal Melódico com álbuns que são discografia básica do estilo, como são os casos de Episode de 1996, o Visions de 1997 e o Infinite de 2000.

    Atualmente formada por Timo Kotipelto nos vocais, Jens Johansson nos teclados, Matias Kupiainen na guitarra, Lauri Porra no baixo e Rolf Pilve na bateria, o Stratovarius não relembrou apenas de seus antigos e principais sucessos, como também trouxe canções do álbum Survive, que é o seu último lançamento de estúdio de 2022.

    Aliás, Rolf Pilve foi o primeiro a entrar, seguido por Lauri Porra, Matias Kupiainen, Jens Johansson e por fim, Timo Kotipelto, que já saudou a plateia com um "E aí Saooo Pauloooo!!!!" para inflamar com a Forever Free do Visions, ou seja, um clássico vibrante para conquistar cada um dos presentes, sendo que alguns amigos disseram que foram para ver o Stratovarius pela primeira vez em suas vidas e eu vi pela terceira vez a banda.

    Forever Free mostrou a banda empolgadíssima por se apresentar em uma arena do tamanho do Allianz Parque e eles já puxaram a galera para o seu lado com os "hey... hey... hey..." deste rápido Power Metal cheio de solos de Jens Johansson nos teclados e depois de Matias Kupiainen na guitarra, que concederam um enorme prazer de conferir ao vivo e participar com Timo Kotipelto, que está com a voz tão poderosa quanto antes.

   Interligaram à outra da sua coleção de excelentes canções com a formidável Eagleheart e neste momento o vocalista vem na frente da passarela e traz consigo Lauri Porra e Matias Kupiainen mais próximos de nós e como esta música do Elements Part I de 2003 caiu bem no set e no festival, pois, cantamos seu refrão com Timo Kotipelto e recebemos em troca um pequeno prolongamento em sua parte instrumental.

    Após os aplausos com um sonoro "Tudo bem Saoooo Pauloooo", o vocalista falou sobre a honra de tocar no país novamente e do novo álbum - o Survivor - tivemos a acelerada e animada World On Fire, que foi também bem recebida e deixou claro a qualidade do trabalho recente dos finlandeses.

Sorridente, o vocalista agradeceu com outro "Obrigadoooo", diz que tocam Power Metal e desta forma dispararam a veloz composição Speed Of Light ( do Episode ) para o delírio dos fãs, que ficaram mais contentes ao verem Matias Kupiainen solando sua guitarra todas aquelas intricadas notas na parte frontal da passarela.

    Com palmas no ritmo da bateria de Rolf Pilve, Timo Kotipelto apenas anunciou: "Paradise" e aí o Stratovarius proporcionou um momento inesquecível de seu set list com este belíssimo clássico do álbum Visions com os músicos sempre caminhando pela passarela. E acompanhar Timo Kotipelto nos versos desta música não foi uma tarefa fácil, mas, bem que tentamos por estarmos devidamente capturados pelo atitude do vocalista.

    Sempre agradecendo com "Obrigado" as nossas palmas e nossa participação, Timo Kotipelto disse-nos que tocou uma antiga e que a próxima será a canção final do novo álbum, e então, Survive, que título do disco mostrou o seu poder de fogo para o público presente no Allianz Parque, que contou com muitos sabendo bem os versos da música e participando dos "hey... hey... hey..." com o vocalista.

    Não havia tempo para discurso, somente um "Obrigado" proferido pelo vocalista, pois, senão uma música ou outra poderia ser cortada e o Stratovarius enviou outro de seus formosos clássicos do Episode com a cadenciada e melodiosa Eternity em que ele cantou com muito feeling seus versos, cujos prolongamentos receberam palmas dos fãs e que interpretação impactante feita por Timo Kotipelto.

    Jens Johansson colocou o estádio ao chão com o curto solo de teclados que nos levou aos toques conhecidíssimos de Black Diamond, um dos sucessos mais esperados em um show do Stratovarius, que é um clássico do Power Metal  presente no Visions e que tanto agitamos quanto cantamos com Timo Kotipelto, que outra vez foi na frente da passarela e nos solos de teclados e de guitarra combinados ( padrão no Power Metal ) uma galera à minha frente abriu uma roda nesta música... confesso que não esperava ver isso... roda em Metal Melódico... todavia, todos tem que se divertir. A maioria bradava os "Heeeeey... Heeeeey..." com Timo Kotipelto antes do final desta música do Visions.

    Velozmente, muito contente Timo Kotipelto gritou "Obrigadooooo... Fantastic", informou que tinha tempo apenas para mais duas músicas e berrou "Unbreakable", sendo que esta música do álbum Nemesis de 2013 com seu estilo pesado e melodioso manteve a galera prosseguindo com sua roda ( é.. não é só em show de Thrash e Death que temos rodas... em Metal Melódico também graças ao Stratovarius ).

    Quando o show é desta grandeza seus minutos passam depressa, porém, Timo Kotipelto não se cansou de nos agradecer, falou que tinha apenas mais uma música para tocar e para deixar os fãs totalmente alucinados tocou a emblemática Hunting High and Low em que participamos freneticamente com os finlandeses já gastando bastante nossas vozes, que pude reparar também como Lauri Porra conduziu o baixo com muita habilidade.

    O Stratovarius, inteligente, através de seu vocalista, pediu-nos para que gritássemos o verso principal de Hunting High and Low com ele nos prolongamentos feitos pela banda para que superássemos os fãs do Chile e da Argentina de forma que os brasileiros são os que mais empolgaram com esta música do álbum Infinite de 2000, que encerrou este show formidável do quinteto no Brasil e que foi a abertura de gala para o Monsters Of Rock 30 Anos de forma que só posso dizer: que estreia no festival do Stratovarius. E não tenha dúvidas que eles também adoraram os seus 60 minutos diante de nós.

Set List do Stratovarius

Intro to Stratovarius
1 - Forever Free
2 - Eagleheart
3 - World On Fire
4 - Speed Of Light
5 - Paradise
6 - Survive
7 - Eternity
8 - Black Diamond
9 - Unbreakable
10 - Hunting High and Low

Opeth

Ótimo show, mas não tão apreciado ( uma pena )

    Como o Monsters Of Rock respeita fielmente os horários estabelecidos, mal tive tempo passar na sala de imprensa do evento, rever vários amigos e tomar uma água, pois, às 12:55, o palco já estava todo pronto para que os suecos de Estocolmo do Opeth entrassem ao palco.

    E ao contrário do show alegre do Stratovarius e voltado ao Power Metal, com este quinteto atualmente formado por Mikael Åkerfeldt nos vocais e guitarra, Fredrik Åkesson na guitarra, Martin Mendez no baixo, Joakim Svalberg nos teclados e Waltteri Väyrynen na bateria, a conversa seria bem outra e mais pesada.

    O Opeth trouxe ao Monsters Of Rock a The Last Will and Testament Latin American Tour, que faz a promoção do álbum The Last Will & Testament, que é o seu mais recente lançamento e que saiu em novembro de 2024, ou seja, está relativamente 'fresco' ainda. Entretanto, apesar de um show técnico e irrepreensível, o público em geral não apreciou tanto o Opeth por não conhecer a sua mescla de Death Metal e Rock Progressivo.

    Instantes após a Seven Bowls ( Aphrodite’s Child song ), que é a música de introdução dos suecos, eles vieram para cima com a §1( isso mesmo, o título é esse ), que abre o The Last Will and Testament alternando seus vocais guturais com climatizações introspectivas e vocais suaves desafiando o público que nunca ouviu nada de Opeth em suas vidas.

    Essas ambientações mostraram como a banda executa suas canções com uma imensa técnica a cada trecho e logo depois foi a vez de uma dos primórdios da banda com a Master's Apprentices composta para o álbum Deliverance de 2002 e o que tivemos foram vocais Death Metal de Mikael Åkerfeldt em um andamento esmagador, muito peso graças ao baterista Waltteri Väyrynen em seus bumbos, solos fortes nas guitarras Mikael Åkerfeldt e Fredrik Åkesson, que só poderiam resultar em várias rodas.

    Todavia pensa que Master's Apprentices foi apenas isso? Nãoooo, Opeth aumentou o desafio ao caminhar por linhas atmosféricas, sair do gutural e exibir vocais limpos ( inclusive com Mikael Åkerfeldt ousando sair do fundo do palco e chegar na parte esquerda ) até uma sequencia simplesmente metralhante.

    Com um singelo "Obrigado" e depois "Thank You", Mikael Åkerfeldt disse que se chamam Opeth, que são da Suécia, barulhentos e que apreciaram bastante a hospitalidade, a comida e a bebida para dispararem mais uma do The Last Will & Testament com a §3, uma porrada que ganhou palmas dos fãs em seu ritmo, que posteriormente tornou-se cadenciada e deveras viajante, Progressiva e surpreendente, onde o público não adivinharia qual o caminho que o quinteto seguiria com sua sinfonia metálica.

    "Hail Motherfuckers", pronunciou Mikael Åkerfeldt, citou a importância de estarem no festival e contou-nos sobre sua "Brazilian Connection" ao dizer: "Há muitos suecos aqui hoje. Temos nós, temos o Europe, temos o tecladista do Stratovarius, temos Mikkey Dee, e sei que Richie, guitarrista do Judas Priest, viveu na Suécia e fala sueco. Muitos suecos aqui, mas temos uma conexão brasileira, pois nosso primeiro baterista é brasileiro" - lembrando do baterista Anders Nordin, que foi adotado por pais suecos, nasceu no Brasil e esteve no Opeth durante os álbuns Orchid de 1995 e Morningrise de 1996.

    Bem humorado, Mikael Åkerfeldt complementou: "Então, sempre tive o sonho de vir aqui e tocar para vocês. Ele não está mais na banda. É bonito ter essa conexão." e brincou: "Boas chances de que vocês ouvirão baladas nesta noite, mas também queremos tocar uma balada, embora seja pior que 'Still Loving You'.

 

    Era a referência do vocalista para a balada lenta e dramática In My Time Of Need em que ele usou um violão em um ambiente sonoro sereno e gostoso de se ouvir, que mesmo em um local grande como um estádio trouxe seu estilo introspectivo para nós, que fomos convocados por Mikael Åkerfeldt para cantar seus versos e atendemos sua solicitação para esta progressiva música do Damnation de 2003.

    Em outra fala, ele apenas informou que a próxima era a Ghost Of Perdition do Ghost Reveries de 2005 e aí tivemos uma daquelas que quebram tudo com o seu Death Metal voraz nos vocais e seu peso devastador, que foi para destruir os pescoços, exceção feita para suas alterações intimistas e com muita emoção apresentadas com muita habilidade pelo quinteto.

    Foram aplaudidos e os fãs enviaram os gritos de "Olê... Olê... Olê... Opeeeeth... Opeeeth", que após um princípio percussivo feito pelo baterista Waltteri Väyrynen junto ao baixista Martin Mendez e ao Joakim Svalberg nos teclados, o ritmo foi mantido até os guitarristas que Mikael Åkerfeldt e Fredrik Åkesson retornaram com os solos cadenciados e robustos de Sorceress, que mesmo em suas 'quebradas' de andamento deixaram a canção título do álbum de 2016 ( leia resenha ) muito interessante de se absorver todas suas variações, que terminam em viagens de teclados.

   Em outra intervenção com a galera, Mikael Åkerfeldt contou-nos que tocaria mais uma e que as músicas do Opeth são "Fucking Long" e que esta última é o clássico, o hit de sua discografia, e desta maneira, foi a vez dos 12 minutos de Deliverance, composição que concede o nome ao álbum Deliverance e que teve toda a sua diversidade de andamentos expressadas com perfeição pelo Opeth neste início de tarde exalando toda a distorção em seu final concluindo esta apresentação, que pode não ter funcionado tão bem em um festival por conta da grande maioria não serem 'fundamentalistas' em Rock Progressivo e sonoridades mais extremas, mas, que serviu para conhecer mais profundamente uma das mais interessantes bandas surgidas nestes últimos 30 anos e que dificilmente iríamos ver se não fosse em uma situação como esta do Monsters Of Rock.

    Eles receberam muitos aplausos e gritos de "Opeth... Opeth...", tanto que não tenho dúvidas que os seus mais fieis acólitos sentiram que viram nesta uma hora do Opeth no Monsters Of Rock um show fabuloso, porém, a galera mais Hard Rock e Heavy Metal não curtiu tanto, mas, cravo aqui... que apresentação muito singular e técnico que eles exibiram no festival, que se não incitou a galera como deveria, ao menos, acredito muitos gostaram bastante ( eu incluso ).

 

Set List do Opeth

1 - §1
2 - Master's Apprentices
3 - §3
4 - In My Time Of Need
5 - Ghost Of Perdition
6 - Sorceress
7 - Deliverance

Queensrÿche

Melhor show deste início de festival

    Faziam 14 anos que o Queensrÿche não se apresentava no Brasil, a última vez foi quando tiveram todos os problemas com o antigo vocalista Geoff Tate no show em São Paulo/SP ( confira matéria ), que por sorte ocorreram nos bastidores e só ficamos sabendo o que aconteceu dias depois.

    É bem verdade que Geoff Tate passou pelo Monsters Of Rock de 2013 com o seu Geoff Tate's Queensrÿche ( veja matéria ) e relembrou dos discos Empire e Rage For Order em 2023 ( com show em Limeira/SP, leia aqui ), mas, o Queensrÿche mesmo, aquele formado atualmente por Todd La Torre nos vocais, Eddie Jackson e Michael Wilton nas guitarras, Eddie Jackson no baixo e Casey Grillo na bateria, não aparecia por aqui já há bastante tempo. Aliás, o próprio 'novo' vocalista Todd La Torre já tinha uma ansiedade de apresentar no Brasil, pois, até às 14:20 do sábado 19 de abril isso nunca havia ainda acontecido.

    E logo após a introdução com algumas vozes, eles tomaram suas posições com o frontman já soltando seus agudos poderosos entre os vários solos de guitarras de Eddie Jackson e Michael Wilton puramente melódicos na pesada Queen Of The Reich, sendo que eles ganharam o público nesta música registrada no primeiro EP da banda, o Queensryche de 1983.

    Quando marca-se o gol logo nos primeiros minutos, muitas vezes o segundo chega rapidamente e para cravarem um show marcante atacaram com a Operation: Mindcrime, composição título do álbum 1988, vocalizada com perfeição por Todd La Torre e com todos aqueles solos que crescemos ouvindo feitos pelos guitarristas Eddie Jackson e Michael Wilton, que naturalmente cantamos seus refrão com eles.

    A movimentação de Todd La Torre pelo palco era tanta, que fez aquele imenso palco parecer pequeno para sua adrenalina e isso mexeu com cada um de nós, que fomos presenteados com a Walk In The Shadows em um anúncio feito por ele após um "Obrigado" e a banda conseguiu facilmente ter o Allianz Parque nas mãos com mais este sucesso do início da carreira, que foi lindo de se ver como os solos de guitarras soaram com todo o brilho que contém desde sua gravação no álbum Rage For Order de 1986.

    Na frente da passarela, Todd La Torre cantou mais uma do Operation: Mindcrime com a I Don't Believe In Love e nós seguimos com ele no refrão em um grau de felicidade por estarmos revivendo uma sequencia de clássicos dos anos 80 executados por um Queensrÿche tão animado como nunca.

    Sirenes tomam conta do estádio... foi assim que The Warning, que intitula o álbum de 1984, foi tocada com Todd La Torre na ponta esquerda do palco e depois na ponta direita ( falei que o palco estava pequeno para ele? ) e incansável, ele ainda foi na parte frontal e solicitou nossa participação ( como se precisasse... ) e assim gritamos com ele "Waaarniiiing..." a cada pedido.

    Finalmente, Todd La Torre fez uma pausa para conversar com os fãs, porém, foi rápido, apenas disse que fazem 14 anos do último show do Queensrÿche por aqui, perguntou se sabemos qual era a próxima música, e sem os óculos enviou a The Needle Lies, outra do Operation: Mindcrime que também teve vários solos de guitarras exibidos à plenitude que conhecemos no disco.

    Sem pausar e seguindo pelo mesmo clássico álbum, nos dedilhados tivemos a formosa e progressiva The Mission, que é para se fechar os olhos e pensar ( instantaneamente ): "estou vendo isso de perto!!! Valeu Monsters Of Rock!!!". Experiências como estas você pode até sentir em um show solo da banda, mas, com a empolgação que eles demonstraram neste festival creio que será mais difícil, para confirmar, lembre-se dos solos de Eddie Jackson e Michael Wilton em suas guitarras.

   O cara não para.... Todd La Torre jogou palhetas para os fãs, foi para a frente, convocou os "hey... hey... hey..." e unido aos longos solos ( e que solos!!! ) já estávamos em Nightrider, outra do primeiro EP do Queensrÿche que também cultuamos bastante.

    Atencioso, o vocalista perguntou se estamos bem e gostando do show, disse que somos uma ótima audiência e agradeceu por apoiarmos todas as bandas. Esse discurso precedeu a hora quando os norte-americanos chacoalharam o estádio com a Take Hold Of The Flame - sucesso do The Warning - que começou nos dedilhados e ganhou sua forma no decorrer com Todd La Torre cantando com um sentimento tão grande que até poderia acreditar que ele gravou esta música junto à banda nos anos 80 e claro, cada vez que ele gritava: "Take Hold..." nós completávamos "Of The Flame..." em uma sinergia banda e plateia alcançada somente por quem merece ser um dos Monsters Of Rock.

    Aproveitando cada segundo de seu tempo no palco, hora de Empire e pena que foi a única do álbum de mesmo título lançado em 1990 no set list, pois, tive uma catarse pessoal lembrando-me de quando esse disco saiu e do tanto que ouvi nos anos 90 absorvendo cada nota e desta vez no Allianz Parque também olhando os integrantes se movimentarem pelo palco, Todd La Torre por exemplo foi lá na ponta direita e depois na parte frontal, momento que aplaudimos no ritmo o vocalista e que apresentou cada um dos membros da banda e se acabasse aqui já estaria satisfeito.

    Haviam mais alguns minutos de show ( ótimo!!! ) e do Rage For Order, eles tocaram a emblemática Screaming In Digital, onde ficou visível a dedicação de Todd La Torre ao show, que para terminar... tivemos palmas dos fãs durante os efeitos e os repiques de Casey Grillo na bateria levando aos solos melodiosos de guitarras de Eyes Of a Stranger do Operation: Mindcrime, que também nos emocionou bastante e provocou nossa participação com o Queensrÿche, tanto que Eddie Jackson e Michael Wilton foram na parte frontal da passarela para os solos e Todd La Torre filmou a plateia ( é.. eles também querem ter recordações do Monsters Of Rock ).

    Na despedida jogaram bastante palhetas e foram muito aplaudidos sabedores que fizeram 60 minutos de um show daqueles que não vamos esquecer. Pode-se dizer que eles deveriam terem incluído algumas músicas do Digital Noise Alliance de 2022 ou de algum dos outros álbuns recentes no set list, mas, a verdade é que este mergulho nos cinco primeiros discos da banda foi mágico e faltou apenas a inclusão de Jet City Woman e Silent Lucidity para ser estupendo, mas tudo bem, essas ficam para um retorno solo do Queensrÿche no país em breve.

Set List do Queensrÿche

Intro
1 - Queen Of The Reich
2 - Operation: Mindcrime
3 - Walk In The Shadows
4 - I Don't Believe In Love
5 - Warning
6 - The Needle Lies
7 - The Mission
8 - Nightrider
9 - Take Hold Of The Flame
10 - Empire
11 - Screaming In Digital
12 - Eyes Of a Stranger

 

Savatage

Regresso glorioso

    Uma década fora dos palcos com apenas um show especial no Wacken de 2015, mais de 20 anos da última turnê regular e de sua passagem no Brasil... posso dizer que foi uma honra ser um dos presentes que conferiu de perto o retorno do Savatage nos palcos depois de tantos anos...

    Para um show desta importância, Tartola e Walcyr Chalas vieram outra vez no palco para anunciarem o Savatage no Monsters Of Rock. Depois da introdução The Ocean com um trecho de City Beneath The Surface do The Wake Of Magellan de 1997, os dois tecladistas Paulo Cuevas e Shawn McNair ocuparam seus postos ( um de cada lado do palco ) e após eles, Jeff Plate na bateria, Al Pitrelli e Chris Caffery nas guitarras, Johnny Lee Middleton no baixo e por fim, o carismático Zak Stevens nos vocais e foi com a animada Welcome, outra do The Wake Of Magellan, que desde 1998 não era tocada e a impressão que foi passada era que fomos convidados para o show do Savatage.

    Os fãs pularam sem parar com o Savatage e o telão, que durante os shows do Opeth e do Queensrÿche basicamente exibiu apenas o logo das bandas, agora fazia parte do espetáculo exibindo também imagens das músicas que eram tocadas pela banda e em Jesus Saves, que Zak Stevens inteligentemente pediu nossa participação, o telão também atuou no show dos norte-americanos nesta música do Streets: A Rock Opera de 1991.

    O vocalista falou "como vai... tá tudo bem aí?" e aí tivemos a canção título do álbum The Wake Of Magellan, que desde 2002 não estava no set list ( dá para imaginar a importância desse show? ) e cantamos com firmeza com Zak Stevens, que mudou um verso da letra incluindo a palavra 'Sao Paulo' e ficou quase todo o tempo na parte frontal do palco demonstrando seu carinho pelos fãs e no telão imagens do barco da capa do disco.

    Com um visual sensacional nos telões tivemos a cadenciada Dead Winter Dead, que ganhou muitas palmas, concede o título ao álbum de 1995 e que foi cantada por muitos com Zak Stevens, que também não parou quieto no palco indo de um lado a outro... do fundo à frente... enquanto cantava seus versos, que fomos bombardeados por esbeltos solos de Chris Caffery em sua guitarra resultando em vários "hey... hey... hey...".

Efeito dos céus

    Pois, é... Zak Stevens anunciou rapidamente a Handful Of Rain, que desde 2002 não era tocada, e até São Pedro gostou do show, pois, deixou cair uma garoa somente enquanto durou a canção que intitula o álbum de 1994, afinal, a exibição de gala e repleta de emoção conquistou todos no Allianz Parque e contou com solos fervorosos de Chris Caffery acompanhados nas palmas dos fãs, que acredito que muitos choraram. 

     A melodiosa, longa, épica e majestosa Chance trouxe Zak Stevens na parte frontal da passarela, no telão vimos bandeiras de vários países e depois a bandeira do Brasil postou-se no telão. Zak Stevens está com uma voz potente e a banda executou esta canção do disco Handful Of Rain de forma primorosa e novamente emocionante. 

    Após respirar por um instante, ouvimos os tecladistas fazendo o som de piano para a Gutter Ballet entrar em cena e capturar os fãs que estouraram em "hey... hey... hey... hey..." e transportar nossas mentes para o álbum de mesmo nome lançado em 1989 e nossa reação foi de cantar com Zak Stevens transbordando de contentamento e curtir os solos de guitarra de Chris Caffery com toda sua conhecida capacidade.

    Durante a clássica Edge Of Thorns, que também teve toques lindos no piano, aconteceu de tudo no palco... uma fã invadiu e ficou ao lado do baixista Johnny Lee Middleton ( mas seus segundos de 'fama' duraram pouco, pois, foi retirada pela produção ), Zak Stevens chutou bolas de futebol na galera ( melhor que muito lateral do Campeonato Brasileiro ), ótimos solos de guitarras e vimos a banda exibir uma das mais belas de suas canções cantando com eles cada verso desta música título do disco de 1993.

    Zak Stevens agradeceu pela presença e falou que teremos uma mensagem de seu brother Jon Oliva, e do telão vimos Jon Oliva no piano cantando a belíssima balada Believe do Streets: A Rock Opera, que definitivamente levou muitos às lágrimas.

    Depois Zak Stevens fez um dueto com Jon Oliva e a banda seguiu a melodia enquanto que muitos estavam com as luzes de seus celulares ligadas para imortalizar esta parte do show do Savatage em suas almas, que teve um solo de guitarra daqueles que somente nomes com Chris Caffery poderiam fazer. Que momento inesquecível, ainda mais com as imagens antigas dele e de Criss Oliva exibidas no telão. Desejo que Jon Oliva possa o quanto antes estar de volta aos palcos com o Savatage... entretanto, um disco novo já está praticamente pronto.

    Bem... voltando ao show foi a vez do Heavy Metal Sirens, que também ganhou muitas palmas, outra atuação marcante de banda nesta canção que intitula o disco de 1983 e para encerrar este aguardado e histórico show do Savatage, eles colocaram o público para pular com Hall Of The Mountain King ( título do álbum de 1987 ) e lógico que aplaudimos no ritmo dos solos de guitarras de Chris Caffery e Al Pitrelli. Zak Stevens novamente chutou várias bolas para a plateia aumentando a interação com os fãs neste final de show, que ao seu término, a banda foi devidamente ovacionada pelos fãs após uma proveitosa hora de espetáculo.

    Ver o Savatage no palco foi a realização de um sonho pessoal e que não imaginava que pudesse acontecer, mas, no Monsters Of Rock, até o que seria teoricamente impossível... torna-se possível. Valeu pela volta Savatage... que também estejam mais vezes no Brasil e em São Paulo.

Set List do Savatage

1 - The Ocean
2 - Welcome
3 - Jesus Saves
4 - The Wake Of Magellan
5 - Dead Winter Dead
6 - Handful Of Rain
7 - Chance
8 - Gutter Ballet
9 - Edge Of Thorns
10 - Believe
11 - Sirens
12 - Hall Of The Mountain King

Europe

Melhor show no Brasil

     Ainda se recuperando do Savatage, o palco já estava preparado para a próxima banda, que seria o Europe e a garantia de outro show excelente neste Monsters Of Rock. E conforme o padrão de pontualidade, às 17:20 vimos o baterista Ian Haugland se posicionar atrás de seu kit e pouco depois Mic Michaeli nos teclados, John Leven no baixo, John Norum na guitarra e por fim, todo estiloso, com sua jaqueta e o encharpe, Joey Tempest nos vocais, que fizeram sua estreia no Monsters Of Rock com o contagiante Hard Rock de On Broken Wings, que foi lado B do single The Final Countdown. Começaram impactantes e com uma música em tese inesperada, porém, que ganhou os fãs presentes. 

    Após uma breve saudação de boas vindas de Joey Tempesta para os fãs tivemos palmas no ritmo o sucesso Rock The Night, que faz parte do tracklist do álbum The Final Countdown de 1986, e aí, o Europe conquistou de vez o Allianz Parque, colocou aquela multidão para cantar com eles e nesta hora, a garoa voltou.

    "Caralho Saooo Paulooo!!!" - exclamou Joey Tempesta ao ver que a interação proposta por ele foi plenamente correspondida, também pudera com os solos de John Norum em sua guitarra, a base perfeita de baixo, de bateria e de teclados e toda a eletricidade que isso gerou em nós, deu para entender porque impressionamos o vocalista sueco.

    Eles não poderiam ter escolhido músicas melhores neste show, pois, depois de uma das clássicas do passado, hora de uma das melhores composições dos últimos anos com a canção título do álbum de 2017, a Walk The Earth e o telão exibiu imagens deixando ainda mais envolvente o clima entre nós e a banda, que fomos capturados por Joey Tempesta em uma atuação sensacional, andando pelo palco e cantando os versos da música entregando seu coração para a plateia. 

    Joey Tempesta deixou bem claro sua alegria de estar novamente no Brasil, em um festival deste porte e disse que tocariam uma do Wings Of Tomorrow ( de 1984 ) com a rápida e pulsante Scream Of Anger, onde John Norum nos entregou solos reluzentes em sua guitarra Fender Stratocaster branca e aí você vê como o Europe foi uma das melhores bandas dos anos 80 e que está na ativa até hoje e com um detalhe curioso: mantém a mesma formação dos anos mais importantes de sua história.

    Para amenizar um pouquinho a potência do show, eles escolheram o Hard Rock cadenciado de Sign Of The Times e esta canção que intitula o álbum de 1988 também foi muito deliciosa de se curtir, pois, é do período clássico do Europe e conta com melodia e solos que ao vivo ficam ainda melhores. O vocalista pediu e recebeu nossa participação nas palmas, o que fizemos no ritmo da música e ele andou por todos os pontos do imenso palco do Monsters Of Rock.

    Todavia, não é só do passado que vive o Europe, e em uma breve conversa com os fãs, o vocalista contou que o single Hold Your Head Up, que saiu 2023 e estará no próximo álbum de estúdio dos suecos ( que deve ser lançado este ano ) seria a próxima do set list deste sábado. Vale tivemos mais outra música deles e alguém arremessou uma bandeira do Brasil no palco, que Joey Tempesta pegou e a amarrou em volta do pescoço e depois em sua calça.

    Alguém do meu lado gritou: "Carrie... Carrie..." e os toques do tecladista Mic Michaeli apareceram e trouxeram a lindíssima balada do álbum The Final Countdown, que cantamos com o Europe naqueles momentos que os músicos ficam admirados com o público brasileiro, pois, as luzes dos celulares de todo o estádio foram ligadas e a banda deixou somente nós à capella por alguns segundos antes daquele solo de John Norum em sua Fender Stratocaster. Antes de terminar Carrie, Joey Tempesta bradou: "Absolute amazing Saoo Pauloooo!!!!".

     Na sequencia, ouvimos a introdução da emblemática canção Last Look At Eden com um visual no telão de uma árvore cinzenta em tons avermelhados ao fundo, que uniu-se com a melodia da música em uma simbiose perfeita aos solos de John Norum com uma guitarra em formato de Flying V e aos vocais de Joey Tempesta, que além de cantar os versos da canção título do álbum de 2009 registrou nossa participação em seu celular no melhor momento do show do Europe em minha opinião.

    O vocalista solta um "tudo bem..." e com uma Gibson nas mãos começou lentamente a Ready Or Not para pouco depois junto a John Norum ainda com a Flying V e aos demais aplicarem a roupagem Hard Rock desta composição pertencente ao Out Of This World mantendo o pique do show lá no alto.

    Devidamente interligada a Ready Or Not outro clássico - aliás, de agora para o final foram só clássicos - com a Supertitious, outra do Out Of This World, que também teve versos cantados por todos e de quebra fomos brindados com solos cativantes de guitarra e uma pincelada em No Woman, No Cry do Bob Marley & The Wailers junto de muitas palmas e coro dos fãs logo após Joey Tempesta nos pedir, que deitou no chão, cantou de joelhos e levou o microfone mais próximo de um fã.

 

    Ian Haugland fez um brevíssimo um solo de bateria que conduziu até à Cherokee, contou com uma intensa participação da plateia a cada estrofe vocalizada por Joey Tempesta e um solo magnífico de John Norum, além é claro, de muitas muitas palmas no ritmo da canção do álbum The Final Countdown.

    Para terminar, com os toques do tecladista Mic Michaeli, o quinteto tocou a mais conhecida de suas músicas e uma das mais conhecidas de todos os tempos desde que foi lançada... estou falando de The Final Countdown, que o público soltou mesmo a voz, pulou com Joey Tempesta enquanto que outros filmaram e na hora do solo de guitarra John Norum tivemos um dos mais belos do festival. Na despedida, Joey Tempesta gritou: "Saooo Pauloooo caralhooooo.. you're amazing!!!"

     Todas as vezes que assisti o Europe, eles fizeram shows que você sente-se realizado por ter visto uma das mais clássicas bandas do Hard Rock tocando com um fôlego de garotos, mas, parece que esta apresentação de apenas uma hora, os suecos fizeram seu melhor show no Brasil, enfim, eles queriam e conseguiram frisar sua estreia no Monsters Of Rock com um dos melhores shows da história do festival. 

 

Set List do Europe

1 - On Broken Wings
2 - Rock The Night
3 - Walk The Earth
4 - Scream Of Anger
5 - Sign Of The Times
6 - Hold Your Head Up
7 - Carrie
8 - Last Look At Eden
9 - Ready Or Not
10 - Superstitious
11 - Cherokee
12 - The Final Countdown

Homenagem aos Monsters que se tornaram Deuses do Rock

    No intervalo entre o Europe e o Judas Priest, os telões do Monsters Of Rock prestaram uma homenagem aos grandes nomes que foram responsáveis por históricos discos, shows e músicas e, que, infelizmente já nos deixaram ao som de The Show Must Go On do Queen em versão orquestrada.

    Dentre esses nomes foram relembrados de Scott Weiland ( Stone Temple Pilots ), Lemmy Kilmister ( Motörhead ), David Bowie, Nick Menza ( Megadeth ), Chuck Berry, Chris Cornell ( Soundgarden e Audioslave ), Chester Bennington ( Linkin Park ), Malcolm Young ( AC/DC ), Vinnie Paul Abbott ( Pantera ), Andre Matos ( Viper, Angra e Shaman ), Neil Peart ( Rush ), Little Richard, Eddie Van Halen ( Van Halen ), Joey Jordison ( Slipknot ), Charlie Watts ( The Rolling Stones ), Taylor Hawkins ( Foo Fighters ), Jerry Lee Lewis, Erasmo Carlos, Jeff Beck, Canisso ( Raimundos ), Rita Lee, James Kottak ( Scorpions ), Vinicius Neves ( About 2 Crash ), CJ Snare ( Firehouse ), Nelson Brito ( Golpe de Estado ), John Mayall, Jack Russel ( Great White ), Pit Passarell ( Viper ), Paul DiAnno ( Iron Maiden ), Phil Lesh ( Greatful Dead ), John Sykes ( Whitesnake, Thin Lizzy e Blue Murder ) e Les Binks ( Judas Priest ).

    Alguns destes nomes como Neil Peart e Eddie Van Halen me deixaram realmente muito triste no anúncio de suas mortes e todos os outros também, pois, são caras que crescemos ouvindo suas músicas, seus álbuns e alguns tive oportunidade de conferir seus shows ao vivo, porém, como sempre menciono quando presto uma homenagem no Rock On Stage sobre eles... sua obra será eterna e lembraremos para sempre. Esta homenagem neste Monsters Of Rock 30 Anos foi muito sensibilizante...

Judas Priest

O mais puro Heavy Metal executado à perfeição

    Os ajustes para o show do Judas Priest foram realizados com um enorme banner escondendo o palco, que só foi removido quando começaram o show ( aliás, antes disso nos PAs foi tocada parte War Pigs do Black Sabbath ) e nele haviam as palavras que dão a tônica da atual turnê ( recomendo ver o vídeo no Youtube de introdução ).

    Faziam 10 anos da última vez que havia assistido o Judas Priest ( uauu.. tudo isso já? ), justamente no Monsters Of Rock de 2015 em suas duas datas ( saiba como foram: sábado aqui e no domingo neste link ) e após eles lançarem o disco Invincible Shield - simplesmente o melhor álbum de Heavy Metal de 2024 - minha ansiedade pessoal em conferir novamente esta lenda inglesa de Heavy Metal era imensamente maior.

    Programado para começar as 19:10, o quinteto atualmente formado por Rob Halford nos vocais, Richie Faulkner e Andy Sneap nas guitarras, Ian Hill no baixo e Scott Travis na bateria subiu no palco antes, às 18:55, aquele banner caiu e deu lugar para esta potentíssima instituição do Heavy Metal conhecida há 50 anos como Judas Priest.

    Trajados com suas jaquetas de couro ( Rob Halford entrou com um sobretudo prateado ), eles começaram a Invincible Shield Tour no Brasil com a Panic Attack do novo álbum e o quinteto executou esse soberbo petardo primorosamente com todos as suas vocalizações dilacerantes, os seus explosivos solos de guitarras, os seus frenéticos toques de baixo e de bateria. Enfim, um Heavy Metal para mostrar o arsenal do Judas Priest. E dá para acreditar que alguns dois destes senhores já tem mais de 70 anos: Rob Halford tem 73 e Ian Hill tem 74!!!

Abençoados por deus

    Depois deste princípio fulminante que sacudiu o estádio, eles recuaram para 1982 nos tempos do álbum Screaming For Vengeance e dele trouxeram a energia contida na cadenciada You've Got Another Thing Comin' e o enorme tridente no alto do palco moveu-se bastante deixando o show ainda mais incrível. O ritmo de You've Got Another Thing Comin' é tão infectante que só podíamos gritar seu título com o vocalista toda vez os "hey... hey... hey..." quando ele requisitou.

    Eles foram muito aplaudidos e gritos de "Judas... Judas... Judas..." ecoaram na plateia neste sábado de aleluia, dia que malha-se o Judas... porém, na realidade... nós é que fomos malhados por eles. Após uma saudação de Rob Halford para seus súditos em sua primeira vinda na parte frontal do palco... o Metal God nos abençoou. Todavia, o que aconteceu depois nesta apresentação do Judas Priest foi de ficar de queixo caído... eles tocaram três pauladaças na sequencia e sem parar por um segundo sequer. Era para desafiar e ver quem é realmente Heavy Metal e quem aguentaria agitar com eles intensamente.

    A primeira desta trinca letal foi a acelerada Rapid Fire do British Steel de 1980, cujas linhas de guitarras, de baixo e de bateria são estupendas. Depois a segunda foi a Breaking The Law também do British Steel, que participamos berrando seu título e absorvendo todos aqueles contundentes solos de guitarras protagonizados por Richie Faulkner e Andy Sneap e a vigorosa voz de Rob Halford. Aí para findar a trinca tivemos a ligeira Riding On The Wind do Screaming For Vengeance e claro, também vociferamos seus versos com o vocalista. Impressionante.

    Com luzes vermelhas recebemos os sons da pesada Love Bites, que nos guiaram até ao Defenders Of The Faith de 1984, cujo andamento cadenciado serviu até para respirar um pouco após as três bordoadas anteriores, porém, outra vez aplaudimos e socamos o ar transbordado de felicidade, além de ver Richie Faulkner solar sua guitarra Flying V preta e cinza esbanjando técnica. Sem a presença de Glenn Tripton nos shows da banda, os solos ficam todos para sua responsabilidade e ele brilhou consideravelmente. Já Andy Sneap estava próximo a Ian Hill o tempo todo cuidando mais da base. 

    Que set list!!! a próxima foi a Devil's Child, outra do Screaming For Vengeance que foi responsável por provocar uma gigante eletricidade em nossos corpos e não posso deixar de salientar o solo de Richie Faulkner em sua guitarra e também Rob Halford andando mais para a ponta direita do palco, ou seja, com o completo domínio do palco.

   E o garoto ( bem perto dos demais... ter 45 anos pode ser considerado um garoto ) Richie Faulkner executou o lindíssimo solo inicial que levou a Crown Of Horns, que em seu estilo mais cadenciado provou-se ao vivo tão deliciosa de se ouvir quanto em estúdio e, óbvio, admiramos bastante esta canção do Invincible Shield, que contou com um prolongamento em seus solos de guitarra.

     Inclusive, ele emendou algumas distorções com uso da alavanca para conectar na clássica e intensa Sinner, que marcou o retorno da garoa e onde barbudão Rob Halford berrou "Sinneeeer" atingindo cada parte do estádio e esta música do disco Sin After Sin de 1977 é um Heavy Metal em seu estado bruto, ainda mais com os solos feitos por Richie Faulkner.

    Aproveitando cada segundo de seu tempo, o quinteto atacou com o Metal em puro Turbo Lover, composição do Turbo de 1986, que adiciona mais voltagem ao passar de seus minutos e que contou com nossa participação no refrão demasiadamente felizes com o espetáculo.

    Novamente aplaudimos, soltamos o "Olê... Olê... Olê... Judas... Judas... ", Rob Halford agradeceu essa reciprocidade dos fãs com: "Thank You... Thank You... Thank You..." complementando dizendo que a banda está fazendo 50 anos de Heavy Metal e então anunciou a dinamitadora canção título do novo álbum, a Invincible Shield, que para mim pode ser inclusa entre os hinos do Judas Priest e que nos acertou com precisão tanto que gritamos com Rob Halford e sentimos todo o poderio de seus solos de guitarras.

    Falando isso, Richie Faulkner e Andy Sneap solaram juntos suas guitarras trazendo as notas de Victim Of Changes do Sad Wings Of Destiny de 1976 e aí você como a voz de Rob Halford está soando perfeita e intimidadora com os seus longos agudos e toda a tonelada de solos que a música contém, com direito inclusive à imagens de Glenn Tipton no telão como se estivesse também no show com sua guitarra em punho.

    Antes de prosseguir Rob Halford brincou com sua voz para que nós tentássemos fazer igual no melhor estilo Freddie Mercury... bem tentamos, porque o que ele faz com sua voz é para poucos conseguirem!!! Esta brincadeira serviu para que entrasse em cena a The Green Manalishi ( With The Two Prong Crown ), que mesmo sendo um cover do Fleetwood Mac, nós conhecemos mesmo pela versão gravada no Killing Machine de 1978 e nos seus muitos solos de guitarras socamos o ar continuamente.

    Scott Travis pegou o microfone e falou um pouco conosco agradecendo pela presença, pelo apoio e questionou o que queremos ouvir, óbvio que gritamos "Painkilleeeer" e para aumentar o frisson, ele perguntou novamente para que nossos gritos soassem mais fortes e então tivemos aquele riff introdutório em sua bateria desta obra prima do Heavy Metal chamada Painkiller, que  foi tocada para estraçalhar com os pescoços de muitos de nós e como é especial ver o Judas Priest executando a canção título do álbum de 1990 mais uma vez em minha vida com todos aqueles solos incendiários.

    Sabe quando um prédio desmorona? É isto que Painkiller é... um desabamento sonoro, que ao vivo é ainda maior e que foi escolhida para fechar a primeira parte do set do Judas Priest neste Monsters Of Rock.

    O tridente que na maior parte do show ficou na parte de cima do palco, agora abaixou-se e movimentou-se ficando mais de frente para a plateia, isso para introduzir a The Hellion intrinsecamente ligada a Electric Eye ( sendo que no telão "o olho" vigiou todos nós  ), ambas do Screaming For Vengeance, que vieram com um rolo compressor atravessando todo o Allianz Parque com todas as suas ardorosas guitarras.

    Faltava algo? Sim... Rob Halford entrar no palco com uma Harley Davidson, que foi o que aconteceu antes da rápida Hell Bent For Leather ( título do álbum ) ser executada com o vocalista cantando seus versos diretamente da histórica motocicleta e para encerrar com a festiva Living After Midnight do British Steel, que aplaudimos no ritmo e lógico que cantamos seus versos transbordando alegria pelo show simplesmente espetacular que assistimos com direito à um prolongamento na bateria de Scott Travis e Rob Halford deixando apenas a plateia cantar por alguns segundos.

    Depois de quase uma hora e quarenta minutos do mais eletrizante Heavy Metal, os ingleses se despediram e seguiram para o backstage aos gritos de "Olê... Olê... Olê... Judas... Judas..." sabendo que cravaram neste Monsters Of Rock um dos melhores shows de todos os tempos destes 30 anos do festival e que não demorem para voltar no Brasil, pois, queremos presenciar este magnífico espetáculo mais uma vez.

    Enfim, foi uma apresentação irretocável, das que será impossível esquecer e que ficamos devidamente extasiados. Se julgarmos pela mensagem no telão escrita The Priest Will Be Back enquanto eles se despediram... eles estarão de volta brevemente.

Set List do Judas Priest

1 - Panic Attack
2 - You've Got Another Thing Comin'
3 - Rapid Fire
4 - Breaking The Law
5 - Riding On The Wind
6 - Love Bites
7 - Devil's Child
8 - Crown Of Horns
9 - Sinner
10 - Turbo Lover
11 - Invincible Shield
12 - Victim Of Changes
13 - The Green Manalishi ( With The Two Prong Crown )
14 - Painkiller

Encore:
15 - The Hellion
16 - Electric Eye
17 - Hell Bent For Leather
18 - Living After Midnight

Scorpions

60 anos da picada mais mortal do Hard Rock

    Para fechar a conta desta edição do Monsters Of Rock somente uma banda que pertence ao 'hall' das mais clássicas dentre todas e que está em sua turnê comemorativa de 60 anos intitulada como 60Th Anniversary, que colocou ao longo dos anos hits que são conhecidos pelo milhões e milhões no planeta.

    Estou falando do quinteto Scorpions, que está entre os nomes que mais visitaram o Brasil com 53 shows por várias cidades e que também são um dos responsáveis por me fazer seu tão apaixonado pelo Hard Rock quanto eu sou. Destes 53 shows, por nove vezes ( contando esta ) eu pude acompanhar estas verdadeiras lendas do Rock Mundial nos palcos de São Paulo/SP.

    A troca de palco do Judas Priest para o Scorpions foi mais demorada se comparada com os outros shows, porém, tudo dentro do cronograma perfeito da organização do Monsters Of Rock, sendo que às 21:20 ( cinco minutos antes do horário previamente informado ) o vídeo introdutório da turnê foi exibido nos telões do estádio e nele vimos imagens das seis décadas de Hard Rock dos alemães passando por todas as fases e formações da banda. Bacana foi ver imagens do quinteto pelos palcos do mundo e também no primeiro Rock In Rio entre várias outras.

    Pena foi que a garoa que estava incomodando durante o show do Judas Priest agora se tornara uma chuva mesmo exatamente quando Klaus Meine nos vocais, Rudolf Schenker e Matthias Jabs nas guitarras, Pawel Maciwoda no baixo e Mikkey Dee na bateria subiram no palco.

    Todavia, aquela multidão que aguardou o dia inteiro para celebrar com o Scorpions seus 60 anos vestiu ( ou não ) suas capas de chuva e curtiu cada momento do show, que começou com a Coming Home ( do Love At First Sting e uma alusão nos telões de que a casa deles seria o Brasil - bem nesta noite foi mesmo ). Mesmo após o show sem igual do Judas Priest encontramos força para este show ímpar do Scorpions encerrando este Monsters Of Rock 30 Anos.

    E Coming Home com seu princípio lento já capturou os corações dos fãs, porém, a música sofreu um estouro que saímos pulando mesmo com as forças relativamente limitadas vendo Klaus Meine com sua tradicional boina, jaqueta de couro e óculos escuros disparando junto a Matthias Jabs e Rudolf Schenker todo o vigor que esta música é possuidora.

    Simpático, Klaus Meine saudou a plateia dizendo "Coming Home Saooo Pauloooo" e sem delongas eles foram até ao álbum Rock Believer de 2022 ( o mais recente da longa discografia ) para o Hardão Gas In The Tank, que mostrou que o tempo passa, porém, eles não se cansam de lançarem ótimas músicas. E como Klaus Meine é um dos reis do carisma, no refrão ele sempre virou o microfone para que nós completássemos o verso da música ( "Louuudeeer" ), o que fizemos com sorriso estralado em nossos rostos.

    A terceira do set já foi um clássico com a Make It Real e nesta você fica pensando... "olha o peso que Mikkey Dee concedeu para a canção...". Klaus Meine estava mais parado no show, consequência da cirurgia que fez na coluna em 2024, entretanto, sabia como passar toda a vibração que esta música do Animal Magnetism de 1980 é detentora. Fiquei pensando, será que Klaus Meine ficará apenas lá no fundo por conta da chuva ou virá na parte frontal para também se molhar como aconteceu com todos nós teimosos que não colocamos uma capa de chuva?

    Bem ele veio e falou em bom português: "Boa noite Saooo Paulooooo... como estás.....", em inglês comentou sobre a alegria de estar de volta no Brasil e informou que a seguinte seria a cadenciada The Zoo em que Rudolf Schenker controlou o público com sua guitarra Flying V junto de Matthias Jabs e como é bom ouvir ( e ver de perto ) músicas assim executadas pelos seus criadores. E pela primeira vez o veterano guitarrista loiro ( Rudolf Schenker ) aventurou-se para a frente do palco e trouxe consigo o baixista Pawel Macioda.

    A instrumental Coast To Coast com seus formosos solos contou com um guitarrista adicional: Klaus Meine que pegou uma e fez a habitual coreografia que o Scorpions realiza com esta composição do Lovedrive de 1979, porém, não antes de jogar baquetas para quem estava mais à frente ( que lembrança para quem conseguiu pegar uma... ).

    Um dos momentos mais inesquecíveis dos shows do Scorpions é quando eles executam um medley com canções do final da década de 70, que sozinhas já são estonteantes, unidas então... bem, eles tocaram as incandescentes Top Of The Bill do In Trance de 1975, Steamrock Fever do Taken By Force de 1977, Speedy's Coming do Fly To The Rainbow de 1974 e Catch Your Train do Virgin Killer de 1976 ligando uma na outra com um peso e adrenalina que nem parece que Klaus Meine e Rudolf Schenker tem 76 anos, pois, a garra foi de garotos...

    Klaus Meine comentou sobre esse medley dos anos 70 rapidamente e anunciou um dos seus grandes sucessos dos anos 80: o envolvente Hard Rock de Bad Boys Running Wild do icônico Love At First Sting, sendo que ele novamente foi para a parte da frente do palco e virou o microfone para nós interagirmos com ele.

Baladas Semi Acústicas

    Ainda na frente, ele agradeceu com um sonoro "Obrigado Saooo Paulooo" e viajou até os anos 90 com a balada Send Me An Angel do Crazy World, que foi tocada com violões. Rudolf Schenker utilizou um violão em formato de Flying V e o estádio inteiro filmou esta música com seus celulares resultando em um efeito visual bonito de se observar suas luzes ligadas.

    "You are Amazing", antecedeu os assovios para outra balada muito famosa do Scorpions, a Wind Of Change também do Crazy World com versos mudados após a invasão russa na Ucrânia também foi muito impactante e emocionante, que foi vocalizada por Klaus Meine contando com o enorme coro de fãs presentes no Allianz Parque.

    O solo de Wind Of Change foi elétrico com Rudolf Schenker solando sua Flying V preta e branca com direito ainda um trecho "a capella" dos fãs junto aos toques de Mikkey Dee na bateria e Klaus Meine captando isso virando o microfone para nós em um momento do show deveras emocionante, que ganhou um "I'm loving you Saooo Paulooo" pronunciado pelo vocalista, que a despeito de sua idade continua com uma voz excelente.

    O Hard Rock retornou com a clássica Loving You Sunday Morning do Lovedrive de 1979 em que Rudolf Schenker empunhou uma Flying V vermelha, mas quem solou mesmo foi Matthias Jabs. De volta ao Love At First Sting, os alemães executaram a I'm Leaving You com Mikkey Dee puxando o ritmo em sua bateria e os demais seguindo este formidável Hard Rock.

    Klaus Meine saiu do palco, porém, não antes de anunciar que nos deixaria com Mikkey Dee, que fez um solo de bateria para ninguém colocar defeito demonstrando toda a sua técnica e habilidade acumulada em tantos anos e ele foi devidamente acompanhado pelo baixista Pawel Macioda no início e depois ficou sozinho 'destruindo' seu kit tocando com uma velocidade incrível e que admiramos.

    Muito bacana foi olhar no telão e aparecer um caça níqueis, cujo 'jackpot' foi alcançado quando apareceu cinco logotipos do Scorpions, momento que em Mikkey Dee jogou suas baquetas para os fãs.

    Tease Me Please Me do Crazy World trouxe de volta o clima Hard Rock sempre infectante do Scorpions e Klaus Meine retornou para a frente do palco e pudemos ver que ele estava com uma jaqueta de couro, que em sua parte de trás tinha escrito a frase "Rock and Roll Forever" na mesma grafia que James Kottak tinha tatooado em suas costas e naturalmente foi uma homenagem ao baterista que esteve no Scorpions entre 1996 e 2016 e faleceu no início de 2024.

    Com apenas um "Muuuitooo obriiigadooo...", quase que sem parar interligaram Tease Me Please Me a Big City Nights ( do Love At First Sting ), canção que é pura adrenalina e fez o estádio pulsar e cantar com o Scorpions, aplaudindo no ritmo da música a banda em mais um daqueles momentos que marcam mesmo um show.

    No encerramento desta primeira parte do set tivemos a balada Still Loving You, que em Brasília não foi tocada e como privar o Monsters Of Rock desta composição do Love At First Sting? Não podiam e passaram todo o sentimento que a música contém mais uma vez para nós novamente sensibilizando todos com sua interpretação, que terminou com vários agradecimentos de Klaus Meine ao lado dos demais membros da banda, que foram aclamados na frente da passarela e em troca jogaram palhetas e baquetas para os fãs retribuindo o carinho obtido.

Final apoteótico

    Ao retornarem para o bis vimos um gigantesco escorpião inflável no palco logo atrás da bateria de Mikkey Dee no melhor estilo do Eddie dos shows do Iron Maiden e esse escorpião - em ponto de ataque com suas garras e cauda estendidas - foi uma grata e inusitada surpresa do Scorpions, que ficou por lá movimentando-se até o final do show, que teve ainda a Blackout com a guitarra Flying V de Rudolf Schenker soltando fumaça e a iluminação fazendo a diferença na execução da canção título do álbum de 1982. Entre nós... demorou muito tempo para que o Scorpions adicionasse esse adereço em seus shows... deu um clima sensacional na galera... todos gostaram da ideia. 

    Klaus Meine brincou com sua voz com alguns "ôôôôôôô" jogando para nós acompanharmos mais uma vez e então, para fechar mais um dos sempre fabulosos shows do Scorpions no Brasil e esta edição de 30 anos do Monsters Of Rock, o clássico máximo da carreira da banda com a Rock You Like a Hurricane do Love At First Sting com o vocalista cantando seus versos enrolado na bandeira do Brasil.

    Pronunciando um "Muito Obrigaooooo... Love You Sao Pauooo Goood Night...", Klaus Meine se despediu em nome do Scorpions de nós, que saímos do estádio com a chuva apertando bastante, mas, quem aí estava preocupado com isso após sete shows memoráveis desta épica e histórica edição de 30 anos do Monsters Of Rock. Novamente, a Mercury Concerts entregou uma edição inesquecível do Monsters Of Rock, que venha a próxima e os headbangers de todas as idades indiscutivelmente estarão lá.

Texto: Fernando R. R. Júnior
Fotos: Ricardo Matsukawa
Agradecimentos para a equipe da Catto Comunicação e da Mercury Concerts 
pela oportunidade, atenção e credenciamento

Set List Scorpions

60th Anniversary  Intro (60th anniversary tour video package)
1 - Coming Home
2 - Gas In The Tank
3 - Make It Real
4 - The Zoo
5 - Coast To Coast
6 - Top Of The Bill / Steamrock Fever / Speedy's Coming / Catch Your Train
7 - Bad Boys Running Wild
8 - Send Me An Angel
9 - Wind Of Change
10 - Loving You Sunday Morning
11 - I'm Leaving You
12 - New Vision - Bass/Drum jamming and Drum Solo
13 - Tease Me Please Me
14 - Big City Nights
15 - Still Loving You

Encore:
16 - Blackout
17 - Rock You Like a Hurricane

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