Mais uma vez o Brasil, e em especial a
cidade de São Paulo/SP, se tornou o foco do heavy metal com a segunda edição do
aclamado festival Live´N´Louder Rock Fest. O evento aconteceu desta vez em um
novo local, a Arena Skol Rock no Anhembi que é um excelente
lugar para receber um grande público ( estimado pela organização em 18.000 headbangers
), como tivemos nesta edição do festival.
O público brasileiro saudoso de grandes festivais desde o extinto Monsters Of
Rock, tem graças a iniciativa de Paulo Baron e a Top Link
pelo
segundo ano consecutivo a vinda de grandes nomes do universo metálico juntos
em um festival ( em 2005, tivemos Scorpions e Nightwish por
exemplo, leia mais aqui ).
Mesmo com mais bandas que o ano anterior, alguns problemas aconteceram como a
desistência do Black Label Society, banda liderada por Zakk Wylde
que
cancelou sua participação por causa do início de sua tour norte-americana e do
Saxon que desistiu de participar poucos dias antes do festival devido a
problemas nos vistos, e compromissos com a agenda de gravações, enfim, ficou mal explicado a
desistência dos ingleses. Mas a nossa sorte que as outras 11 atrações,
entre elas Dave Lee Roth ( mais Van Halen que o próprio
Van Halen nestes últimos 15 anos ) e Doro ( que veio em
substituição ao Black Label Society e a alemã soube manter um
clima de total comunhão com o público ) fizeram shows inesquecíveis. Dito isto, meus caros amigos e
amigas, vamos a resenha completa.
Massacration e Mind Flow
Um fato determinante em
todo o evento foi a pontualidade das apresentações e como nós viemos do
interior do estado, infelizmente, acabamos por perder as duas bandas nacionais
que abrilhantaram o início da grande festa. E este atraso nos fez
perder a auto-intitulada maior banda de heavy metal do mundo: o
Massacration composta de Detonator nos vocais, Blondie
Hammet e Headmaster nas guitarras,
Metal Avenger no baixo e Jimmy " The Hammer " na bateria,
que subiu pontualmente às 12:00hs e abriu o evento ( a banda que surgiu do
quadro Histórias Ocultas do Além Mundo com os humoristas Hermes
e Renato ).
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Segundo os colegas que estavam presentes e conferiram a apresentação
do Massacration, eles aproveitaram bem o seus 20 minutos para mostrar sucessos como: Evil Papagali,
Lets Ride To Land Of Metal
(The Passage Is R$1,00),
Metal Massacre Attack, Metal Is The Law. Ainda segundo
eles, o Massacration realizou um show bem divertido e que a
platéia riu bastante. E fico aqui me perguntando, como eu pude cometer
o grave erro de perder a banda mais esperada por todos no festival?
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Em seguida foi a vez da excelente banda paulistana Mind Flow e
quando eles estavam terminando o
seu set, eu estava adentrando a Arena Skol ( e realizando o
rápido credenciamento de imprensa, e já registro aqui os meus agradecimentos a
Heloisa Vidal do
Brasil Music Press ), mas, infelizmente não a tempo de
conferir músicas como Crossing The Enemy's Line, Upload-Spirit (
ambas do recém-lançado novo trabalho Mind Over Body leia resenha
aqui ) e
Meeting Her Eyes ( do primeiro
Just the Two
of Us...Me and Them!
).
E ainda segundo o que os colegas de imprensa me contaram, as músicas ficaram
redondinhas e tocadas com a perfeição que sei que os músicos Rodrigo
Hidalgo - guitarra, Rafael Pensado - bateria, Ricardo Winandy
- baixo, Danilo Herbert - vocal e Miguel Spada -
teclado que compõem o Mind Flow, possuem em estúdio. Esse foi um show que eu senti por ter perdido.
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Gotthard
Os suíços do Gotthard
( Steve Lee nos vocais, Leo Leoni e Freddy
Scherer nas guitarras Marc Lynn no baixo e Hena Habegger na
bateria ) foram a primeira
atração internacional da edição do Live´N´Louder Rock Fest 2006 e eles já
começaram o seu set calcado num hard rock moderno e de primeira baseado nas músicas do
seu cd ao vivo Made In Switerzaland ( originário da tour de
Lipservice - leia
aqui a resenha deste álbum ),
sendo que a primeira que embalou o público foi All We Are. Foi muito bom ver
uma banda que faz um hard rock com tudo aquilo que sempre apreciamos, solos de
guitarras, bateria precisa, ótimos refrões, vocais que animam qualquer um e teclados que dão
aquele ponto que gostamos de ver em um festival. A canção seguinte foi Dream
On e o vocalista Steve Lee diz que está preparando uma grande festa e
realmente esse foi o clima que permeou o show do Gotthard.
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Depois tivemos Hush
( música de Joe South que estourou na versão do Deep Purple
e para você que não conhece, essa é dos primórdios do
Deep Purple ) e como esta música tem um punch todo especial, nem é
preciso dizer que o público da Arena Skol canta junto com Steve Lee.
Com direito a uso de uma
voice box por Leo Leoni tivemos
Mountain Mamma outra canção que mantém o ritmo sensacional do Gotthard.
Steve
Lee não é bobo nem nada e dedica a linda balada Let It Be para as belas garotas do
Brasil e o guitarrista Leo Leoni utiliza de uma
Gibson doubleneck EDS-1275
( de dois braços e meu caro leitor(a)... como é bom ver uma dessas em ação
). A música seguinte Top Of The World causou muita empolgação por
parte do público que cantou e pulou o tempo inteiro. E
o Gotthard esteve aproveitando muito bem o seu tempo, tanto que mandou
Said And Done e I Wonder na seqüência, sem parar para a galera
respirar e garantindo muitos novos fãs para os suíços.
Steve Lee
mostrou que
sabe comandar uma platéia da mesma forma que somente os grandes nomes
conseguem, e fez o público gritar e pular com ele anunciando então Litf U Up
mais um dos hits de Lipservice. Para fechar a brilhante apresentação do
Gotthard é tocada a música Anytime, Anywhere - mais uma legítima puro sangue do hard rock
que exibiu
guitarras rasgadas e uma melodia que agrada qualquer fã. Então Steve Lee
apresenta seus amigos de banda que estiveram totalmente a vontade no palco do
Live´N´Louder e se despedem da galera com a certeza de terem feito um
excelente show que já deixou a marca para um retorno do Gotthard por
aqui.
Primal Fear
A
próxima atração é o Primal Fear - banda
alemã formada por Ralf Scheepers nos vocais,
Stefan Leibing e Tom Naumann nas guitarras, Mat Sinner
no
baixo e Randy Black
na bateria - que veio ao Brasil divulgar o
ótimo cd Seven Seals ( leia resenha
aqui ) e antes de subirem no palco, deixam
rolar uma intro que
trás aquele
clima medieval 'a la Conan' para a platéia.
Quando o grandalhão Ralf Scheepers
aparece cantando Demons And Angels com seus penetrantes solos de guitarras
já são fortemente recepcionados pelos fãs que cantam juntos com os alemães.
Muito empolgado por
estar novamente no Brasil, Ralf diz que está fazendo uma festa de
heavy metal na tarde paulistana e anuncia a música Rollercoaster que teve muita
digitação por parte dos guitarristas de Stefan e Tom. Em seguida eles tocam a
clássica Nuclear Fire ( do disco homônimo ), música que fez a galera gritar incessantemente o nome da banda
várias vezes. Com muitas palmas chega a vez da canção
Seven Seals - título do último trabalho marcando um belo momento do show, mas,
alguns problemas começaram de ordem técnica a acontecer. Depois foi a vez da rápida
Angel In Black (
também de Nuclear Fire ) que além
das guitarras, o trampo de bateria de Randy Black formam um destaque a parte. Com a galera
novamente nas palmas e com distorção na guitarra tivemos Running In The Dust
( do primeiro trabalho ) com muitos gritos por parte de Ralf Scheepers ( que tentava a todo custo superar os problemas de
seu microfone e ficava música a música notadamente irritado com a produção ).
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E retribuindo a presença no
show de gravação do
seu DVD ano passado ( confira aqui
como foi ), Renato Tribuzy acompanhado de Roy Z sobem juntos no
palco e cantam com o Primal Fear a música Final Embrance (
do Jaws Of Death ). Teria tudo para ser um momento magistral, aclamado por todos, e até
foi um pouco, mas os sucessivos problemas tiraram o brilho do
show do Primal Fear. Isso com certeza fez os alemães tirarem do seu set
músicas como Metal Is Forever, e o encerrarem prematuramente. Embora estivessem notadamente
descontentes e irritados com a produção, os alemães agradeceram aos fãs e
saem do palco. Claro que, vendo tudo isso o público reclamou bastante também
e estes problemas foram uma pena,
pois o Primal Fear estava com as condições necessárias para realizar um dos melhores shows
do dia, afinal, eles contam com músicos competentes, participações de ilustres convidados
e um
ótimo disco alavancando a apresentação. Mas infelizmente não foi o que
aconteceu.
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After Forever
Voltando ao Brasil em
pouco menos de um ano, o After Forever aproveita o festival para divulgar o
seu mais novo trabalho de estúdio - Remagine. Essa jovem banda holandesa, que foram
os únicos representantes da cena gótica no Live´N´Louder Rock Fest tem em sua formação a
vocalista
Floor Jansen ( dona de um grande potencial lírico e muito mais
bonita ao vivo do que em qualquer foto que você possa ter visto ),
além de Grunts Bas Maas e Sander Gommans nas guitarras, Luuk Van Gerven
no baixo,
Joost Van Den Broek no teclado e André Borgman na bateria. O
After Forever começou sua participação no festival com as músicas Come e Bondaries Are Open
-
que abrem o cd Remagine - e fizeram a alegria dos góticos presentes. Em seguida tocaram Living Shilds também do Remagine e
My Pledge Of
Allegiance 1 do álbum Decipher, esta última segundo Floor há muito tempo não
cantava em um show.
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Uma canção que
causou muita empatia junto ao público foi
Emphasis (
outra de Decipher ). Algo a se destacar também são os vocais guturais de Sanders
contrastando com a suave voz de Floor Jansen que 'bangeava' sem parar durante os
solos das guitarras de Grunts Bas Mass e Sander Gommans (
que em muitas vezes continham
elementos até de thrash metal ). Continuando o set eles tocaram Monolith Of
Doubt ( do Decipher ), Digital Deceit ( do Invisible Circus que mostrou ótimas
pancadas na bateria de André ) e Being Everyone ( do Remagine ). O empolgado
show que o After Forever estava fazendo, e detalhe com muito peso de
guitarras, seguiu com Floor colocando alguns chifrinhos para caracterizar a
pesada Face Your Demons do mais recente trabalho da banda.
Seguida por Follow In The Cry, uma volta ao tempo de Prison Of Desire
com ótimos solos de guitarras e teclados.
Foi
muito interessante ver Floor Jansen dizendo que a única coisa que odeia quando está
num palco é quando vai anunciar a última música do show, desta vez Forlorne Hope ( do Decipher ), pois ela adora a interação que recebe da
platéia num show. Foi um bom show e com certeza os fãs de Gothic Metal já ficaram com
saudades.
Doro
Sem dúvidas o show seguinte era um dos
mais aguardados tanto pela platéia quanto pela própria vocalista. Eram pouco mais de 17:10 quando a rainha
do metal Doro Pesch ( ex-Warlock ) e com certeza a maior das musas do
gênero, começa a mandar um heavy metal de primeira nos moldes das antigas e
maravilhosas canções que marcaram época nos anos 80 como Earthshaker Rock que abriu o show da bela alemã. Antes de iniciar I Rule The Ruins ela
diz que está realizando um sonho por tocar no Brasil e vale lembrar que Doro só
aportou aqui em substituição ao Black Label Society ( e na minha opinião,
sorte nossa ). Em seguida
tivemos
Always Live To Win e Burning The Witches onde os instáveis
problemas de microfone reapareceram e quase atrapalharam a musa, que teve o
brilhantismo dos grandes músicos para contornar perfeitamente os problemas. Depois
tivemos Metal Racer e True As Steel ( com um refrão fácil de memorizar ), músicas que o guitarrista Joe Taylor mostra
todo o seu talento com o instrumento fazendo ótimos riffs.
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Continuando o set tivemos a balada Above The Ashes e You’re My
Family ambas do novo disco Warrior Soul. Posso
afirmar com certeza que a alemã fez um maravilhoso set faltando apenas
interpretar baladas como Für Immer
para deixar qualquer fã extremamente feliz, porém este detalhe não diminuiu o melhor
show da tarde ( e junto com o David Lee Roth, os melhores do
Live´N´Louder ). Acompanhando a musa
nestas canções que levantaram e deram uma clima fantástico para a
Arena Skol tivemos os competentes músicos
Joe Taylor na guitarra ( já citado ), Johnny Dee na bateria, Oliver
Pelotai nos teclados e Nick Douglas no baixo. Mostrando
porque este era o melhor do festival show até aqui, Doro e seus excelentes seguidores, determinaram
como comandar a platéia de forma inigualável até então, isso era facilmente
percebido quando foram tocadas as músicas Burn It Up e Hellbound, onde a
carismática loira cantou com muita emoção as pesadas canções.
Anunciando o cover de
Breaking
The Law do Judas Priest
( que segundo ela é a razão do seu viver ), temos a
música que marca o melhor momento do melhor show até aqui em
uma versão que começa bem lenta e depois ganha uma ótima velocidade típica do
heavy tradicional mesmo. Para fechar com perfeição foi a vez de All We Are
que possui um refrão bem fácil cantado por todos. Além disso, a bela alemã recebeu do
público um buquê de flores que a deixam ainda mais emocionada do que já estava com o
calor do povo brasileiro e com certeza estará de volta em breve para matar
as nossas saudades que já ficaram em nossos corações. Foi literalmente um caso de amor a primeira vista entre a
empolgada e vibrante
Doro e os headbangers presentes no Live´N´Louder.
Nevermore
Agora é a hora de um peso bem maior no
festival e quem teria a missão de ganhar a platéia após uma das melhores
apresentações do festival, superada apenas por David Lee Roth ( mas isso é
uma história que você poderá acompanhar mais abaixo ) são os
norte-americanos do Nevermore, que adentraram ao palco pouco mais de 40
minutos após o
final do show de Doro.
Para esta missão
Warren Dane estava
acompanhado de Jeff Loomis e
Chris
Broderick ( do
Jag Panzer, substituindo Steve Smyth com
problemas renais ) nas guitarras,
Jon Sheppard
no baixo e Van Williams na bateria. Eles
retornaram ao Brasil depois de cinco anos, para divulgar o mais recente trabalho
This Godless Endeavor ( 2005 ) e
começam a sua apresentação com Final Product que mostra do que é feito o thrash metal com muitas influências de heavy
praticado pelo Nevermore. E antes de cantar Warren disse que eles haviam trazido a chuva de Seattle (
tivemos alguns respingos na terra da garoa no início do show do
Nevermore e ainda bem que não tivemos chuva mesmo ). A segunda deste
início de noite foi Narcosynthesis do disco Dead Heart In
A Dead World e foi seguida de Next In Line do Politics Of Ecstasy
( com solos marcantes de guitarras )
deixando a galera bem empolgada e fazendo todos 'bangearem' bastante.
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Em seguida duas canções do
álbum Death Heart
In A Dead World, a primeira Inside Four Walls - cantada com muita fúria e
aclamada pelos fãs - e a segunda The Heart Collector música que Warren pede ajuda para a
platéia e é atendido com muitos headbangers cantando com ele. Depois ele
anuncia
que é chegada a hora das músicas mais rápidas, com devido o comando da 'rifflerama'
feita nas guitarras de
Jeff Loomis e Chris Broderick, onde tivemos a canção Born que fez as rodas de empolgação surgirem por toda a Arena Skol.
Warren
pergunta se queremos mais uma rápida, para continuar o momento
maravilhoso de pura essência metálica, e claro que a resposta obtida por ele
foi sim. Então é tocada outra ótima porrada I Voyager do
Enemies Of Reality, e claro, mais rodas surgiram por todos os lados. Para fechar o set, tivemos as músicas
que intitulam os dois últimos cd´s da banda: Enemies Of Reality e This Godless Endeavour, que promovem um dos melhores
momentos do show e o vocalista Warren vem cantar bem próximo do público, e com certeza
também se emocionou ao ver a quente recepção da galera brasileira. E o
Nevermore também foi vítima dos já citados problemas técnicos ( desta
vez no som ), mas registro aqui uma força para Warren Dane que
mostrou muito profissionalismo ao realizar um grande show mesmo com o
infortúnio do falecimento de sua mãe nos EUA, apenas um dia antes do
festival.
Sepultura
E eis
que surge a maior banda de
heavy metal do Brasil e uma das mais importantes do mundo para
divulgar o seu mais recente trabalho Dante XXI, mas o que chama a atenção não são
os precisos solos de Andreas Kisser na sua Fender Stratocaster,
ou a presença imponente do vocalista Derrick Green, ou ainda a grande técnica de
Paulo Jr no baixo, o que todos
estavam curiosos para ver é como a banda estaria sem a presença do
competente baterista Iggor Cavalera substituído por Jean Dolabella
( ex-Diesel/Udora ), e embora Iggor tenha uma pegada
muito mais
pesada, posso lhes dizer caros leitores(as), que Jean está aprovado.
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Para
provar esta afirmação, o Sepultura mostrou que está extremamente bem entrosado e
preparou um set que não tinha como ficar parado. A primeira porrada tocada foi
Dark Wood Of Error, do novo trabalho Dante XXI, seguida
do sucesso do disco Chaos A.D. com Refuse/Resist que
promove novas rodas pela Arena Skol. Em seguida tocam Convicted In Life (
também do novo álbum ) aos gritos de "Sepultura... Sepultura!!!" pela
grande maioria dos headbangers presentes no
Live´N´Louder. Nem é preciso dizer que eles são ainda melhores ao vivo que no
estúdio, para isso é só lembrar da perfeita sincronia dos músicos na parte
instrumental em músicas como False ( do Dante XXI ) e Dead Embryonic Cells
( do Arise ) que continuam o set. Em seguida mais alguns temas
do novo trabalho com Ostia e Crown And Miter
( ambas do disco novo ), depois
Choke (
do Againist ), que são canções que definitivamente mostram para quem estava ressabiado com a nova
vida do Sepultura, que eles sabem como ganhar uma platéia promovendo um show matador
como sempre.
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Andreas não perde a chance de falar de futebol com a galera do
Live´N´Louder e alfineta dizendo o placar vitorioso de seu clube do coração
( estampado em sua camiseta )
para em seguida começar a tocar mais uma do recém-lançado novo disco, agora
com Buried Words.
Falando um bom português com influências cariocas, o grandalhão Derrick Green
anuncia uma música que é para destroçar qualquer pescoço que estivesse inteiro
até aqui: a clássica Troops Of
Doom do álbum Schizophrenia. E com praticamente uma hora para apresentar a sessão de puro thrash
metal ainda tivemos tempo para clássicas como Beneath The Remains (
do disco homônimo ),
Slave New World e Territory - ambas de
Chaos A.D.,
esta última é daquelas que não deixa ninguém parado,
é uma das melhores da carreira da banda e é totalmente aclamada pelos fãs. Por
falar em melhores, temos em seguida a pedrada Arise ( do disco de mesmo nome ) que marca o final desta parte do show. Com público totalmente empolgado voltando a bradar
"Sepultura... Sepultura..." com toda a força dos pulmões e eles voltam ao palco
tocando Come Back Alive ( do Roorback ) e a avassaladora Roots Bloody Roots
( do álbum Roots ) onde vemos
Derrick se superar nos vocais. Com este clássico que é adorado pelos
milhares de fãs, eles encerram com perfeição sua participação no festival.
Aliás, em se tratando de Sepultura tocando no Brasil, não tem como não
ser um grande show.
Atração Surpresa: Andre Matos
Na semana que antecedeu o
Live´N´Louder uma notícia chamou a atenção: o final oficial do Shaaman
e a tal atração surpresa do festival ( coisa
prenunciada desde alguns meses e já foi avisado também o retorno com
outros membros em breve... ). Embora já existissem vários rumores, o
segredo foi bem guardado e só revelado na hora certa, confesso que não
esperava ver Andre Matos acompanhado dos amigos Fábio Ribeiro
nos teclados, Luís Mariutti no baixo e Hugo Mariutti na guitarra, além
dos competentes músicos André Hernandez na outra guitarra ( que já tocou lá no
começinho do Angra ) e Rafael Rosa (
ex-União ) na enorme bateria montada tocando músicas que
fizeram uma espécie de 'Best Of' da
carreira de Andre Matos, inclusive com uma muito boa canção inédita que abriu o show,
cujo nome não foi divulgado.
A adição de um
segundo guitarrista deixou o som mais coeso e deu mais liberdade para Andre,
como que se ele tivesse tirado um grande peso de suas costas. Talvez ele tenha feito o seu melhor show
nos últimos meses, e isso não é minha opinião somente, várias pessoas
comentavam isso na platéia. Claro que para isso acontecer, eles deviam realizar um set
com músicas que a galera curtisse bastante e foi o que fizeram apresentando por exemplo
na seqüência um tema do álbum Ritual com a canção Distant Thunder.
Em seguida, com uma
bateria daquele tamanho seria uma injustiça se não tivéssemos um solo e Rafael
nos brindou com um rápido, porém brilhante solo.
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Continuando a viagem
pelos clássicos das bandas onde Andre Matos já passou, tivemos em seguida
Nothing To
Say ( do excelente disco Holy Land do Angra ) que manteve o ótimo clima do
show e foi muito bem tocada pela banda que acompanhava Andre, notadamente
muito mais solta do que nunca esteve em tempos de Shaaman. Durante Nothing To
Say pude perceber nos solos de guitarras de Hugo e André Hernandez
alguns
trechos de Master Of Puppets do Metallica. Um momento que chamou
a atenção e levantou mesmo a galera do Live´N´Louder foi quando Andre
( que
não falou nada ao contrário do seu costume em shows anteriores ) canta a clássica
canção Leaving For The Night ( do disco
Theatre Of
Fate ) relembrando os tempos do Viper, acompanhada por uma legião de milhares e milhares de vozes. Antes de
iniciar Fairy Tale ( do Ritual ) tivemos um pequeno solo de teclado realizado por
Andre e nem é preciso ressaltar que todos voltam a cantar com ele esta
balada do Shaaman que é um enorme sucesso .
Para o final
fomos presenteados com Unfinished Allegro
que introduz a música
que, com certeza, é uma que Andre Matos mais deve adorar de cantar: Carry On
- e claro -
mais uma vez presenciei a histeria coletiva dos fãs cantando juntos com ele este clássico
do metal, lançado no primeiro disco do Angra, o Angels Cry
que finalizou o ótimo show do vocalista. É amigos e amigas,
Andre soube como dar a volta por
cima nos problemas do Shaaman e aproveitar uma oportunidade como esta
para voltar ao showbizz com estilo.
Stratovarius
Continuando a turnê que marcou o retorno
após o período de incertezas e muitos problemas internos, o Stratovarius volta
ao Brasil pouco mais de um ano da primeira parte da tour que teve um DVD gravado no show do
Olympia no ano passado ( leia
aqui
como foi ). Foi muito bom rever uma das bandas mais
esperadas pelos headbangers do Live´ N´Louder Rock Fest 2006. E Timo Kotipelto
( vocais
), Timo Tolkki ( guitarra ), Jörg Michael ( bateria ),
Lauri
Porra ( baixo ) e Jens Johansson ( teclados ),
assim que acaba a música clássica de abertura de Edward Egar ( a famosa " música
de formatura " ), os finlandeses mostram que voltaram mesmo com força e não deixam por menos
fazendo um
set matador que passa por grandes sucessos da carreira da banda como Hunting High And Low
( do álbum Infinite ) - que é daquelas músicas que são para
ganhar os milhares e milhares de fãs logo de cara.
Timo Kotipelto e seus amigos mostraram que estavam realmente empolgados e
dispostos a cravarem sua bandeira no Live´N´Louder realizando um dos
melhores shows do dia ( para mim somente superados pelo carisma de Doro
e a performance memorável de David Lee Roth ). O
Stratovarius voltou ao Brasil e provou que eles não só superaram os
problemas internos como fizeram um show que ficou com certeza guardado na
memória dos fãs do metal melódico.
A segunda da noite foi a rápida Speed Of Ligth ( do álbum Episode
),
onde nota-se toda a perfeição de solos que Timo Tolkki faz em sua
guitarra ( com os problemas mentais controlados, ele é um excelente
guitarrista ). Do álbum Visions tivemos a cadenciada Kiss Of Judas que manteve o público
nas mãos da banda. Mais uma do Infinite,
agora com a maravilhosa Phoenix com direito a muita digitação na
guitarra de Timo Tolkki e
fazia tempo que eles não apresentavam essa canção por aqui. Anunciando que em seguida iriam tocar
uma música que nunca fora exibida em shows no Brasil tivemos Abyss Of Your Eyes do álbum
Visions, que Timo Kotipelto errou e disse que era do
Destiny ( que coisa em
!!! ).
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Quando
são tocados
os primeiros acordes de Againist The Wind
( do álbum
Fourth Dimension ), os apreciadores de metal melódico já sabem que
estamos diante de um clássico e uma das melhores da carreira do
Stratovarius. Resultado: milhares de vozes são ouvidas juntas com a banda ( especialmente os 'oooo' ).
Na seqüência tivemos
A Million Light Years Away do
Infinite com sua linha totalmente viajante, principalmente nos
teclados de Jens Johansson e nos solos de Timo Tolkki. Não sei
se porque era um festival, mas o fato é que não tivemos nenhuma música do
último trabalho de estúdio auto-intitulado da banda e na seqüência, mais uma surpresa com a
linda balada Will My Soul Ever Rest In Peace
do Intermission. Depois foi a vez da exuberante Eagleheart, a
única de Elements pt.1, que foi com grande alegria que eu e os fãs recebemos
esta maravilhosa canção. Mantendo o ritmo contagiante do show eles tocam em
seguida mais uma do Episode, a Father Time outra rápida
lá do "hall das melhores da banda" e fez a Arena Skol agitar e cantar com
uma grande interação com a banda.
Acalmando um pouco
foi a vez da balada Forever ( que igualmente a 2005 soou maravilhosa
como sempre ) e desta vez Timo Tolkki fez uma introdução junto com
Jens Johansson calcada na 9 Sinfonia de Beethoven e teve
gente que ligou os isqueiros. Para deixar os fãs ainda mais atônitos,
chega a vez de dois dentre os maiores sucessos da banda, a primeira foi a melódica Paradise ( do álbum Visions ) fazendo os headbangers
aclamarem a banda com muita emoção. E igual a 2005, prenunciando o
encerramento, temos Timo Kotipelto brincando com a
platéia: "is red?( é vermelho? ), is blue? ( é azul? ),
no! is Black Diamond!!!" - assim foi anunciada e tocada com aquele
inconfundível e espetacular solo de teclado de Jens Johansson, em suma, uma das
melhores canções não só do Stratovarius, mas um verdadeiro hino dos anos 90,
que faz todos gritarem juntos com a banda e ficarem satisfeitos com estes
mestres do metal melódico. Mais uma impecável apresentação dos finlandeses
encerrada com chave de ouro que aproveito para clamar aqui: Longa Vida
Ao Stratovarius.
David Lee Roth
1:00 da manhã, e aí
o headliner do Live´N´Louder Rock Fest, o mestre do hard rock David
Lee Roth apareceu no palco, com um "modelito" azul brilhante, com boca de
sino, junto com seus músicos, Brian Young ( guitarra ), Toshi
Hiketa ( guitarra ), Todd Jensen ( baixo ) e Jimmy
DeGrasso ( bateria ), e eles iniciaram o show com a Eruption,
mas só o início dela, e logo após emendaram com Hot For Teacher, com o
início no solo dos bumbos, e ao vivo o espetáculo foi insuperável, diferente e
empolgante, eles tocaram muito bem, e incrível a voz do David Lee Roth,
grave, com qualidade única. Eles cantavam no trecho: “Got it bad, got it
bad, got it bad” ai depois o Dave enchia a voz com “I'm hot for
teacher” com o seu grave provocante que poucos no rock tem a capacidade de
fazer, pois somos acostumados com os vocais muito agudos das ´melodiqueiras´ e
´gotiqueiras´, ou vomitados do thrash e similares, ouvir a voz do David Lee
Roth, foi exemplo demais de vocal virtuose.
Logo
após, tocaram Meanstreet, com muita energia, e presenciamos, a essência
do puro Van Halen, e prosseguiram com a Just Like Paradise, da
carreira solo do Dave, em que ele protagonizou uma cena engraçada, pois
ele pegou uma garrafa de Jack Daniels e simulou uma cena como se
estivesse fud..., jogando whisky em cima dos fotógrafos. Tocaram Runnin’
With The Devil, e Brian Young, fez os solos com muita classe e
categoria, similar ao Eddie Van Halen, e quando ele solava, parecia que
a música virava outro mundo, o Dave chamava, e aí o solo entrava
rasgando, foi pura magia de rock’n’roll pesado, puro Van Halen. Depois foi a
You Really Got Me, dando a continuidade do rock mito do Van Halen,
literalmente nos hipnotizando de emoção, foi impressionante de ver a qualidade
dos músicos que acompanharam o David Lee Roth, desde os solos
insuperáveis de Young e Hiketa, como os backing vocals, que eram quase
idênticos da dupla Eddie Van Halen e Michael Anthony. E o
espetáculo continuou com a California Girls da carreira solo de Dave,
e a execução foi ótima, com clima de festa, espetáculo e incrível o talento do
David Lee Roth, de empolgar a platéia, foi um verdadeiro showman, que
colocou no bolso a muitos vocalistas internacionais que passaram por São Paulo
neste ano.
E aí, o Van Halen, tomou ainda mais forma, com uma
seqüência que fez render o público de emoção, pois eles tocaram
Beautiful Girls, numa execução impressionante, com uma pegada ao
vivo, que soou diferente dos cds, fazendo muita gente cantar e dançar
“All I need is a beautiful girl. Ah, yeah!! Beautiful girls!!!”,
puro espetáculo. E a seqüência continuou com Somebody Get Me A
Doctor, que agitou a galera ao extremo, excelente atuação da banda
toda, e destaque para a dupla de guitarristas Young/Hiketa, que
tocaram os riffs a lá Eddie Van Halen com perfeição, olhava-se
para os lados e todos estavam emocionados, depois de tocar essa
música, me deu pena, dos que foram embora depois do show do
Stratovarius, subestimaram o Dave e não fazem idéia o que
perderam. E depois foi a Jamie’s Crying, com a entrada com o
repique de bateria e solo de guitarra, o timbre da guitarra, e o ritmo
que eles tocaram, foi distinto de tudo que tinha ouvido antes, e
destaque mais uma vez para os backing vocals, e Brian Young,
tocou com perfeição, quase improvisava nos agudos, que foram feitos
por Eddie, mostrou o seu talento digno de um Guitar Hero.
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A
seqüência alucinante continuou com a And The Cradle Will Rock, o
David Lee Roth junto com a banda fazia uma coisa próxima de um swing, mas
não na musicalidade e sim na empolgação e na imensa moral que transmitia para
todos nós, Brian Young novamente nos encheu de adrenalina, fazendo um
solo f..., com muitos “ligados”, o solo dessa música foi uma descarga
elétrica para o cérebro, e aí o Dave deu uma quebrada no ritmo do show
tocando a Just a Gigolo ( N.E.: um sucesso de sua carreira solo
), e aí eu aproveitei até para pegar mais uma cerveja, apesar de que ele
cantou muito bem.
E a adrenalina do
Van Halen voltou novamente, com Unchained, nos fazendo sentir à
nostalgia do Van Halen, era David Lee Roth, que foi tocada com
maestria, Panama, deu o prosseguimento ao delírio de todo o público,
que aguardava esta música também e Dance The Night Away, que foi um dos
melhores momentos do show, pode se dizer, que o andamento desta música foi um
pouco mais lento e foi uma interpretação nova do David e banda,
inesquecível, os guitarristas Brian Young e Toshi Hiketa,
fizeram vários harmônicos em partes que o Eddie não fazia no original,
e ficaram ótimos. Na hora com o solo com a ponta do dedo de Brian Young
o David interrompeu, e falou que cantariam o refrão igual ao fim dos
anos setenta, mas ou menos isto, e cantaram junto com o público “Dance,
dance, dance the Night Away!!!.” Tocaram a Yankee Rose da carreira
solo do Dave e depois ele tocou com o violão a quase country Ice
Cream Man. E David Lee Roth, fez um outro tipo de show, imitando
com a voz, provavelmente o som de uma moto Harley Davidson, e logo
após, voltou com a pura magia rock’n’roll do Van Halen, tocando a
Everbody Wants Some, também sendo um dos pontos altos do show, e foi
tocada com muito balanço, vibração e de qualidade única, mais uma vez,
incendiando a galera presente. E para encerrar antes do bis, eles tocaram a
Ain’t Talk About Love, fazendo todo mundo pular e agitar, neste momento
nós estávamos viciados no Van Halen, e parecia que não queríamos que
aquilo terminasse nunca.
Como
não tocar a Jump?
Eu senti a falta da Pretty Woman,
com intro e tudo, igual a do Diver Down, mas não foi tocada.
No bis, eu sabia que ia rolar a Jump, principalmente quando eles
iniciaram o sampler da 1984 ( N.E.: confesso que arrepiei inteiro, afinal
essa dupla 1984/Jump data de quanto eu começei ouvir rock´n´roll ), e aí a
Jump começou, e o público entrou em delírio, e a execução da Jump,
foi bem fiel ao original, a não ser pelo canto do Dave, que variou um
pouco, mas foi de emocionar, o solo do Brian Young foi igualzinho ao do
Eddie Van Halen, como o solo de teclado, e foi de causar espanto quando
o David Lee Roth pegou um bastão cromado, e girou ele rapidamente como
um mestre de artes marciais, fazendo o público gritar um imenso “ÓÓÓÓÓhhh!!!!!”,
como valeu esse show.
Quando o show acabou, foi uma sensação meio desoladora, eu me perguntava:
"Por que acabou?" - Eu disse em outras resenhas, que os melhores shows deste ano
de 2006, foram o Dio ( leia como foi
aqui ) e do Slayer ( leia como foi
aqui ),
e o que dizer do Van Halen? Foi um verdadeiro espetáculo, além da
atuação única de David Lee Roth, com seus chutes no ar, formidável
artista, seus músicos também são excelentes, não conhecia o som do Brian
Young, e ele provou ser um guitarrista excepcional, num momento armou a
guitarra num pedestal, e fez um “Two Hands”, tocou a guitarra como um
piano, tipo Stanley Jordan, mostrou que é um Guitar Hero. Se não
foi o melhor, foi de mesmo nível que os shows de Dio e Slayer,
mas para falar a verdade, acho que ele foi o melhor do ano, me surpreendeu, eu
que queria ver demais o Saxon, o Van Halen com a formação
original, precisa voltar e tocar aqui na terrinha, para lançar muita, mas
muita energia de rock’n’roll em nossas veias.
Saldo Final:
extremamente positivo
A segunda edição do
Live´N´Louder Rock Fest consolida o festival como um dos mais importantes
e melhores eventos do ano, e vale lembrar que México e Argentina também tiveram
as atrações do festival. Claro que algumas
pequenas coisas precisam serem melhoradas, como por exemplo, os sucessivos
problemas com os microfones ( não queria estar na pele de muitos roadies do
evento... ) que atrapalharam algumas bandas ( em especial o Primal Fear,
a mais prejudicada de todas ). Porém, é indiscutível o sucesso obtido neste segundo ano
que pode ser
lembrando por exemplo nestes dois pontos: o show de Doro que levantou mesmo a
Arena Skol pela empolgante
vibração e o David Lee Roth que soube comandar o público
com
eterno carisma e aquela presença de palco digna dos grandes mestres do rock e
que não é vista em várias e várias bandas
por aí. Mas em tempo, todos os outros shows também foram excelentes, tanto que
já fico no aguardo da edição 2007 do Live´N´Louder Rock Fest.
Texto e Fotos:
Fernando Júnior
( exceto David Lee Roth por André Torres )
Agradecimentos especiais a Heloisa Vidal
Brasil Music Press -
www.brasilmusicpress.com
Fotos do Massacration e Mind Flow:
Mariana Chiarella
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