|
|
New Model Army -
Between Wine and Blood
|
As faixas de estúdio do primeiro disco tiveram a bateria gravada por Lee Smith e Rob Slater no Greenmount Studios em Leeds na Inglaterra e os demais instrumentos foram registrados por Justin Sullivan e Michael Dean no The Mill em Bradford e editadas por Stuart Eastham. As canções ao vivo foram registros de Paul Harvey durante a Between Dog and Wolf Tour, que foi realizada entre novembro a dezembro de 2014. A mixagem é de Joe Barresi e feita no JBHC em Pasadena na Califórnia com o engenheiro assistente Jun Murakawa enquanto que a masterização é assinada por Bunt Stafford no Pierce Rooms em Londres. A capa que mostra uma silueta de uma figura sinistra é de Joolz Denby e no encarte de 16 páginas temos outros desenhos, além das letras e fotos de Solly Korn em um layout feito por Alex Harrap.
E desta forma vamos conhecer as primeiras canções de estúdio de Between Wine and Blood, que foi relançado pela parceria da Shinigami Records com a earMusic e a Soundcity Records com a According To You, que mostra uma sonoridade relativamente introspectiva e com ares oitentistas lembrando mesmo o Pós Punk, que agrada de cara por conta de seu andamento, por seu refrão e a forma de seus vocais, que capturam o ouvinte graças à sua leveza. Dotada de um riff de guitarra interessante, que clama atmosfera imersiva dos Eighties na música, Angry Planet é bastante calcada no estilo do New Model Army e merece uma atenção também durante as viagens e as experimentações feitas por eles fazendo esta canção ser umas das melhores do cd.
|
|
Produzindo mais peso através dos toques do baterista Michael Dean e também com vocalizações repletas de melancolia ( e até alguma agressividade ) de Justin Sullivan, March In September é a segunda e que te impressiona logo de cara. Logo depois temos Did You Make It Safe?, que representa com sua linhagem Gótica uma outra face dos ingleses e isso é enfatizado pela forma que seus versos são cantados, inclusive pela incursão dos teclados e pela forma que a percussão é exposta, fatores, que somados resultam em um mergulho em lamentações deveras interessantes e atraentes.
Após os aplausos, hora de I Need More Time em que nota-se um crescente instrumental, que aliado aos seus vocais fazem esta música ser muito intrigante em sua versão ao vivo, ainda mais com o tamanho da revolta contida na voz de Justin Sullivan e da força inclusa no baixo, nos teclados e na bateria em seu final beirando o psicodelismo. A quinta é Pull The Sun e o New Model Army deixou a música seguir o seu curso instrumental liberta de amarras até que os seus vocais entrem em cena concedendo todo o conceito Gótico à canção, que nos cativa principalmente por meio da sua percussão tocada com brilho por Michael Dean e também pelos aromáticos solos de guitarras feitos por Marshall Gil e Justin Sullivan.
Basicamente, o New Model Army tocou o disco Between Dog and Wolf na íntegra nesta turnê ( não na seqüência que foram gravadas no disco, mas, espelhando todo o seu brilho ) e em Learn Back And Fall, eles enviaram uma música em tese serena, que concede liberdade para os solos de guitarras irem para longe e que 'prenderem' justamente por isso. Bateria firme, guitarras chamando os vocais e um andamento empolgante e encorpado... assim é Seven Times. Durante o princípio Between Dog and Wolf, os teclados de Dean White assumem as atenções e os vocais de Justin Sullivan trazem pouco depois o seu andamento eletrificado, que contém um estilo mais fortificado contrastando bastante com o que fora cravado inicialmente, sendo que o quinteto deixa a canção fluir livremente enquanto adiciona mais peso em seu decorrer, doses consideráveis de emoção e um Rock'n'Roll vistoso elevando o clima marcante da composição, que ao vivo funcionou melhor ainda, pois, te faz querer cantar junto com o New Model Army.
|
|
|
Esta mescla de um álbum de estúdio com outro ao vivo neste Between Wine and Blood, que é o décimo terceiro da carreira do New Model Army exibiu uma química muito bem criada pela banda entre sutileza introspectiva e melancolia nas canções de estúdio com uma ampliação de sua garra nas músicas ao vivo. E desta maneira o álbum agradará não somente aos fãs da banda como também aos que não conhecem tanto o trabalho dos ingleses de forma que fiquei fã deles após ouvir o disco para esta resenha.
Nota: 8,5.Por Fernando R. R. Júnior
Janeiro/2026
|
|
|
|