Helloween - 40Th Anniversay Tour
Suhai Music Hall em São Paulo/SP
Sábado, 19 de Outubro de 2026

Os criadores do Power Metal em uma apresentação glorificante, irrepreensível e histórica na última data da turnê que celebra os 40 anos da banda

    O Helloween retornou ao Brasil em outubro de 2026 para duas apresentações e nos brindou com shows simplesmente épicos na turnê comemorativa de seus 40 anos de atividades, sendo que em São Paulo, os alemães se apresentaram no grande e muito interessante Suhai Music Hall ( localizado no complexo de um Shopping Center ), que estava sold out ( 9.000 lugares ocupados!!! ). Além da festa dos 40 anos de carreira, este show realizado no sábado 19 de outubro, marcou também a turnê do Giants & Monsters, que foi lançado em 2025 e é o segundo álbum de estúdio da reunião da banda com os seus antigos integrantes, que fizeram parte do chamado line up clássico.

    Dentro em breve contarei em detalhes no Rock On Stage como foi a marcante e histórica apresentação na capital paulista, mas, nestes 40 anos, o Helloween nutre imensa uma paixão com o Brasil, pois, já foram 13 turnês por aqui e 57 shows em uma história que começou em 1996 no Monsters Of Rock no Estádio do Pacaembu na The Time Of Oath Tour, sendo que eu estive lá e vi a banda pela primeira vez. E na capital paulista, o Helloween já se apresentou por 16 vezes e em 8 delas acompanhei seus sempre empolgados e inflamáveis shows ( recomendo uma visita na seção Shows Internacionais para saber mais de como foram cada um dos outros shows que presenciei).

    Pouco depois de entrar no Suhai Music Hall e chegar no espaço dedicado ao show, vi que os fãs tomavam conta do lugar e estavam devidamente ansiosos para curtir os alemães. O palco estava coberto por um backdrop gigante ostentando o nome da banda em seu logotipo mais conhecido e a iluminação foi propositalmente exibia tons de abóbora.

    Foi tocada a música Let Me Entertain You do Robbie Williams e assim que acabou iniciamos o "Happy Happy Hellooooweeen ôôôôôô.... ôôôôôôô!!!!" e então, precisamente às 21hs, esse backdrop, caiu, foi retirado do palco pela equipe de produção e o vídeo de introdução foi exibido, onde vimos um cenário em que apareciam as capas dos 18 álbuns de estúdio do Helloween ( e pensei... esse eu tenho... esse ainda não... esse vou comprar logo - bem delírios de um colecionador de mídia física que sou!!! ) até culminar em uma grande abóbora no telão no centro do palco.

    O vídeo foi até que curto e logo após seu término, Michael Weikath ( guitarra ) já surgiu na parte mais alta do palco perto da bateria de Dani Löble e Sascha Gerstner ( guitarra ) estava na parte esquerda começando os solos de March Of Time com a entrada Andi Deris ( vocais ) e Michael Kiske ( vocais ) e claro, também tínhamos Markus Grosskopf ( baixo ) e Kai Hansen ( vocais e guitarra ). É... o Helloween estava diante dos nossos olhos mais uma vez e prontos para mais um daqueles shows que transbordam adrenalina.

    Andi Deris e Michael Kiske andaram pelo palco e demonstraram um entrosamento fantástico com cada um dos dois cantando um trecho da música e conclamando nossa participação neste clássico do Keeper The Seven Keys, Part II de 1988, pois, Michael Weikath, Kai Hansen e Sascha Gerstner solaram suas guitarras com aquela precisão germânica que aprendemos adorar desde os anos 80. É... March Of Time praticamente colocou a casa abaixo e todos berraram seu refrão encobrindo os dois vocalistas.

The Keeper is here!!!

    Bastante aplaudidos, o septeto não falou nada com os fãs, apenas os gestos de colocar as mãos nos ouvidos para 'cobrar' nossos berros e aos gritos de "Helloween... Helloween...", e, então, o Keeper apareceu no telão principal basicamente fazendo convite para o espetáculo que veríamos nesta noite ( ele disse "Pumpkingheads do Brasil!!!" ).

    Assim, o sempre todo fashion Sascha Gerstner - com em seu visual Glam de óculos escuros futurista e um permanente de laquê no cabelo - portando uma de suas exóticas guitarras dedilhou os primeiros acordes de The King For a 1000 Years do The Keeper The Seven Keys: The Legacy de 2005 e foi acompanhado por Michael Weikath e Kai Hansen neste solos. Nesta hora bateu uma nostalgia do show de 2006 no Credicard Hall, onde foi gravada a apresentação e virou o cd/DVD - Keeper Of The Seven Keys - The Legacy World Tour 2005-2006 ( saiba como foi aqui ).

    Andi Deris cantou os seus versos da parte superior esquerda do palco enquanto que Michael Kiske ficou na parte superior direita e a turma das cordas vira e mexe atravessava a pequena passarela que tinha no palco e chegava mais perto dos fãs para alguns dos vários solos da música. No estúdio, The King For a 1000 Years tem quase quinze minutos e uma tonelada de solos, mas, nesta versão ao vivo tivemos 'apenas' uns dez... que foram suficientes para delirarmos completamente com a banda e saborear os solos de Michael Weikath e as atuações cheias de magia de Michael Kiske e Andi Deris.

    "Fucking Great... Fucking Great...", disse Andi Deris, certamente impactado com a calorosa recepção dos fãs e Michael Kiske enfatizou que era o último show da turnê em São Paulo. Então, Andi Deris emendou: "o último show deste ano..." e Michael Kiske completou: "tivemos sorte.... é aqui em São Paulo..." ( não falei que eles gostam bastante do Brasil e da capital paulista... ).

    Andi Deris prosseguiu: "a questão é senhoras e senhores... é o nosso último show em um ano de turnê e vocês terão a última chance de serem os mais barulhentos de todos!!!". Michael Kiske 'pegou' a palavra e finalizou: "Andi... Andi... está esgotado ( sold out )". Essa conversa foi até eles solicitarem que nós fizéssemos muito barulho.... como se fosse necessário pedir.... porque foi um 'griteiro' só o tempo todo extravazando nossa alegria por assistir o Helloween.

    Michael Kiske convocou Kai Hansen na parte da frente da passarela, e este com sua tradicional guitarra vermelha invocou um hino do Helloween com a Future World, que foi gravada no Keeper The Seven Keys, Part I em 1987, que ateou mais fogo em cada presente no Suhai Music Hall, que reagiram com muitos aplausos e vários "Hey... Hey... Hey...".

    A festa ficou ainda maior, pois, várias serpentinas caíram do alto do palco assim que Andi Deris e Michael Kiske cantaram seus versos culminando em um dos pontos mais altos do show já neste princípio. Inclusive, os dois foram tiveram o coral do Suhai Music Hall também cantando com eles cada estrofe. Além dos solos frenéticos de sempre deste Power Metal mágico, algo que me chamou a atenção foi Markus Grosskopf com um belo baixo Rickenbaker e a interação que Andi Deris e Michael Kiske fizeram conosco pedindo para berrarmos cada vez mais alto o refrão com eles. Por mais tradicional que este tipo de brincadeira é... a verdade é que aumenta a interatividade dos fãs com a banda e eles sabem disso.

     Andi Deris demonstrou sua alegria com os fãs e começou com a primeira do novo álbum ao cantar junto de Michael Kiske a This Is Tokyo, que também ganhou muitas palmas no ritmo e um coro afiado do público no seu refrão até o solo de Kai Hansen, ou seja, o Giants & Monsters já conquistou o Brasil.

    Depois, Andi Deris sozinho comanda We Burn, hit  sua era no Helloween de um disco que está fazendo 30 anos de seu lançamento: The Time Of The Oath de 1996 ( e um dos primeiros que comprei deles nos anos 90 ). Mesmo sem Michael Kiske, uma canção puramente Power Metal e veloz que nem esta... temos garantia de alta voltagem e que resultou nos nossos berros de "Weeee Buuuurnnnn!!!". 

    Com Michael Kiske de volta tivemos um grande resgate desta turnê com a Twilight Of The Gods, música também presente no Keeper The Seven Keys, Part I, que pertence ao "hall" das ícones dos anos 80, especialmente, no quesito Power Metal. Além da sempre poderosa voz de Michael Kiske, os solos acelerados de Kai Hansen e Michael Weikath ( este com uma formosa fly azul e branca ), o estilo com os Arcade nos telões me lembraram dois passatempos favoritos desta década: jogar flipperamas e ouvir Heavy Metal ( flipperamas estão mais difíceis de encontrar por aí... mas ouvir Heavy Metal é todo dia!!! ).

Segundo ato

     O Keeper reapareceu no telão nos conduzindo ao que posso considerar como a segunda parte do show com seu discurso, pois, seria a vez de um clássico para cair o queixo da cara, ele anunciou a Ride The Sky, momento para Kai Hansen brilhar sozinho nos vocais ao cantar uma música de quando foi o vocalista principal do Helloween lá nos primórdios em 1985 nesta veloz canção do Walls Of Jericho, que além de ter seu refrão urrado pelos fãs contou com nuvens de fumaça saindo do chão na frente do palco. É... produção completa para nós!!! Kai Hansen e Michael Weikath solaram juntos suas guitarras vermelha e fly azul, respectivamente, com uma garra digna dos ases que são.

    Do primeiro álbum de estúdio do Helloween para o último, pois, na sequencia do show, aos gritos de "Helloween... Helloween... Helloween..." dos fãs, Michael Kiske ( agora com uma jaqueta com partes preta, azul, amarela - normalmente, ele sempre usa uma preta e vermelha ) e Andi Deris cantaram a formosa balada Into The Sun do Giant & Monsters e a galera curtiu também esta música repleta de solos melódicos e cativantes. 

    Uma surpresa única e que marcará para sempre este show na memória e na história nossa: tivemos de forma exclusiva - já que é o último show da banda neste ano - a I'm Alive do Keepers The Seven Keys, Part I com Michael Kiske vocalizando com aquela habilidade que sempre falamos dele ao longo dos anos e na época que estava fora do Helloween... questionávamos nas conversas: e se ele voltar? e a voz como estará? Bem... ele voltou e a voz está para lá de excelente. O trio de guitarristas entregou os solos centrados no maior Power Metal puro sangue que esta música é possuidora.

    Aclamado aos gritos de "Kiske... Kiske...", o vocalista sai do palco e vimos então Andi Deris dizer que iríamos para o ano de 1998, para assim sacar a Hey Lord do disco Better Than Raw. Este padrão de privilegiar álbuns da fase de cada um deles na banda cantando sozinho não só foi importante para que os demais poupassem seus vocais para o decorrer do show como também demonstrou o poder das músicas da era Andi Deris no Helloween. Quem comandou os solos foram Michael Weikath e Sascha Gerstner. Óbvio que novamente gritamos o seu refrão com Andi Deris, que também foi muito aplaudido.

    Contando novamente com Michael Kiske ( e sem Andi Deris ) fomos outra vez ao Giant & Monsters com a execução da minha favorita dele.... a longa Universe ( Gravity For Hearts ), pois, vimos de perto e em atuação de gala suas mudanças de andamento, seu clima viajante, seus momentos falados, suas partes com Kai Hansen nos vocais, seus solos triplos, enfim, todos os motivos que fazem esta música ser no padrão dos hinos do Helloween e uma fortíssima candidata a futuro hit, que termina nos dedilhados de Sascha Gerstner em sua exótica guitarra branca. Ahh... isso tudo sem mencionar o impressionante visual de Universe ( Gravity For Hearts ) no telão.

    Para que todos pudessem descansar um pouco, hora de Dani Löble atrás da sua bateria trabalhar um pouco mais ( baterista sofre!!! ) ao realizar o seu solo e foi dito que algumas partes de seu gigantesco kit de quatro zabumbas são pertencentes a Ingo Schwichtenberg ( baterista original do Helloween, que já nos deixou ) e certamente trouxeram o espírito dele para Dani Löble, que fez um solo notável, que foi agraciado com muitos "Hey... Hey... Hey...", aplausos, assovios e um show de luzes.  

    Após o último toque de Dani Löble, todos já estavam de volta no palco em um piscar de olhos, prontos para dinamitar o Suhai Music Hall com um dos maiores clássicos do Helloween, a I Want Out, que gritamos tanto com Michael Kiske os seus versos que quase encobrimos sua voz, só não fizemos porque... enfim... sua voz é soberana.

    E tão fenomenal quanto a parte musical desta música do Keeper The Seven Keys, Part II foi a parte gráfica do show ( luzes e telões ) cheio de cores, adereços relacionados à banda, enfim, aquela linha festiva que o Helloween gosta e nos ensinou apreciar cada vez mais. A atuação de todos nesta foi para se filmar, guardar, ver de novo e pensar: "sim.... eu estava lá na festa dos 40 anos do Helloween".

O fim? claro que não....

    Mas calma, embora teve uma chuva de papéis picados, I Want Out não foi o final do show, embora, eles deram uma saída do palco e após a equipe da produção colocar cadeiras e microfones; Michael Kiske e Andi Deris foram sozinhos lá, e este último disse: "A calm before the storm", quis saber como fala isso em português e os fãs ensinaram ele dizer "a calmaria antes de la tempestade" ( disse ele com um sotaque espanhol, pois, mora na Espanha ). E aí... ele informou que terá que aprender português.

    Michael Kiske com um violão nas mãos puxou um trecho de Suspicious Mind, sucesso na voz de Elvis Presley e então, nos emocionou com a Yesterday dos Beatles. E tá aí uma que você jamais imaginaria que veria em um show do Helloween... Michael Kiske e Andi Deris cantando Beatles junto à um coro de milhares de pessoas.

    A amizade profunda criada entre Andi Deris e Michael Kiske foi e é a chave do sucesso deste retorno do Helloween com os dois e Kai Hansen como fica evidente em momentos assim, que seguiu com Michael Kiske e seu 'vozeirão' cantando A Tale That Wasn't Right e sendo acompanhado por Andi Deris ( que agora estava com o violão e pediu para todos ligarem seus celulares ). Este outro hino do Keeper The Seven Keys, Part I até começou acústico, todavia, Michael Weikath veio com sua guitarra, Dani Löble foi até sua bateria, enfim, todos eletrificaram a canção amplificando ainda mais as sensações positivas que tivemos.

    Andi Deris falou que tocariam a última música da noite e com o sonoro "Nãooooo" que recebeu, ele explicou melhor... a última da noite do disco novo, que garantiu uma 'polêmica' na noite entre gritos e sorrisos. Assim, a animada A Little Is a Little Too Much, que possui seus vocais divididos entre ele e Michael Kiske também foi muito bem recebida por todos e manteve o pique do show com Michael Kiske pegando a segunda bandeira do Brasil e respeitosamente colocando-a em um dos moves na parte dianteira da passarela.

    O palco escurece e aos gritos de "Helloween... Helloween... Helloween...", as luzes iluminam Dani Löble, que 'martelou' seu kit e pouco depois Kai Hansen foi aos vocais para dizer: "Como vocês estão Saoo Paulooo? Vocês estão se divertindo? vocês estão realmente se divertindo? Nós estamos divertindo muito e quisemos fechar a turnê em São Paulo... Nós amamos vocês, amamos estar aqui, amamos o Brasil!!! é um tempo de celebração e vou fazer um desafio.... vamos tomar uma caipirinha no Backstage. Vamos voltar aos eighties com uma do Walls Of Jericho!!!". Olha.. excelente ideia tomar uma caipirinha com vocês do Helloween... Kai... - se isso fosse possível!!!

   Enfim, Kai Hansen brinca com a voz como se estivesse aquecendo-a a la Freddie Mercury e pede para que nós também façamos o mesmo com os "Yeeeeeoooowww" e "oooooooowwwaaaaahhh" e por aí vai... até se satisfazer e solicitar para Dani Löble disparar um hino da banda com a Heavy Metal ( Is The Law ) e sem a dupla de vocalistas, Kai Hansen, Michael Weikath, Sascha Gerstner e Markus Grosskopf atacaram com toda o vigor que seus instrumentos permitiam nesta aceleradíssima composição. Na hora dos solos, Michael Weikath veio até à frente da passarela, mas, foi logo acompanhado pelos outros dois colegas das seis cordas e também por Markus Grosskopf, que solou seu baixo envolventemente, enquanto que nós berrávamos o refrão com o Kai Hansen.

Abóboras no poder

    Se tivemos uma canção que tal como seu título é mais alinhada com o Heavy Metal, antes da última da primeira parte do set list, o Keeper interveio novamente e nos propiciou um momento de "arrepiar os cabelos", pois, fomos expostos à Halloween com o clima fervilhando mais ao vermos os fantasminhas voando no telão e depois alguns cenários - em tese - aterrorizantes.

    Assim, com todos no palco e com Michael Kiske e Andi Deris na parte superior esquerda e direita ( respectivamente ), eles nos brindaram com esta resplendorosa música do Keeper The Seven Keys, Part I, que foi uma dádiva do Heavy Metal poder conferi-la ao vivo mais uma vez em uma execução solene como foi neste sábado no Suhai Music Hall.

    E claro que interagimos imensamente com a banda a cada verso com o sorriso estourando nos nossos rostos. Não é exagero dizer que a banda se superou outra vez, seja nos efusivos solos de guitarras ( aliás, ver de perto Kai Hansen e Michael Weikath solando juntos é uma experiência única e altamente recomendada ), seja nos toques e solos de bateria, seja nos vocais ou nos toques no baixo. Foram todos sintomas de uma catarse coletiva na plateia provocada pela banda. Simplesmente antecipamos a nossa festa de Halloween curtindo este clássico e novamente inalamos através de nossos ouvidos todo o poder deste marco do Heavy Metal.

    Com um "muito obrigado" em bom português, eles se despediram momentaneamente do público e o logotipo em tons de abóbora ficou estampado no centro do palco e o bis começou com Invitation e no telão vimos um 'laser' cortando o preto do telão e formando o número 40 ( o zero foi uma abobora, porque será não? ) e como sabemos que Invitation é umbilicalmente ligada a Eagle Fly Free ( outra do Keeper The Seven Keys, Part II ), o Helloween voltou para arrebentar mesmo o show com Michael Kiske literalmente cantando muito e ele contou outra vez com o coral do Suhai Music Hall.

    No telão uma águia batia as asas e na hora dos solos, Kai Hansen foi o primeiro a vir até o fim da passarela sendo seguido por Sascha Gerstner e Michael Weikath, que ficou por lá um alguns instantes sempre solando suas guitarras velozmente como Eagle Fly Free Power Metal manda.

     Uma sequencia dessas é para fazer o coração dos fãs sair pela boca, afinal, "Heavy Metal ( Is the Law )", "Halloween", "Invitation" e "Eagle Fly Free" estão entre as favoritas de todos nós!!! Enfim, meu caro leitor(a) do Rock On Stage... concorda ou não?

    Entretanto, tinha mais... Michael Kiske deu uma saidinha e Andi Deris veio para cima com a alegre Power do The Time Of The Oath, onde cantamos os "ôôôôôôôôôôôôôô" durante os solos de guitarras com o carismático vocalista esbaldando-se de felicidade ao conferir seu público, provocá-lo e agradecer com afetuoso "muito obrigado!!!".

    Nesta música mais serpentinas foram jogadas na plateia e Michael Kiske - que voltou para o ato final do show - conversou conosco: "estamos fechando esta turnê e um cara, o tour manager do Avantasia, é seu aniversário hoje!!!", e desta forma chamaram o AC, que ganhou um "Happy Birthday To You" diretamente da plateia e um bolo entregue pelos membros do Helloween no palco. Excelente e distinto presente.

    Michael Kiske perguntou se estávamos cansados e então bradou: "esta é a nossa última música para vocês esta noite...." e representando uma múmia saiu andando daquele jeito para o fundo da passarela cantando os versos de Dr. Stein, outro grande sucesso presente no Keepers The Seven Keys, Part II. Nesta hora, os balões cor de abobora com o logotipo do Helloween e dos 40 anos foram jogados na plateia para que nós pudéssemos brincar com eles elevando a amplitude da nossa antecipada festa de Halloween.

     Muito bacana foi ver também algumas múmias andando pelo palco ( eram caras da produção vestidos, mas, quem se importa??? eram múmias e pronto!!! ) e quantidade de "Hey... Hey... Hey..." da nossa parte, que indiscutivelmente foram além dos padrões esperados e isso, feito sempre com os punhos ao alto. Um pequeno trecho de Keeper Of The Seven Keys deu números finais à este verdadeiro grandioso espetáculo de Heavy Metal.

    Eles foram ao final da passarela e Sascha Gerstner ergueu e mostrou para nós uma bandeira do Brasil com o logotipo da banda incrustado nela e os demais em vários pontos do palco distribuíram palhetas, baquetas, fizeram a sua despedida de um show inesquecível e que está na galeria das melhores apresentações do Helloween no país. Por fim, todos se abraçam, fazem a reverência final para nós e saem do palco sabedores que fecharam a turnê de 40 anos com a missão cumprida com louvor.

Mais 40 anos?

    Enfim, tivemos a celebração perfeita de uma banda que é uma das fundadoras do Power Metal em duas horas e vinte minutos de show, sendo que dos dezoito álbuns de estúdio foram lembrados apenas sete deles, mas, alguém aqui reclamaria de um show que teve direito a dez músicas dos seus dois melhores álbuns de todos os tempos ( os Keeper The Seven Keys I e II )? Óbvio que não, então, que venham mais 40 anos de Helloween... exagero meu? Sim meu caro leitor(a) do Rock On Stage, mas, o que dizer de um show dessa magnitude? Em quatro opções: fabuloso, maravilhoso, impecável ou todas as anteriores?

    Mais anos de Helloween virão evidentemente, até por conta da pela energia demonstrada e da dinâmica da banda no palco com seus três vocalistas propiciando momentos para que um deles descanse sua voz para depois detonar em seguida seja sozinho ou junto aos demais. E como mais 40 anos não é possível... temos a certeza que em 2027 ou 2028, o Helloween estará no Brasil e nós - que há quatro décadas acompanhamos os alemães - estaremos lá para vê-los mais uma vez.

Texto: Fernando R. R. Júnior
Fotos: Ricardo Matsukawa - Mercury Concerts
e Fernando R. R. Júnior
Agradecimentos à Catto Comunicação e toda a equipe da Mercury Concerts
pelo credenciamento, atenção e principalmente pela oportunidade
Outubro/2026

Set List do Helloween

1 - Intro: Helloween 40 Anniversary Tour
2 - March Of Time
3 - The King For a 1000 Years
4 - Future World
5 - This Is Tokyo
6 - We Burn
7 - Twilight Of The Gods
8 - Ride The Sky
9 - Into The Sun
10 - I'm Alive
11 - Hey Lord!
12 - Universe ( Gravity For Hearts )
13 - Drum Solo
14 - I Want Out
15 - Yesterday
16 - A Tale That Wasn't Right
17 - A Little Is a Little Too Much
18 - Heavy Metal ( Is The Law )
19 - Halloween

Encore:
20 - Invitation
21 - Eagle Fly Free
22 - Power
23 - Dr. Stein
24 - Outro: Keeper Of The Seven Keys

 

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