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Stryper
Via Funchal - São Paulo/SP - Sábado, dia 12 de agosto de 2006
Diante de tantas expectativas,
de várias bandas que ainda não passaram pelo Brasil, foi uma surpresa a
vinda do Stryper. O precursor do White Metal retornou, depois de
uma pausa na carreira, mostrando o seu metal americano de excelente
qualidade, com peso e ritmo, como marcaram as bandas históricas do
metal, dos anos oitenta. A Via
Funchal não estava lotada, no início fiquei até preocupado de haver
poucas pessoas, mas quando entrei na casa, achei até uma quantidade
razoável, e não foi como o show do Anthrax, em fevereiro de 2005, no
Credicard Hall, esse sim, foram pouquíssimas pessoas, e lembro que
fiquei até com vergonha.
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Depois de
aguardarmos por um breve intervalo, ainda de cortinas fechadas, começou a
rolar o sampler de Battle Hymn Of The Republic, e quando as cortinas
se abriram, eles entraram no palco, Michael Sweet ( guitarra e
vocal ), Oz Fox ( guitarra solo ),
Tracy Ferrie ( baixo ) e Robert Sweet ( bateria
), com o visual característico, com as guitarras pintadas em amarelo e
preto, tocando a Sing Along Song, do disco To Hell With The
Devil, com carisma e moral, emendando essa música com The Rock
That Make Me Roll e Reach Out, ambas do cd
Soldiers Under Command, e apesar de eles tocarem muito bem,
infelizmente uma coisa ruim, o som estava muito abafado, os graves estavam
intensos, e isso comprometeu um pouco o show; correu um boato antes de
entrarmos na Via Funchal, que eles tinham chegado de viagem, e
estavam cansados, e não puderam passar o som, mas no fim delas, os nossos
ouvidos se acostumaram com o som abafado.
Depois desta trinca, Michael Sweet parou finalmente para agradecer e
conversar com a platéia, e tocou a Calling On You, uma das melhores
do show, um heavy metal com um balanço rock’n’roll, com uma excelente linha
melódica do vocal, e logo após tocaram a Free, também do cd
To Hell With The Devil, também foi excepcional – aí nós se rendemos.
Saíram muito boas a All For One e Loud’n’Clear, nesta última, Michael interagiu com a platéia, gritando o nome da música: “Loud...Loud ”
e o público completava: “And Clear ”, e destaque para os solos
virtuoses do guitarrista Oz Fox. Tocaram a Open Your Eyes,
primeira do novo cd Reborn, fazendo eles uma excelente
execução, em conjunto com a In God We Trust, executada conforme a
versão de estúdio, também do Reborn.
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Logo após, eles fizeram os solos individuais, e o primeiro a solar foi o
guitarrista Oz Fox, fazendo um bom solo, com uma precisa
digitação na guitarra, depois foi Robert Sweet ( interessante
notar que ele toca de lado para a platéia ), que mandou bem no solo
da bateria. Por fim, quem mais brilhou, fazendo um solo excepcional, foi
o novo baixista Tracy Ferrie, solando com o seu baixo
Fender Precision Bass, personalizado com as listras no escudo, ele começou fazendo um arpejo em grande velocidade tendo muita agilidade
com os dedos, e o mais legal foi a sua técnica com Slap, aí ele
apavorou, foi realmente empolgante a velocidade e o bom senso musical do
Tracy, poucos baixistas de rock tem o dom de fazer um slap
perfeito no baixo - não me lembro nos últimos anos, de um solo de baixo
tão virtuose.
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Depois dos solos, eles distribuíram várias bíblias para a platéia, porém
isso eles fizeram quase o show inteiro, no início pensei que fossem cd´s, e
após isso, tocaram a Wait For You do Reborn, muito bem
tocada com forte influência Hard Rock, seguida pela balada Honestly,
sendo o momento em que sentimos a atmosfera Gospel do show. Em seguida, eles
novamente incendiaram a galera com a The Way, do To Hell With
The Devil, com peso e categoria, sendo a última do show antes do
bis.
No
bis, finalmente eles tocaram a mais esperada pelos pouco mais de 2000
presentes, a To Hell With The Devil, com direito à introdução
dela com a Abyss, do mesmo álbum, nesta música, eles se deixaram
apoiar pela platéia, ofuscando um pouco a atuação deles, mas neste momento o
que eles queriam ver, era o calor do público brasileiro.
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Continuaram com a More Than Man,
do To Hell With The Devil, com o excelente riff de guitarra,
puramente do metal dos anos oitenta, mostrando que seus talentos são
indiscutíveis. E finalizaram o show, com a Soldiers Under Command, do
disco homônimo, tendo ela o mesmo brilho da More Than A Man, nas duas
músicas, o guitarrista Oz Fox solou virtuosamente, e estas músicas
também foram um dos pontos altos do show, como a Calling On You e a
Free, o show estava ganho, antes de saírem do palco, eles pediram
silêncio para a platéia, sendo respeitados, e fizeram uma oração agradecendo
pelo evento e desejando tudo de bom para nós, e sentimos a fé e a bondade
deles, o Metal é do bem, nós queremos o bem, até os mais radicais querem o
bem e a justiça.
O show
foi tão bom, que a qualidade do entrosamento dos músicos, suprimiu o sério
defeito de som muito grave e abafado como ocorreu, mas valeu, mas da próxima
vez, eles devem lapidar esse som, porque aí sim o encontro com Deus, será
muito melhor.
Texto: André Torres
Fotos: Fernando Júnior
Agradecimentos: Miriam ( Via Funchal ) e ao Lô
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Set List do Stryper:
1 - Sing Along Song
2 - The Rock That Make Me Roll
3 - Reach Out
4 - Calling On You
5 - Free
6 - All For One
7 - Loud `N Clear
8 - Open Your Eyes
9 - In God We Trust
10 - Solo - Guitarra (Oz Fox)
Solo - Bateria (Robert Sweet)
Solo - Baixo - (Tracy Ferrie)
11 - Wait For You
12 - Honestly
13 - The Way
Bis:
14 - Abyss/ To Hell With The Devil
15 - More Than A Man
16 - Soldiers Under Command |
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