Stryper - 40th Anniversary Tour
Abertura: Narnia e Bride
Domingo, 27 de julho de 2025
Vip Station - São Paulo/SP

Abençoados por três grandes nomes do Hard, Heavy e Power Cristão

    O último domingo de julho ficou marcado como o dia em que em que as bandas Stryper, Narnia e Bride começaram a sua turnê conjunta pelo Brasil. A primeira data foi em São Paulo/SP na ótima e espaçosa casa Vip Station em que os fãs do Heavy Metal Cristão e do Heavy Metal em geral puderam conferir estes três importantes nomes juntos em uma oportunidade única em suas vidas.

    Neste domingo assisti novamente o Stryper pela terceira vez, após 12 anos em relação à última que vi a banda ( confira como foi o show de 17 fevereiro de 2013 no Carioca Club em São Paulo/SP neste link ) e também vi as bandas Narnia e Bride, que até então não havia presenciado um show delas em um evento organizado pela En Hakkore Records. Vale dizer que se não foram ocupados os 3.500 lugares disponíveis, ficou bem próximo disso, pois, a casa estava bastante cheia para recepcionar estes três ícones nesta noite de celebração ao Metal Cristão. 

Bride

    E de acordo com o programado e informado anteriormente, as portas da Vip Station foram abertas às 17hs e às 17:45hs, o Bride já foi para o palco. Fiz o meu meu rápido credenciamento ( aliás, já agradeço a atenção concedida pela organização ) e já fiquei de olho no show dos norte-americanos de Louisville no Kentucky, que começaram suas atividades em 1983 seguiram até 2013 ( todavia, o nome Bride foi dado em 1986 ), pararam e retornaram em 2017 com força total, visto que o line up atual contou com os irmãos Dale Thompson nos vocais e Troy Thompson na guitarra e os brasileiros Nenel Lucena ( Evocati, No Other God, ex-Throne ) no baixo e Alexandre Aposan ( No Other God e ex-Oficina G3 ) na bateria, que entraram de forma discreta no palco.

    O quarteto estava postado de uma forma interessante no palco: vocalista no centro, guitarrista na direita, baixista na esquerda - até aí tudo bem - e o baterista na parte extrema na esquerda com seu kit virado de lado para o público ( o padrão é de frente, entretanto, ficou igual à forma que Robert Sweet toca a sua ), e isso, por conta que boa parte do espaço estava ocupada pelos equipamentos e caixas de som que seriam usadas pelo Stryper.

    Com um estilo típico de um motociclista com colete de couro, camisa preta, óculos e, posteriormente, uma cartola, o barbudo vocalista Dale Thompson iniciou o set com a encorpada Rattlesnake do Snakes In The Playground de 1992 com uma pegada Rock'n'Roll, que foi agradando bastante aos fãs, que agitavam timidamente e filmavam com seus celulares. Bacana foi ver o baixista pernambucano Nenel Lucena já nos saudar logo de cara e o guitarrista Troy Thompson com a camisa da seleção brasileira.

    Na segunda, que foi a cadenciada Would You Die For Me, outra do Snakes In The Playground, a reação da galera foi maior, afinal, trata-se de um dos clássicos da carreira do Bride com direito à um ritmo contagiante oriundo da bateria do paulistano Alexandre Aposan e do baixo de Nenel Lucena entre os vocais roucos de Dale Thompson, que nos agradeceu com um "São Paulo... Obrigado!!!".

    Em seguida nos mostraram uma canção do Lost Reels II de 1994 com o Rock encorpado presente em Beast e o guitarrista Troy Thompson foi quem mais se movimentou no show do Bride, seja pulando, fazendo caras e bocas ou andando quanto podia em seu curto espaço. Nos improvisos costumeiros do quarteto, o guitarrista exibiu ótimos e empolgados solos, mesmo que curtos para não fugir do andamento da música e o seu irmão com um pandeiro nas mãos passou toda sua energia para nós. 

    E o potente Hard Rock do Bride prosseguiu com a nova Million Miles, que abre o segundo cd do disco do duplo Viper and Shadows de 2025 nos colocando diante de seu vigésimo disco de estúdio e também para ver o quanto que a banda estava empolgada e passava essa empolgação para nós, o que fizeram com uma enorme precisão, seja com o seu ritmo, com os vocais roucos e rápidos de Dale Thompson ou ótimos solos de baixo de Nenel Lucena e de Troy Thompson na guitarra.

    Gentilmente, o vocalista nos agradeceu com um "Obrigado" e nos dedilhados do guitarrista tivemos a emocionante Everybody Knows My Name, a representante do quarto disco de estúdio, o Kinetic Faith de 1991 e sem se esforçar, o Bride cativou o público com facilidade até aplicar a virada explosiva da composição e exibir o sua parte Hard Rock repleta de solos de guitarra na cortesia de Troy Thompson.

    Bastante aplaudidos, o Bride recuou até o álbum Lost Reels II com a Scarecrow, um Rock inflamável, que possui um pé no Grunge e Dale Thompson mexeu suas mãos como se estivesse nos abençoando ( e se bobear estava mesmo ) enquanto passava a mensagem de sua letra em um tom quase que sarcástico, além disso, encontrou tempo para nos filmar e também o seu irmão, que solava consistentemente sua guitarra.

    O vocalista de olhos azuis, que entre as músicas tomava uma garrafa de água, convocou o grande sucesso do Bride com o encorpado hit Psychedelic Super Jesus, que também é pertencente ao álbum Snakes In The Playground e era muito aguardada pelos fãs, pois, foi a que mais participaram com o Bride, que entregou uma excelente atuação, cheia de improvisos na interação entre baixo, bateria e guitarra e desta maneira encerrou a primeira parte do set do quarteto, que saiu rapidamente do palco.

    Em poucos instantes, aos gritos de "Heroes... Heroes...", eles voltaram com uma surpresa, pois, além de atenderem os pedidos dos fãs tocaram a pesadaça canção do Live To Die de 1988, que desde 1989 não era tocada nos shows, ou seja, um brinde para nós do Bride ( com o perdão do trocadilho ) e vale dizer que a música é formidável com seus riffs melodiosos, que foram acompanhados pelos "ôôôôôôôôôô" dos fãs, onde novamente Troy Thompson solou brilhantemente sua guitarra preta. Dale Thompson nos filmou mais uma vez e cantou com muita alegria os versos de Heroes até encerrar o primeiro show da noite em que eles saíram do palco entre muitos aplausos dos fãs.

    Foram 40 muito bem aproveitados minutos de um show efervescente, que pudemos nos sentir em paz, mas que passaram muito rápidos e produziram um gosto de 'quero mais' em cada um de nós, contudo, que valeu ver esta apresentação do Bride.... ahhh e como valeu!!! Quem não tinha visto a banda ainda - como era o meu caso - certamente, se tornou fã e já deseja revê-los novamente. Se mantiverem a escrita, eles voltarão logo, pois, estiveram no Brasil em outubro de 2024 em turnê com o Petra e demoraram apenas nove meses para este retorno.

Set List do Bride

1 - Rattlesnake
2 - Would You Die For Me
3 - Beast
4 - Million Miles
5 - Everybody Knows My Name
6 - Scarecrow
7 - Psychedelic Super Jesus
8 - Heroes

Narnia 

    Formada na Suécia em Jönköping, o Narnia é uma banda que como tantas do país escandinavo pendeu para o Power Metal, só que com temas cristãos e seu nome foi inspirado na obra As Crônicas de Nárnia de C.S. Lewis e sua fundação aconteceu em 1996 pelo guitarrista Carl Johan Grimmark e pelo vocalista Christian Rivel-Liljegren. Seguiram com a banda até 2010, se separaram e reuniram em 2014 e esta turnê marcou a quarta vez que o Narnia se apresentou no Brasil.

     Além dos citados Carl Johan Grimmark e Christian Rivel-Liljegren ( Flames Of Fire, The Waymaker e outras ), o Narnia tem em sua atual formação os músicos Martin Härenstam nos teclados, Jonatan "Jono" Samuelsson no baixo e backing vocals ( Starmen ) e Anders Köllerfors na bateria e quando eram 18:43 foram para o palco para exibirem músicas antigas e novas de seu último disco de estúdio, o Ghost Town de 2023. 

    Enquanto a melodia introdução foi tocada, eles entraram exibindo muitos sorrisos, saudando os fãs e até filmando a plateia com seus celulares e o vocalista Christian Rivel-Liljegren continuou isso, trajou uma camisa da seleção brasileira durante todo o show e pulou como nunca evidenciando uma adrenalina enorme ao cantar a música Rebel do recente Ghost Town em uma pegada Melódica com a incursão dos teclados devidamente técnica e gostosa de se ouvir. Sem parar quieto no palco durante os solos de guitarra, Christian Rivel-Liljegren jogava as mãos para o alto convocando nossa participação e claro que foi o que fizemos com vários "heeeeeey"

    O vocalista comentou "muito feliz de estar de volta ao Brasil com o Bride e com o poderoso Stryper", tanto que após os cumprimentos aos fãs anunciou a No More Shadows From The Past do primeiro de estúdio, o Awakening de 1998 em que soube como comandar a plateia ao pedir os nossos "ôôôôôôôôô" e o os "yeeeaaah" enquanto que os demais garantiram vibração da canção.

    O vocalista demonstrou que tanto ele quanto a banda estavam realmente contentes por estarem no Brasil e perguntou: "Vocês estão prontos para agitar com o Narnia? Estão prontos para agitar por Jesus Cristo?" e isso resultou na eletrizante You Are The Air That I Breathe do From Darkness To Light de 2019, que resultou em vários "hey... hey... hey..." e braços dos fãs ao alto de acordo com o que ele pediu. E sua atmosfera empolgante tomou conta do Vip Station, seja em seu ritmo ou nos admiráveis solos feitos por Carl Johan Grimmark em sua guitarra.

    MNFST - abreviação de Manifest - começou com uma linhagem de teclados e dedilhados bem envolventes e Christian Rivel-Liljegren pediu nossas palmas e cantou com muito feeling cada verso desta canção do From Darkness To Light, que também teve excelentes solos de guitarra combinados com os toques de teclados feitos por Carl Johan Grimmark e Martin Härenstam, respectivamente. Interessante notar a forma que o vocalista interagiu durante estes solos parecia um misto de natação com louvor, em suma, ele estava entregando todo o seu dinamismo para nós a cada momento.

    E não foi só de passado e presente que viveu o show do Narnia, pois, o vocalista informou que em 2026, eles lançarão o seu novo álbum e dele foi escolhida a música Ocean Wide, que foi tocada pela primeira vez ao vivo. Olha só que presente ganhamos do quinteto sueco... uma música nova e nunca apresentada antes... Se Christian Rivel-Liljegren tornou o palco pequeno para ele nas anteriores, agora, ao interpretar os versos de Ocean Wide, ele dedicou-se ainda mais à sua performance e o 'calor' da composição ficou por conta dos solos de guitarra de Carl Johan Grimmark, que nos deixaram claro que temos mais um ótimo disco do Narnia à caminho.

    Podemos dizer que o Narnia é uma banda apaixonada pelo Brasil, pois, além de registrarem um disco ao vivo aqui, o We Still Believe - Made In Brazil de 2018, eles lembram-se com carinho do show de 2017 - a primeira vez no país - e frisou que esta era a quarta passagem da banda por aqui e concluiu dizendo que a próxima música era especial para ele: “É uma declaração de que morreremos e nunca voltaremos. Eu deixei o passado para trás”. É para se pensar mesmo em suas palavras.

    E em bom português bradou o título da música "Vida Longa ao Rei..." e vociferou este título também em português, mas, a canção que empresta seu nome ao álbum Long Live The King de 1999 é em inglês e seu andamento cadenciado e pesado cativou bastante a galera, que cantou com ele o refrão toda vez que foi pedido. E realmente, a música impactou o vocalista e posso dizer que nós também por conta da aura positiva que nos endereçou.

    Outra vez, Carl Johan Grimmark aplicou sua técnica nas seis cordas nos solos, inclusive, executando algumas digitações neles. Nos prolongamentos de Long Live The King, Christian Rivel-Liljegren apresentou cada um dos músicos da banda para que ganhassem nossas palmas e foi teve seu nome dito pelo baixista Jonatan "Jono" Samuelsson. Então, Christian Rivel-Liljegren prosseguiu com o prolongamento para que nós também berrássemos em português  a frase "Vida Longa ao Rei" em uma clara alusão ao Rei dos Reis... Jesus Cristo.

    Após este momento muito bacana e de muitos aplausos, eles executaram do álbum Narnia de 2016, a animada e puramente Power Metal I Still Believe com o vocalista outra vez conclamando os nossos "heeeey....." e não é que a canção tinha um estilo de música Folk escandinava e que caiu muito bem no show? E nas partes cadenciadas, o vocalista parecia estar marchando? A verdade é que a música produziu um clima de festa das que são consideravelmente divertidas. 

    Não parecia que o tempo disponível para o Narnia no palco já estava acabando, mas, estava e Christian Rivel-Liljegren enfatizou novamente a felicidade do show desta noite, que o Stryper é uma de suas bandas favoritas ( é e nossa também... ) e então fechou a apresentação com a mais acelerada Living Water, canção do Long Live The King que é cheia de garra e de ótimos solos de guitarra. Mesmo enquanto cantava, o vocalista encontrou tempo para apertar as mãos dos fãs mais próximos do palco e ainda fez uma curiosa dança junto com o baixista Jonatan "Jono" Samuelsson.

    Entretanto, isso não foi o mais doido que ele fez, pois, este sueco que deve ter algum parafuso a menos na cabeça deu um mosh na galera, algo totalmente inesperado em um show de Power Metal Cristão e ainda nos fez gritar: "Narnia... Narnia...", "Styper... "Styper..." e "Jesus... Jesus..." enquanto que a banda se reuniu no palco para a foto e a despedida dos fãs. Tivemos outro show curto de 45 minutos, mas, que são daqueles que ficam cravados na memória pela intensidade que seus músicos depositaram nele e rendo aqui os meus parabéns pela vibrante apresentação do Narnia.

Set List do Narnia

1 - Rebel
2 - No More Shadows From The Past
3 - You Are The Air That I Breathe
4 - MNFST
5 - Ocean Wide
6 - Long Live The King
7 - I Still Believe
8 - Living Water

 

Stryper

    De volta ao Brasil após seis anos, o Stryper trouxe até nós a sua 40Th Anniversary Tour, que foi iniciada nos Estados Unidos em setembro de 2024 e celebra os 40 anos de banda, cujas atividades sobre o nome de Stryper começaram no já distante ano de 1984. Se levarmos em conta quando chamavam-se Roxx e depois Roxx Regime, entre 1980 e 1984, os irmãos Michael Sweet e Robert Sweet já estão juntos há 45 anos na mesma banda. Quantificações de tempo à parte, a verdade é que tivemos neste domingo a excelente festividade comandada por uma das melhores, mais conhecidas e admiradas bandas do Hard e Heavy Metal Cristão do mundo.

    Esta sexta passagem do Stryper no país serviu também para a divulgação do seu décimo terceiro disco de estúdio, o When We Were Kings de 2024 e além dos dois irmãos tivemos a presença de Perry Richardson ( ex-Firehouse, que integra o Stryper desde 2017 ) e de Howie Simon na guitarra ( que já fez parte das bandas Jeff Scott Soto, Talisman, Alcatrazz, Winger, Nelson, Tesla, Tuff, Phil Soussan e vários outros ), que sempre tem substituído Oz Fox quando este tem algum problema de saúde ( antes desta tour sul-americana fomos informados que o guitarrista original da banda não viria por ordens médicas evitando o cansaço das viagens e tudo que acontece acerca um show, pois, além dos procedimentos cirúrgicos que passou, ele também fez quimioterapia e radioterapia para remover tumores no cérebro - inclusive em maio de 2024 enfrentou outra cirurgia... bem... melhoras Oz Fox, que Deus te ajude a vencer esta batalha ).

    A expectativa de rever o Stryper era enorme e precisamente às 20hs ( ponto para a organização ), os norte-americanos entraram no palco e o baterista Robert Sweet foi o primeiro a entrar ( com calça presta e camisa preta com o 777 e algumas faixas em amarelo ), seguido pelo baixista Perry Richardson ( também de preto e faixas amarelas ), depois pelo guitarrista Howie Simon e por fim, uma das maiores vozes do Hard e Heavy Metal: Michael Sweet ( todo de preto, somente sua guitarra Flying V tinha as listras pretas e amarelas ). No fundo do palco o logotipo da banda no telão e a inscrição Celebrating 40Th Years e sobre o porque das listras, explico aqui: o amarelo pode representar a esperança e a presença divina e o preto o pecado e a escuridão, mas que é superado pela luz. 

    E foi com os toques do baterista Robert Sweet em suas caixas e em seus pratos que o show foi aberto com a emblemática In God We Trust, que já colocou a plateia nas mãos do Stryper, haja visto como o carisma de Michael Sweet conquistou facilmente todos nós, que cantamos com ele os versos deste sucesso que é título do álbum In God We Trust de 1988 e tivemos Howie Simon e Michael Sweet caprichando em seus solos.

    Do No More Hell To Pay de 2013 foi escolhida a excelente Revelation, que foi devidamente ligada na primeira e como os vocais de Michael Sweet conseguem nos envolver sendo que ele estava com uma adrenalina muito grande neste primeiro show da turnê brasileira, pois, se movimentava, sacudia o pescoço ( e o corpo ) revelando todo o seu domínio de palco e confesso... ver de perto isso e também os solos que ele fazia é algo muito prazeroso.

    Além de agradecer aos aplausos, Michael Sweet nos aplaudiu também e conversou conosco dizendo: "Nós somos o Stryper. Stryper com 'Y' e não com 'I'; somos Stryper e não Striper. Quarenta e um anos… De Orange County, Califórnia. É bom estar de volta, Deus os abençoe!". Curioso, o vocalista questionou quantos já haviam visto o Stryper uma vez e quantos estavam vendo o Stryper pela primeira vez, todavia, Howie Simon nos levou as gargalhadas ao dizer quantos estavam entendendo o que Michael Sweet estava falando... bem entendemos sim... e o vocalista jogou a toalha que secava seus cabelos e suas costas no 'intrometido' e 'brincalhão' guitarrista.

    Foi uma prosa até que longa com direito à informação do visual Glam dos anos 80 da banda e disse também que a música seguinte era do tempo que a banda tocava na MTV e então, ele anunciou a cativante Calling On You, a primeira executada do clássico To Hell With The Devil de 1986 exibida em um ritmo Rock'n'Roll delicioso em que obviamente soltamos nossas vozes e cantamos com ele. Unificada à Calling On You veio a belíssima Free, que também é do To Hell With Devil e que pudemos sentir toda a paz que estas duas canções Hard Rock da banda proporcionam. O solo magnífico de Free foi de Michael Sweet, que encontrou tempo de solicitar nossas mãos para o alto e as nossas palmas.

    Uma tradição mantida no show do Stryper: as bíblias que foram jogadas pelo vocalista e uma veio na minha direção e quase que peguei este presente. O vocalista pediu desculpas por sua voz, que não estava muito boa... -  como assim... estava perfeita... - e junto aos demais tivemos a pesada e cadenciada Sorry, que posso considerar como mais um acerto da carreira do Stryper, pois, esta música do God Damn Evil de 2018 te atinge em cheio tranquilamente, sejam nos toques de Robert Sweet na bateria ou os solos dos guitarristas, primeiro Michael Sweet e depois Howie Simon.

     "You guys are awesome.... Amazing" foi o que Michael Sweet falou antes de jogar algumas palhetas ( gesto que repetiu bastante no show ) e tocar outra das clássicas com a melodiosa All For One do Against The Law de 1990, onde seus solos iniciais realçaram como ele faz isso com primazia, como o seu ritmo contagiante e como os backing vocals Perry Richardson e Howie Simon eram um convite para nossa participação, o que aconteceu.

    Devidamente conectada com a anterior, sem que pudéssemos olhar para o lado, eles sacaram a atraente Always There For You, que também é pertencente ao álbum In God We Trust e que faz realmente muito bem para nós seja assistindo ao vivo ( como nesta noite ) ou ouvindo em casa, pois, sente-se em seus versos e seu ritmo a sua mensagem abençoada, assim como os seus riffs melódicos feitos pela dupla Michael Sweet e Howie Simon.

    O vocalista comentou sobre as músicas antigas e que para novembro deste ano seremos expostos ao novo disco de estúdio da banda, todavia, agora relembraram de um dos mais recentes ( o Even The Devil Believes de 2020 )  com a Heavy Metal Divider, cujos solos já te conquistam imediatamente e mostram que o Stryper desde seu retorno neste começo de século é bem mais Heavy Metal que antigamente, em suma, que sonzeira!!! Ainda nesta pegada mais robusta e direcionada ao Heavy, o quarteto tocou a cadenciada e cheia de garra No Rest For The Wicked representando o álbum The Final Battle de 2022 em outra sequencia dupla de canções sem pausas.

    Em No More Hell To Pay, que foi anunciada como uma das favoritas de Michael Sweet, logo após seus primeiros minutos, eles foram 'vítimas' de um fortíssimo ruído de um dos PA's ( uma microfonia daquelas ) e foi bem verdade que tentaram continuar, porém, quando viram que a gravidade do problema era maior que o esperado, eles saíram do palco. Calmamente aguardaram a resolução do problema para reiniciarem a canção título do nono cd de estúdio aos gritos de "Olê... Olê... Olê... Stryper... Stryper..." após uma rápida checagem nos instrumentos e nos microfones, o frontman Michael Sweet puxou os fãs para retomar o show com a More Hell To Pay e graças à Deus que até o final não tivemos mais problemas.

    Creio que um dos motivos para More Hell To Pay ser uma das favoritas de Michael Sweet resida nos solos de guitarras, que ele junto a Howie Simon nesta noite nos brindaram com solos reluzentes. O vocalista deixou claro que estava tocando as músicas que mais aprecia, pois, ao anunciar a seguinte falou: "uma das minhas favoritas e que voltamos ao álbum To Hell With Devil... More Than a Man" e aqui seu estilo Hard'n'Heavy de muitos solos dotados de muita melodia conectados aos vocais marcantes dele é um verdadeiro tiro certeiro, tanto que fizemos questão de cantar o seu refrão com o quarteto.

    Simpático, Michael Sweet nos aplaudiu durante uma nova sessão de "Olê... Olê... Olê... Stryper... Stryper...", onde distribuiu mais algumas palhetas e expressou toda a sua alegria ao comentar: "adoraria vir ao Brasil todos os anos, porque a paixão de vocês pela música, eu vou guardar na minha mente" e concluiu: "É bonito de se ver e ouvir. Obrigado... Deus abençoe a todos... Eu amo vocês muito" e anunciou a fortificada e cadenciada The Valley, outro Heavy flamejante do God Dawn Evil em que apesar dos 40 anos de Stryper sua voz continua inabalada e deveras poderosa.

    Com tempo apenas de um gole de água e uma enxugada no rosto, eles tocaram outra orientada aos solos ferozes de guitarras de Michael Sweet e Howie Simon com a Yahweh e esta canção do Fallen de 2015 é um Heavy Metal de formato galopante com uma aura pacífica, afinal, seu título é o nome em hebraico do Deus bíblico. Além de seu final lindamente acelerado com vocalizações longas e que te fazem meditar em sua letra, tenho o dever de enaltecer a sucessão de solos que a dupla exibiu no final de Yahweh!!! Meus parabéns!!!

    "Nós temos mais duas... venha aqui e vamos relembrar do Soldiers... vamos lá... esta é a Surrender" e a ardente música do Soldiers Under Command de 1985 - cujos solos no seu princípio ficaram por conta de Howie Simon e depois com Michael Sweet ( e ambos exprimiram muita categoria ) - foi particularmente radiante.

    "Existem soldados na casa esta noite?", perguntou Michael Sweet apontando para todos os lados do Vip Station e com a resposta positiva dos fãs, o Hard rápido que intitula o primeiro álbum de estúdio do Stryper foi tocado e contou com um coro significativo de todos nós encerrando brilhantemente a primeira parte do show e nos deixando absurdamente contentes. E tanto Michael Sweet quanto Howie Simon enviaram solos de  resplandecência admirável e se despediram atirando palhetas para a plateia. 

    Embora tenha sido um showzão até aqui faltava ainda um clássico, aquele que lançou o Stryper ao sucesso e que não poderia fica de fora do set, mas antes dele, na volta para o bis, eles jogaram mais palhetas para os fãs e tocaram duas músicas... primeiro a cadenciada Sing-Along Song ( do To Hell With The Devil ), que tal como seu título é para cantar com eles e foi o que fizemos transbordando alegria e por último a peça fundamental dos shows do Stryper: a To Hell With The Devil, que foi precedida por um longo solo de Howie Simon e pouco depois acompanhado por Michael Sweet, além de nossas palmas, "hey... hey...hey..." e um coral notável de nossa parte elevando ainda mais a sinergia ímpar deste momento.

    Na despedida, Robert Sweet fez questão de segurar a bandeira do Brasil e Michael Sweet nos agradeceu, disse que nos verá na próxima vez, que eles nos amam e pediu para Deus abençoar a todos nós e ao Brasil também. Não esqueceram de tirar uma foto a plateia no fundo para então irem definitivamente embora.

    Que venham muitos anos de estrada para o Stryper com o retorno de Oz Fox na banda e muitos outros shows no Brasil, pois, a festa de 40 anos foi para reter na memória e contar mesmo para todos os amigos e amigas. Enfim, fomos embora para casa com a real sensação de paz de espírito e abençoados por Deus e por estas três sensacionais bandas de Rock.

Texto: Fernando R. R. Júnior
Fotos: Clóvis Roman ( Acesso Music ), Fernando R. R. Júnior e Erika Beganskas
Agradecimentos à equipe da En Hakkore Records
pela atenção, oportunidade e credenciamento
Agosto/2025

Set List do Stryper

1 - In God We Trust
2 - Revelation
3 - Calling On You
4 - Free
5 - Sorry
6 - All For One
7 - Always There For You
8 - Divider
9 - No Rest For The Wicked
10 - No More Hell To Pay
11 - More Than a Man
12 - The Valley
13 - Yahweh
14 - Surrender
15 - Soldiers Under Command

Encore:
16 - Sing-Along Song
17 - To Hell With The Devil

Galeria de 85 fotos dos shows do Stryper, do Narnia e do Bride
no Vip Station em São Paulo/SP

Voltar para Shows