Grave Digger - 45Th Anniversary - The Latin America Celebrations
 Sábado, 15 de novembro de 2025
Estúdio Mirage Eventos em Limeira/SP
  

45 anos exibidos em 90 minutos em um show espetacular!!!

    No início dos anos 80, na cidade de Gladbeck, na Alemanha, um jovem vocalista chamado Chris Boltendahl e fã de Heavy Metal formou uma banda que nomeou como Grave Digger, que se tornou uma das mais importantes do estilo no seu país e no mundo.

    Agora em 2025, o Grave Digger completou 45 anos de atividades, 21 discos de estúdio lançados ( sendo o último - Bone Collector - deste ano ), três ao vivo e vários EP's, além de algumas coletâneas. Para a celebração desta importante marca, o Grave Digger está desde janeiro na sua turnê comemorativa, que neste giro pelos nossos lados recebeu o nome de 45 Th Anniversary - The Latin America Celebrations e confirmou a 14 visita da banda no Brasil.

    A expectativa em (re)ver o Grave Digger era enorme, já que a banda não passava por Limeira desde abril de 2019 ( relembre como foi ) e assim que o show foi anunciado pela Circle Of Infinity Produções, todos os headbangers da região tiveram uma única certeza: teriam que estarem no Estúdio Mirage Eventos no sábado 15 de novembro de 2025 para festejar os 45 anos desta instituição do Heavy Metal Teutônico, e bem.... foi o que tivemos o privilégio de fazer neste sábado.

    Chegamos no local do e vimos que seria um show de casa bastante cheia, o que é ótimo, afinal, como sempre enfatizo... cravamos a força do Heavy Metal do interior de São Paulo. E o último show da turnê 45 Th Anniversary - The Latin America Celebrations começou pontualmente no horário marcado às 21hs, uma marca da organização.

    E assim, ao som de Reign Of Bones, vimos o baterista Marcus "Gravey" Kniep, o baixista Jens Becker, o guitarrista Tobias "Tobi" Kersting e o vocalista Chris Boltendahl entrarem no palco para começarem a relembrarem das muitas e muitas canções de Heavy Metal de primeira da discografia do Grave Digger e a primeira foi a pulsante Twilight Of The Gods, que encerra o disco Rheingold de 2003 ( o décimo primeiro de estúdio ) e colocou o público para pular e agitar com a banda devidamente contentes. Já nesta primeira música do set já foi possível perceber como este atual line up do Grave Digger está devidamente afiado e como o show que entregariam seria daqueles que seriam perfeitos.

    Sem pausas, o quarteto seguiu com a cadenciada The Grave Dancer do Heart Of Darkness de 1995 e seu ritmo aliado aos vocais sempre encorpados de Chris Boltendahl foi um verdadeiro convite para socar o ar e cantar com ele os seus versos, o que fizemos transbordando empolgação. Nesta hora, prestei mais atenção ao solo de Tobias "Tobi" Kersting em sua guitarra e vendo sua desenvoltura e habilidade posso afirmar seguramente: ele foi uma excelente aquisição para o Grave Digger, sendo que ele entrou no lugar de Axel Ritt em 2023.

    Bastante aplaudidos e aos gritos de "Digger... Digger...", Chris Boltendahl nos questionou se estamos bem passando aquela eletricidade que adoramos sentir em shows de Heavy Metal e ele continuou indagando se estamos prontos para celebrar com a banda os 45 anos de Grave Digger.

    Com a óbvia resposta de um "Yeeesss!!!!" recebemos o Heavy direto contido em Kingdom Of Skulls, a primeira do recente Bone Collector, que além de ser uma sonzeira de primeira, mostra que o Grave Digger não é uma banda está presa ao passado, pois, os caras sempre estão com um álbum novo nas mãos ( só neste século foram 13!!! ). Mais uma vez, Tobias "Tobi" Kersting nos glorificou com solos repletos de energia em sua guitarra de forma que tínhamos que desviar o olhar para ele várias vezes na ponta direita do palco.

    Com mais gritos de "Digger... Digger...", Chris Boltendahl nos informou que a próxima seria uma canção das antigas com a inflamável Under My Flag do quarto disco de estúdio da banda, o The Reaper de 1993, que sempre é uma delícia ouvir e sacudir o pescoço e além de fazer isso... também procuramos cantar seus versos com os alemães. Sincronizados, os fãs ao término das músicas gritavam "Digger... Digger..." de forma que indiscutivelmente Chris Boltendahl apreciava e em troca desta vez, ele nos enviou juntamente com a banda a impactante e acelerada Valhalla do Rheingold, outra muito aguardada por todos e que manteve o show efervescente.

    Em uma rápida interação com os fãs, Chris Boltendahl contou que a música seguinte nunca havia sido executada no Brasil e assim... tivemos com seus ares épicos, a cadenciada The Keeper Of The Holy Grail do Knights Of The Cross de 1998 em que a galera sentiu a magia de seu andamento e reagiu com palmas, além de participar nos "ôôôôôôô" e nos ferrenhos "hey... hey... hey..." de acordo com os pedidos do vocalista. E a sua imponente voz nesta composição é basicamente uma convocação para uma batalha.

    O coro "Olê... Olê... Olê... Digger... Digger..." comprovou a satisfação da plateia, que fez isso logo após Chris Boltendahl dizer que queria nos ouvir e nos presenteou então com a The Dark Of The Sun ( canção de um dos melhores discos da carreira do Grave Digger - o sexto Tunes Of War de 1996 ) e aí tivemos um Heavy Metal vibrante e repleto de garra, que reagimos cantando seu refrão à plenos pulmões, socando o ar e absorvendo cada nota e melodia exibida, especialmente os riffs de guitarra de Tobias "Tobi" Kersting.

    "All Right!!! All Right!!!", gritou Chris Boltendahl antes de anunciar The Curse Of Jacques, a favorita dele do sétimo de estúdio, o Knights Of The Cross, que segue pelos lados épicos, possui muito peso e passou muita emoção com sua execução, que é dotada de muita dedicação ao Heavy Metal em que pudemos ou cantar seus versos ou sacudir os pescoços e socar o ar.

    Aplaudidos e como entre mais gritos de "Digger... Digger...", o vocalista nos agradeceu com um sonoro "Thank You Limeira..." e já emendou a Shadows Of a Moonless Night, outra do The Reaper que forneceu toda a adrenalina que desejamos em meio aos frenéticos solos de Tobias "Tobi" Kersting em sua guitarra, que estava muito bem amparada pelo incansável baterista Marcus "Gravey" Kniep e o baixista Jens Becker.

    O bacana em um show comemorativo são as curiosidades que ficamos sabendo, como uma das favoritas de Chris Boltendahl ( e olha que em 45 anos de banda e tantos discos... não faltam canções excelentes ) e foi a vez da marcante The Round Table ( Forever ), que foi gravada no Excalibur de 1999 e o seu ritmo certeiro e cadenciado nos fez bradar seu refrão com ele enquanto que outra vez nos impressionamos com Tobias "Tobi" Kersting, que solou sua guitarra com bravura, facilidade pela técnica acumulada em seu tempo de estrada e creio que teve o direito de até aplicar alguns breves improvisos.

    Entre mais um coro "Olê... Olê... Olê... Digger... Digger" e aplausos, Chris Boltendahl apenas anunciou Excalibur e o hino que concede o título para o oitavo disco do Grave Digger veio como um raio no Estúdio Mirage Eventos atingindo a todos com sua potente robustez em que nossa resposta foi de curtir intensamente cada instante da música e soltar a voz no refrão cantando juntos com o quarteto.

    Isso só poderia resultar em mais outro coro em uníssono de "Olê... Olê... Olê... Digger... Digger" e o vocalista demonstrou que estava tão feliz quanto nós, tanto que desta forma continuou o show com a The Devils Serenade, que é também pertencente ao novo Bone Collector e só por conta dela você sabe que a fórmula do Grave Digger em nos brindar com ótimas músicas é mantida em todos estes anos, sendo que ao vivo isso fica ainda mais notório pela forma que seus solos de guitarra atuam ante aos toques de baixo e de bateria.

    Na reta final da primeira parte do set, uma passagem pelo EP Symphony Of Death de 1994 com a música Back To The Roots, uma verdadeira ode ao Heavy Metal, que provocou outra grande troca entre a banda e a plateia presente, que novamente cantou o refrão com Chris Boltendahl. E o coro "Olê... Olê... Olê... Digger... Digger" com muitas palmas só parou quando sentimos que estávamos diante de um dos maiores hinos da história do Grave Digger, pois, aos dedilhados e com todos cantando... a emblemática composição Rebellion ( The Clans Are Marching ) do Tunes Of War praticamente colocou a casa abaixo e despertou a vontade de tirar as espadas de suas bainhas e partir para a batalha. Como isso não era possível.... apenas agitamos consideravelmente seja socando o ar, aplaudindo, cantando ou sacudindo os pescoços.

Final estarrecedor

    Foram poucos instantes do "Good Night People" dito por Chris Boltendahl se despedindo dos fãs e encerrando a primeira parte até o retorno de todos para o bis em mais um coro fortíssimo de "Olê... Olê... Olê... Digger... Digger", que ganhou toda a voltagem da veloz Scotland United, outra do Tunes Of War que iniciou este segundo ato do Grave Digger no Estúdio Mirage Eventos com brilhantismo.

    "Vocês querem mais???", questionou o vocalista e aí ele disparou simplesmente uma das composições mais fervorosas da carreira com a Circle Of Witches do Heart Of Darkness em que sentimos todo o poder de fogo do Grave Digger nos alcançar em cada célula de nossos corpos. Cantamos seus versos? claro que sim... e com toda a força que estava guardada...

    Com a plateia nas mãos, entre palmas e gritos de "Digger... Digger..." , Chris Boltendahl perguntou se queremos mais e então... um clássico dos primórdios com o Heavy Metal direto contido em Witch Hunter ( título do segundo álbum da banda de 1985 ) e que trouxe até nós todos aqueles flamejantes solos de guitarras que tornam o nosso amado estilo diferenciado dos demais.

    Antes de finalizar este magnífico show, Chris Boltendahl apresentou a banda começando pelo baixista Jens Becker, depois o baterista Marcus "Gravey" Kniep e o guitarrista Tobias "Tobi" Kersting, além de elogiar também o trabalho de seus roadies e técnicos de som e luz, que somados à equipe da Circle Of Infinity Produções garantiram um espetáculo simplesmente formidável.

    Todavia, faltava uma música para que pudéssemos sair em êxtase do show e Chris Boltendahl anunciou apenas gritando "Heavy Metal..." deixando o "Breakdown..." para nós e música que intitula o primeiro disco de estúdio do Grave Digger lançado em 1984 que e é altamente contagiante nos envolveu com seus solos de guitarra, seus vocais, seus toques na bateria e nos toques de baixo de forma única e só pudemos corresponder isso cantando com o quarteto com todo o vigor que carregamos em nossos corações.

    E como manda a tradição, depois de terminada sua execução, aos gritos de "Digger... Digger", eles fizeram aquele prolongamento com a repetição do refrão mais uma vez para cravar as ordens de sua letra em todos nós.

    Despedimos da banda, que se reuniu na frente do palco com o coro "Olê... Olê... Olê... Digger... Digger..." e fomos embora sabendo que presenciamos mais outro memorável show em Limeira, que durou pouco mais de 90 minutos é verdade, mas, que foi tão bom, mas tão bom, que parece que nem teve 18 músicas de 10 discos representando a tão longeva carreira dos alemães.

    Tenho certeza que esta quarta visita do Grave Digger em Limeira comemorando seus 45 anos de banda foi uma das melhores e que eles também se recordarão da festa que fizeram neste sábado que no Brasil foi comemorado o dia da Proclamação da República.
Longa Vida ao Heavy Metal.... Longa Vida ao Grave Digger
.

Texto e fotos: Fernando R. R. Júnior
Agradecimentos à equipe da Circle Of Infinity Produções
pela oportunidade, atenção e credenciamento
Dezembro/2025

Set List do Grave Digger

1 - Twilight Of The Gods
2 - The Grave Dancer
3 - Kingdom Of Skulls
4 - Under My Flag
5 - Valhalla
6 - The Keeper Of The Holy Grail
7 - The Dark Of The Sun
8 - The Curse Of Jacques
9 - Shadows Of a Moonless Night
10 - The Round Table ( Forever )
11 - Excalibur
12 - The Devils Serenade
13 - Back To The Roots
14 - Rebellion ( The Clans Are Marching )

Encore:
15 - Scotland United
16 - Circle Of Witches
17 - Witch Hunter
18 - Heavy Metal Breakdown

Galeria de 40 fotos do show do Grave Digger
no Estúdio Mirage Eventos em Limeira/SP

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