Tygers Of Pan Tang - South America Roar 2026
Abertura: Armadilha
Estúdio Mirage Eventos - Limeira/SP
Domingo, 31 de maio de 2026

Curto, mas um show totalmente intenso, animado e centrado no mais puro Hard'n'Heavy

    A segunda passagem Tygers Of Pan Tang - os tigres do Heavy Metal - por Limeira/SP contou com 'rugidos' fortes' e muita sonzeira no domingo 31 de maio de 2026, sendo que o quinteto inglês que está entre os pioneiros da New Wave Of British Heavy Metal nos levou em pouco mais de uma hora e dez minutos de show a essência do seu passado, do seu presente e demonstrou um olhar para o futuro. Em tempo, a primeira visita da banda em Limeira foi lá no já distante ano de 2016 junto aos holandeses do Picture ( confira matéria ).

    Todavia, eles não vieram sozinhos, pois, a abertura ficou por conta da banda brasileira de Heavy Metal e com letras em português Armadilha, que será o assunto deste princípio de matéria. 

Armadilha

    Com origem datada de 2010, a banda paulistana Armadilha se apresentou neste domingo com Pedro Zupo nos vocais, Denys Garcia e Pedro Cavichiolo nas guitarras, Gregório Palhano Bondezam no baixo e Marcelo S.O.S. na bateria, que aproveitaram a oportunidade exibir para a galera do interior de São Paulo/SP toda a potência de seu excelente Heavy Metal.

    Infelizmente, chegamos com o show do Armadilha caminhando para a sua parte final e perdi boa parte do seu set list, que teve as canções "Armadilha", "Guerreiros do Sol", "Fúria Sobre Duas Rodas", "Sangue de Ferro", "Choque Elétrico" e "Noite de Revolução". Ao entrar no Estúdio Mirage Eventos, logo após o rápido credenciamento, peguei o final de 1932 e conferi parte da garra que o quinteto demonstrou, pois, certamente foi um showzão de abertura.

    Isso ficou estampado ao olhar o público presente, pois, a galera estava ouriçada e agitando bastante com o Armadilha e ao acompanhar as músicas Metal Inquebrável e Guerra no Espaço, as duas últimas do set, foi possível ver como o Heavy Metal Brasileiro está vivo, bem e conquistando sempre novos adeptos. Inclusive, o Armadilha estava com um tanto de fãs que posso considerá-los como 'cativos', pois, havia uma trupe que cantou e interagiu com eles a cada verso das músicas que tocaram.

 

    Enfim, mesmo assistindo uma pequena parte do show do Armadilha, posso cravar aqui que o quinteto fez uma excelente apresentação, pois, o som estava alto e bem regulado como deveria, o vocalista Pedro Zupo cantou entregando todo o seu já conhecido carisma, os guitarristas Denys Garcia e Pedro Cavichiolo garantiram solos sempre com muita potência, assim como a cozinha de Gregório Palhano Bondezan ( baixo ) e Marcelo S.O.S. ( bateria ). Tudo bem, na próxima vez que o Armadilha estiver presente no rolê ficarei atento e assistirei o seu show completo.

Set List

1 - Armadilha
2 - Guerreiros do Sol
3 - Fúria Sobre Duas Rodas
4 - Sangue de Ferro
5 - Choque Elétrico
6 - Noite de Revolução
7 - 1932
8 - Metal Inquebrável
9 - Guerra no Espaço

Tygers Of Pan Tang

    Foram apenas três datas no Brasil da South America Roar 2026, sendo que inicialmente eram programadas apenas duas, porém, os ingressos do sábado em São Paulo/SP no La Igleisa esgotaram e a banda acabou por marcar uma apresentação extra na sexta feira, dia que chegaram de viagem no Brasil.

    A terceira e última data foi no Estúdio Mirage Eventos em Limeira/SP e o Tygers Of Pan Tang nos brindou com um show repleto de energia, ímpeto, determinação e que os fãs de Heavy Metal saíram felizes com o espetáculo que presenciariam onde revisitaram grandes clássicos da carreira, músicas dos últimos álbuns de estúdio e também o novo single, que fará parte vindouro lançamento da banda, o álbum Electrifyed de 2026.

    Precisamente às 19hs, conforme o divulgado pela Circle Of Infinity Produções, a introdução instrumental Live Blood, que abre o último disco da banda, o ao vivo Live Blood de 2024 foi tocada e em poucos instantes vimos Jacopo "Jack" Meille nos vocais, Robb Weir e John Foottit nas guitarras, Huw Holding no baixo e Craig Ellis na bateria ocuparem seus postos no palco para a alegria dos fãs, que aumentaram bastante comparando-se com o show do Armadilha.

    E diretamente de 1980 do álbum Wild Cat, o Tygers Of Pan Tang começou o show com a clássica Euthanasia e ao comando dos riffs mais Hard'n'Heavy tocados pelo lendário Robb Weir e por John Footit. Jacopo "Jack" Meille cantou os seus versos com uma empolgação enorme contagiando a todos e nós reagimos socando o ar e balançando os pescoços devidamente contentes.

    Simpático, o italiano Jacopo "Jack" Meille nos saudou, disse que já fazem 10 anos de sua visita em Limeira e questionou se estamos prontos, que óbvio gritamos um "Yeaaaahhhhh" e então, o quinteto disparou outro clássico com a pulsante Gangland do Spellbound de 1981 com seus solos frenéticos de guitarras e pude notar como Robb Weir solava sua guitarra com sorriso no rosto ao lado do baixista Huw Holding.

    Isso é algo que é maravilhoso de se presenciar... a banda percebendo que os fãs estão sintonizados com ela no show e adorando cada instante da música. É... eles já atacaram de cara com duas pedradas das melhores da carreira da banda.

    Depois foi a vez de uma música do disco Ambush de 2012 com a Keeping Me Alive, outro Heavy envolvente que foi muito bem vocalizado por Jacopo "Jack" Meille, que se movimentava pelo palco do Estúdio Mirage Eventos nos 'puxando' para perto e inflamando ainda mais a nossa energia. Além dos excelentes riffs de guitarras, a cozinha da banda com Huw Holding ( baixo ) e Craig Ellis ( bateria ) estava perfeitamente sincronizada, tanto que este último por várias vezes ajudou nos backing vocals.

    Comunicativo, o vocalista anunciou a ótima e vibrante Back For Good e o baixista Huw Holding dedilhou as cordas de seu baixo Fender Precision Bass preto exalando toda a potência desta música do Bloodlines de 2023 enquanto que Jacopo "Jack" Meille convocava a nossa participação ( como se precisasse ) até que os solos de guitarras e os "hey... hey... hey..." continuassem a efervescência da composição, que fizemos questão de gritar seu refrão com o vocalista.

    Jacopo "Jack" Meille explicou que a próxima música do set list é pertencente ao Speelbound e então tivemos toda a adrenalina contida em Take It, cujo ritmo e vocais só resultaram em uma coisa: felicidade total dos fãs que sentiram o Hard'n'Heavy desta música inundando suas células e pudemos observar Robb Weir solar sua guitarra utilizando do talking box para consolidar ainda mais o brilho deste clássico do Heavy Metal.

    Disse que o Tygers Of Pan Tang de olho no futuro, correto? Então... na sequencia do show, Jacopo "Jack" Meille sacou a encorpada canção Electrifyed e se no clipe a música já impressionou... ao vivo tivemos como mensurar o peso que o quinteto aplicou e como ela te 'eletrifica' ( não queria usar este predicado, mas, é o que melhor define o que você sente quando ouve ou assiste a canção ao vivo ) e a vontade era de socar o ar, que foi o que muitos de nós fizeram. Só posso dizer que vem mais um grande disco do Tygers Of Pan Tang por aí...

    Aplaudidos, Jacopo "Jack" Meille conversou novamente conosco e pediu para todos participarem de Only The Brave, outro vigoroso Heavy Metal da banda que foi gravado no álbum autointitulado de 2016 e não tem jeito... você canta o refrão com o Tygers Of Pan Tang imediatamente.

    O vocalista nos agradeceu e disse que somos 'corajosos' uma alusão ao título da anterior para depois informar que tocariam uma do The Cage de 1982 com a belíssima Paris By Air, outra canção que transborda voltagem. A representante do Ritual de 2019 foi a White Lines e seja com uma das antigas ou uma mais recente como esta, o fato é que o Tygers Of Pan Tang mantém a plateia nas mãos e pouco antes dos seus exuberantes solos de guitarras, os presentes acompanharam o seu andamento nas palmas.

    Na reta final do show, o quinteto veio para cima para valer somente com clássicos dos anos 80 e fomos brindados a acelerada e frenética Slave To Freedom do Wild Cat, o primeiro álbum de estúdio do Tygers Of Pan Tang, que justificou a inclusão deles entre as bandas da NWOBHM e sua reprodução  nesta noite com o mesmo fulgor do passado.

    Detalhe e que faz a diferença nos shows... os prolongamentos nos solos de guitarras que foram realizados promulgando uma verdadeira avalanche Heavy Metal em nós todos. Inclusive, vale mencionar como Robb Weir estava animado durante todo o show... dava a impressão que ele estava gostando mais do que nós do showzão que o Tygers Of Pan Tang fez em Limeira.

    O cover do The Clovers para Love Potion No.9 registrado no The Cage trouxe uma atmosfera Hard'n'Heavy com ares Rock'n'Roll no Estúdio Mirage Eventos e nesta hora Jacopo "Jack" Meille soltou longos agudos e provou que sua voz está devidamente poderosa. Logo após o término desta música, o vocalista nos incitou a gritar um forte "Yeaaaahhh" ao questionar se queríamos uma "fast song" e aí fechou a primeira parte do show com a espetacular Hellbound do Spellbound, cujos solos fortificados e conforme ele disse - rápidos - criaram aquele frisson único entre a banda e a plateia.

    Enquanto eles não chegava a hora do bis, o público gritou "Tygers... Tygers..." e "Olê... Olê... Olê... Tygers... Tygers..." e entre um grito ou outro por uma música específica, Jacopo "Jack" Meille conversou mais um pouquinho com os fãs e junto com os demais músicos do Tyges Of Pan Tang enviou a marcante Love Don't Stay, a escolhida do Crazy Nights de 1981, o terceiro disco de estúdio da banda e esta versão atiçou ainda mais cada um de nós.

    Sem dar tempo para pensar, eles já emendaram esta a Suzie Smiled do Wild Cat com seus riffs flamejantes que só te faz pensar em um ponto: continuem.... queremos mais..., afinal, relembre de como Robb Weir e John Footit solavam suas guitarras exalando toda aquela melodia que apreciamos no Heavy Metal desde os anos 80...

    Entretanto... foi só ... como disse no princípio deste texto, o show foi curto, mas, dotado de uma chama e um brilhantismo tão grande que ficamos satisfeitos pelo grau do puro Heavy Metal inglês que fomos expostos no Estúdio Mirage Eventos.

    Antes de se despedirem, os músicos - que minutos atrás haviam exibido bandeira do Brasil com o logotipo da banda incrustado nela e vários tigres das capas de seus discos - fizeram questão de tirar as fotos com todos nós ao fundo em um gesto de agradecimento à sua comunidade Heavy Metal que esteve presente neste domingo em Limeira, onde mais uma vez saúdo a Circle Of Infinity Produções por nos proporcionar shows como este no interior.

    E uma curiosidade bônus... durante Suzie Smiled, o saltitante Jacopo "Jack" Meille puxou Robb Weir pelo pescoço como se quisesse derrubá-lo e praticamente deitou-o no chão... e este continuou solando sua guitarra incansavelmente aplicando toda sua técnica neste momento inusitado, inesperado, altamente divertido, inesquecível e totalmente Rock'n'Roll. Enfim... Tygers Of Pan Tang é eletrizante o tempo todo.

Texto e fotos: Fernando R. R. Júnior
Agradecimentos à equipe da Circle Of Infinity Produções
pela oportunidade, atenção e credenciamento
Julho/2026

Set List do Tygers Of Pan Tang

1 - Live Blood
2 - Euthanasia
3 - Gangland
4 - Keeping Me Alive
5 - Back For Good
6 - Take It
7 - Electrifyed
8 - Only The Brave
9 - Paris By Air
10 - White Lines
11 - Slave To Freedom
12 - Love Potion No. 9
13 - Hellbound

Encore:
14 - Love Don't Stay
15 - Suzie Smiled

Galeria de 65 fotos dos shows do Tygers Of Pan Tang e do Armadilha
no Estúdio Mirage Eventos em Limeira/SP

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