Deep Purple - The 41th Anniversary World Tour
Sábado, 07 de março de 2009
no Via Funchal em São Paulo/SP
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Em seguida, já tocam o Rockão Things I Never Said do Rapture Of The Deep e o bluesão Into The Fire ( do álbum In Rock ), num momento em que o vocalista se redime da engasgada inicial e mostra o porque de já ter sido chamado de "The Silver Voice" e grita com muita força para a satisfação de todos os fãs. Depois é a vez de mais um hit das antigas com Strange King Of Woman cujo o punch vigoroso somado a pegada precisa do inspirado Ian Paice - que aplicou os muitos dos seus já tradicionais repiques em sua bateria - balançarem geral todo o Via Funchal. Ian Gillan diz que ama o Brasil e anuncia a próxima do set - Vavoom: Ted, The Mechanic do álbum Purpendicular, com destaque para o baixão do Roger Glover garantindo a agitação da galera.
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E falando em substitutos, Don Airey também provou também porque foi a melhor escolha para o lugar de Jon Lord ao apresentar alguns momentos regados do mais puro Rock progressivo nos seus teclados ao introduzirem 'sagrada' Lazy do álbum Machine Head, que é recebida nas palmas. Um detalhe não pode ser esquecido na execução de Lazy: mesmo gripado e sem poder elevar o seu antigo potencial de outrora, Ian Gillan deixa bem claro porque o Purple tem o seu lugar eternizado no Olimpo do Rock ao solar sua gaita com todo aquele empenho caracterizado e imortalizado em todos os seus anos à serviço do Deep Purple.
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Após este clássico, o quinteto avança para 1993 e toca a faixa título do álbum deste ano: The Battle Ranges On, conduzida perfeitamente pela parte instrumental da banda, mas, Ian Gillan não conseguiu cantá-la com a mesmo "poder de fogo" de 2008 e nos versos mais fortes ou ele deixava para ser completada por um solo de Steve Morse, ou abria espaço para um grito do público, e aí eu volto na pergunta que fiz anteriormente: foi culpa exclusivamente da gripe ou ele está sofrendo já com a idade avançada? Espero, sinceramente que apenas os vírus causadores da gripe sejam os culpados.
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Don Airey finalmente inicia o seu solo ( porque na Lazy não valeu, ele nos enganou ), que passa por linhas clássicas que me lembraram o compositor Liszt, depois, passou pelo início de tudo com um Rock´n´Roll do jeitinho que se fazia nos anos 50, foi até a Fantasia da Disney e também Mr.Crowley do Ozzy e, por fim, fez uma singela homenagem ao Brasil: a nossa Aquarela do Brasil - que enche de emoção muitos dos fãs presentes. Continuando com o solo, Don Airey vai levando seus teclados para acordes mais pesados que culminam com o hino Perfect Strangers, que era ansiosamente esperado por todos, e a execução só não atingiu o climáx desejado por causa da 'constipação' de Ian Gillan, que não conseguir utilizar seu mundialmente conhecido poderio de sua voz. No momento que ele deveria berrar, ele dizia: " Oh My God", repetidamente, praticamente como se estivesse brincando com os fãs, que com certeza entenderam que o vocalista não conseguia gritar mais como antigamente. Mas tudo bem, Gillan, nós te perdoamos, porém, queremos outro show aqui para compensar!!! E repete antes da próxima música que somos fantásticos - em um dos poucos momentos que falou com os fãs.
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Claro que ainda havia o bis. E na agulha estava guardado um solo de bateria de Ian Paice na durante a execução de Hush, que serviu para nos divertir ainda mais e confirmar porque ele é um dos melhores bateristas do Rock. Ressalto também que foi muito interessante ver a paradinha que a banda fez nessa música, deixando o palco livre para que Paice realizasse o seu solo sozinho e depois, retornarem após alguns minutos, e todos irem reencontrando da melhor forma Rock´n´Roll o ponto onde haviam parado para então recomeçarem a tocar Hush. Encerrando o show tivemos a execução da forte Black Night que é exaustivamente cantada pelos fãs e com direito ainda a uma regência de Ian Gillan durante os "oooo oooo ooo oooo" da música.
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Foi semelhante ao show do ano passado? Foi. Com músicas iguais? Sim. Então caro leitor(a) você pode me dizer: "Ir no show do Deep Purple apenas para conferir os clássicos e rever uma banda que já passou por aqui no ano passado ( leia resenha ) ?". A resposta que lhe dou é: " Sim, você deveria ir sim". Afinal, assim como os árabes precisam ir a Meca, os fãs do bom e velho Hard Rock precisam (re)ver o Deep Purple quantas vezes for possível. Porém, caso você não tenha sido agraciado ainda com esta dádiva dos deuses do Rock, pode ficar tranquilo, em 2010 eles estarão certamente de volta e aí você poderá (re)vê-los com ou sem disco novo.
Texto por Fernando R. R. Júnior
Fotos: Stephan Solomon - Via Funchal
Agradecimentos à Miriam Martinez - Via Funchal - www.viafunchal.com.br
Março/2009
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