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Com letras em português e uma pegada voltada ao Hard Rock e AOR, a pioneira banda começou no final da década de 70 com o nome de Stress com garotos de 13 a 15 anos, que em seus primeiros shows tocavam músicas do Joelho de Porco, Casa das Máquinas, Made In Brazil, Deep Purple, Led Zeppelin e outras. No decorrer destes primeiros anos abriram shows do Made In Brazil, a convite de Oswaldo "Rock" Vecchione, tiveram mudanças de seus integrantes, enfim, coisas que acontecem em uma banda, mas um golpe duro foi descobrir que havia outro Stress, a excelente banda de Heavy Metal do Pará, que lançou o seu primeiro álbum em 1982 e que é considerado como o primeiro disco de Heavy Metal Brasileiro.
Com isso, os guaçuanos renomearam a banda para Zenith, que batalhou bastante até lançar esta verdadeira pérola do Hard Rock e AOR nacional, cujas outras curiosidades eu deixo para você descobrir caro leitor(a) do Rock On Stage conferindo o encarte do cd, que além das letras e fotos, possui a biografia detalhada da banda em inglês e em português em 16 páginas.
Na época da gravação do disco, o Zenith era formado por Rogério Nogueira nos vocais, Hamilton N. Lima na bateria e vocais, Marcus V. N. Lima no baixo e vocais, Zuza no teclado e vocais e Dé Vasconcellos na guitarra, sendo que as gravações e a mixagem foram realizadas por Jorge ( Gordo ) Guimarães e Luiz Carlos Maluly ( RPM e Rádio Táxi ) no Estúdios Sigla em São Paulo/SP ( gravações ) e no Estúdios Sigla no Rio de Janeiro/RJ ( mixagem ).
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Depois é a vez de Estrelas Foscas em um estilo mais Hard Rock, cujo andamento é bastante cativante, assim como as suas vocalizações devidamente embasadas na guitarra, bateria e teclados, cuja letra é uma ótima crítica ao que vivemos naquela época ( que se for pensar... ainda é relevante ). Com repiques na bateria de Hamilton N. Lima e ótimos solos de guitarra feitos por Dé Vasconcellos chegamos à vibrante Asas, um Hard Rock que basta apenas uma audição para tornar-se fã dele, confirme esta afirmação durante os exuberantes solos de guitarra. Entretanto, o Zenith demonstrou muita criatividade em cada trecho da música e também mostrou esbeltas linhas de AOR em seu decorrer através de uma letra bastante positiva e animada
Spotlight é a quinta e também é detentora de um princípio com dedilhados e é deveras envolvente nos teclados protagonizados por Zuza fornecendo um vislumbrante fundo para que Rogério Nogueira possa liberar sua voz para evoluir em uma atmosfera influenciada pelo Rock Progressivo e a canção conta ainda com outro marcante solo de guitarra de Dé Vasconcellos e uma atuação belíssima dos demais. Curiosidade extra: esta música é uma versão de Change My Evil Ways da banda A Chave do Sol feita em parceria de Dé Vasconcelos e Beto Cruz ( vocalista em 1986 da A Chave do Sol ).
Logo nas primeiras notas de Dia a Dia, que são devidamente mais Progressivas, o Zenith nos expõe a outra grandiosa composição do disco em que sua letra é repleta de um ambiente animado muito bem ornamentado em suas linhas instrumentais com ênfase nos teclados tocados por Zuza e nos toques feitos pelo baixista Marcus V. N. Lima concedendo toda a tranquilidade para Rogério Nogueira nos encantar com sua excelente voz. A penúltima faixa é a Muros, que apresenta um ritmo cadenciado e pulsante, vocais exibindo muita emoção a cada verso em uma letra que espelha a situação social de uma grande cidade em outra atuação ímpar do quinteto ( e estes versos valem ainda para os nossos dias ).
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