A primeira música foi Highway Star do histórico Machine Head
de 1971 e aí não teve volta: o público foi à
loucura. Bateria marcando forte, baixo pulsando, guitarra cortando o ar e os
vocais poderosos de Ian Gillan do alto de seus quase 80 anos. Foi como uma viagem no tempo com o som vibrando
no corpo.
Depois veio A Bit On The Side, que é nova do recente =1 (
de 2024 ) e eu não conhecia, mas adorei. Tem
peso, tem atitude, tem humor. A banda estava super entrosada, e dava para ver que
eles se divertem tocando coisas recentes.
Na sequência veio Hard Lovin' Man do In Rock de 1970, que é pesada e rápida, daquelas que arrepiam. A
bateria parecia um motor acelerando e a plateia foi junto. Em seguida tivemos
outra das formidáveis canções do In Rock com a Into The Fire
e logo depois o palco
ficou só para Simon McBride, o guitarrista. Ele fez um solo lindo, construído com
calma, sentimento e muita técnica. Foi daqueles momentos que a gente sente no
peito.
Logo depois veio Uncommon Man do Now What de 2013, que foi uma homenagem
linda e emocionante ao ex-tecladista Jon
Lord, que nos deixou em julho de 2012 ). O atual tecladista, Don Airey, foi impecável - parecia que a música
flutuava no ar. Foi delicado e forte ao mesmo tempo.
Teve ainda a nova e bem bacana Lazy Sod do =1 e que foi ligada ao clássico Lazy
do Machine Head, que também foi super divertida e cheia de Groove
com direito à uma introdução nos teclados feita por Don Airey trazendo um pouco
do clima de suas radiantes versões ao vivo dos anos 70. Ian Gillan tocando sua gaita, os
músicos sorrindo entre si... dava para ver que estavam se curtindo no palco.
Aí chegou When a Blind Man Cries, que saiu como single na época do Machine Head
e foi inclusa no tracklist na edição de 25 anos e foi impossível não se emocionar. A música
é linda, melancólica, e saber depois que Ian Gillan costuma dedicar essa canção
à mãe, só deixou tudo mais tocante. Um silêncio respeitoso tomou conta do lugar.
Na sequência, Ian Gillan anunciou: "Name of a beautiful woman... Anya".
Assim relembraram do The Battle Rages On de 1993 e a música veio
dramática, intensa, com clima de filme. Fiquei hipnotizada e pouco depois foi a
vez de Don Airey brilhar com seu impressionante solo de teclados.