Depois desta matadora Burn
In Hell reagimos aos gritos de "Ripper... Ripper...
Ripper...", que foram interrompidos por uma saudação do vocalista para a
plateia e logo depois o desejo da maioria foi atendido logo na terceira do
set de Tim "Ripper" Owens, que vale dizer.... ele mantém seus agudos em níveis máximos, assim
como sua atitude no palco... seja andando, socando o ar ou se entregando de
corpo e alma para o Heavy Metal.
O pedido em uníssono era de Painkiller,
que foi apresentada com sua
tradicional fúria incontestável e que aprendemos a amar desde quando ouvimos o
álbum de mesmo nome lançado em 1990 pelo Judas Priest. Nos solos de
guitarras, Marcelo
Barbosa e Leo Mancini tocaram fielmente ao legado de Glenn Tripton
e K. K. Downing enquanto que Edu Cominato tocou com muita destreza seu kit de
bateria tal como Scott Travis ainda faz.
Outra dos tempos áureos do Judas Priest,
que é antes da entrada
de Tim "Ripper" Owens na banda, que está entre os estandartes do Heavy Metal
e que foi tocada nesta noite foi a Breaking
The Law do British Steel de 1980, que sempre que
assistimos ao vivo é garantia de
adrenalina na veia em doses ilimitadas e o vocalista nos brindou com outra
versão esplêndida da música.
Para quem pensou que o set de
Tim "Ripper" Owens seria
centrado no Judas Priest teve uma surpresa, pois, após uma conversa com os
fãs, os famosos toques de guitarras de Highway To Hell eclodiram pelo
Estúdio Mirage Eventos e ele com seu vozeirão e muita
garra colocou a plateia para cantar sua letra, pular e socar o ar.
E a surpresa continuou na última do show de
Tim "Ripper"
Owens, pois, ele e a superbanda do Masters Of Voices mandaram uma das
músicas de Heavy Metal que mais gosto e que é uma das responsáveis por ser um fã de Heavy Metal... aos "ôôôôôôôôôôôô" -
após os fãs ao identificarem sua melodia única através do dedilhado
no baixo de Felipe Andreoli - foi a vez de Heaven and Hell. E os fortificados vocais
Tim "Ripper" Owens produziram uma versão memorável da canção título do álbum do
Black Sabbath de 1980, que agitei e cantei freneticamente em
cada segundo.
Nem é
preciso dizer que nos momentos que olhei para os lados, notei que os demais
cantaram com toda a força de seus pulmões, ergueram seus punhos para
o alto com o 'horns up' e pularam consideravelmente ( até umas
rodas tiveram também ) durante este Heavy Metal totalmente
imortal, sendo que Heaven and Hell é uma grande homenagem de
Tim "Ripper" Owens à sua maior influência musical, o saudoso
vocalista do Black Sabbath, o extraordinário Ronnie James Dio.
Devo dizer que Tim "Ripper" Owens cravou mais um
gol de letra no Estúdio Mirage Eventos? Pois,
bem... sim... ele cravou!!!