Em 2013, a voz passou para Fábio Lione, o italiano de presença magnética e
técnica impecável, conhecido pelo Rhapsody. Sua estreia foi no Rock in Rio
e
desde então ele mantém viva a chama do Angra, equilibrando respeito às
raízes e frescor criativo. Álbuns como Secret Garden de 2014 e
ØMNI de 2018 mostraram que a
banda segue se reinventando. E agora, em 2025, a turnê comemorativa de
Temple Of Shadows confirma que o Angra não apenas sobreviveu ao tempo
como também
cresceu com ele.
Hoje, a formação reúne Rafael Bittencourt, guitarrista, fundador e alma da banda,
Fábio
Lione, dono de um carisma raro, Marcelo Barbosa, guitarrista virtuoso,
Filipe Andreoli, referência no baixo e Bruno Valverde, um fenômeno na
bateria, que toca simplesmente com Adrian Smith e Ritchie Kotzen
- é um time que une experiência e juventude, técnica e emoção.
Aquela noite no Tokio Marine Hall começou com um golpe certeiro:
Nothing To
Say, do clássico Holy Land que é complexa, tensa e cheia de peso, avisou
de imediato que o show não seria comum. Na sequência, Millennium Sun do
Rebirth trouxe um respiro melódico sem deixar a intensidade cair.
O público então foi levado ao presente com Tide Of Changes - Part I e Part
II ( do último de estúdio, o Cycles Of Pain de 2023
). A primeira parte, atmosférica e introspectiva; a
segunda, uma explosão de riffs e de melodia que prova como o Angra ainda tem
muito a dizer.