Torture
Squad - Hellbound
2008 - Hellion Records - 11 músicas
Bandas como o
Torture Squad dispensam maiores apresentações, pois eles já tem
um bom tempo de estrada, atualmente, são um dos maiores representantes
da cena metal brasileira lá fora e estavam já alguns anos na tour do
seu último trabalho, o excelente álbum Pandemonium que
rendeu o cd/dvd ao vivo Death, Caos, Torture...Alive
lançado em 2004. De lá para cá muitos shows foram realizados entre
eles a participação no Brasil Metal Union de 2006 (
leia matéria
) e a presença no aclamado festival Wacken Open Air.
Voltando ao Mr. Som Studio ( São Paulo ),
sobre a supervisão de Marcelo Pompeu e Tielo Martins
entre agosto de 2007 a fevereiro de 2008, o Torture Squad
preparou mais um grande trabalho com Hellbound, título
do quinto cd da banda.
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Embora durante o
período de gravações tenham sido feitas com o guitarrista Maurício
Nogueira, agora para os shows de divulgação do cd, uma mudança no
line-up acontece: Augusto Lopes ( ex-Eternal Maleditiction
) foi recrutado para o posto das seis cordas da banda aliando-se a
Vitor Rodrigues nos vocais, Almicar Cristofaro na bateria e
Castor no baixo. E desta vez, todo o peso teve um interessante
adicional: Fábio Laguna comandou os teclados.
A instrumental
MMXII abre o disco e já mostra o que esse lançamento da Hellion
Records está nos preparando com um clima soturno e sombrio,
relativamente mais melódico lembrando uma sonoridade de um filme no
momento que antecede uma batalha sangrenta, nesta que
provavelmente será com certeza a faixa de abertura dos shows. Porém, quando a guitarra rompe, aí
o som fica animal com Leaving For The Kill onde toda a raiva
do Torture Squad começa ser aplicada. O instrumental de bateria e
guitarra já estão fabulosos, mas quando Vitor Rodrigues destila sua
fúria com sede de sangue nos vocais vemos o quanto o Torture Squad
melhorou ainda mais nestes últimos anos. A letra mais uma vez crítica as
religiões neste thrash/death marcante, com velocidade impressionante. Sem
se perceber a mudança de faixa devido a intensidade sonora que o
Torture Squad nos proporciona chegamos para ouvir a veloz The Beast
Within, que começa com aquela porradaria indestrutível e insana
que eles fazem em seu som com uma precisão instrumental que está cada
vez melhor. E Vitor canta de forma fantasmagórica e não
tem como curtir um som desses quieto, tem que agitar em casa mesmo, e
registro aqui também um destaque para o baixo imensamente
pesado de Castor.
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Depois
temos The Fall Of Man onde a densidade criada pelo conjunto de baixo, bateria e guitarra não param nunca,
sendo preenchido todos os espaços possíveis, o que resulta em um death metal
muito agressivo com urros insanos de Vitor ( que está cantando demais
),
aliás sua voz
é para perfurar os ouvidos, e ele sabe alternar sua voz muito bem dos momentos mais
agressivos para os mais calmos. The Fall Of
Man é um espancamento sonoro que a eleva como a mais pesada deste início de
Hellbound.
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Título de um single que antecedeu o cd, Chaos Corporation é a seguinte e o
Torture Squad já a executava em shows, mas a pancada que temos aqui é
quase que impossível de descrever, você tem de ouvir mesmo, pois tudo está
em um nível excelente, pois eles estão funcionando com uma engrenagem
cirurgicamente bem preparada e pronta para destruir com tudo, em suma, é uma das mais rápidas e violentas do cd.
Vitor canta
em estado de fúria total, e no refrão deste música é a hora para ' se matar´
nas rodas de empolgação. Hellbound traz uma surpresa atrás da outra,
fato este que provavelmente
colocará este álbum como o melhor do Torture Squad, e a próxima Man Behind The
Mask é uma prova fiel disso, pois começa com diálogos que fornecem um clima de filme com uma insanidade virtuosa, com Vitor
Rodrigues berrando em altíssimos decibéis e sendo acompanhado pelos
solos de guitarra. Tenho de destacar as mudanças de andamento, que em meio ao
inferno sonoro que ouvimos, percebe-se que eles deram um tratamento
especial a música.
In The Cyberwar é a sétima música que começa com repiques nos pratos e é
um tanto quanto cadenciada mas pesadíssima, e para isso é só verificar a
forma que a guitarra de Maurício é tocada e pela velocidade que vai sendo
adquirida até Vitor arregaçar com tudo ao cantar de forma que dita o
tamanho do peso que é imposto nesta que é mais um thrash com letra sobre a
guerra cibernética e um tema que tem acontecido no mundo atual, com
destaque para o trampo no baixo e na bateria. Com a uma excelente participação do violão de MaurÍcio temos Twilight
For All Making e o mesmo verso do violão é traduzido na guitarra, o
que deixa uma imensa responsabilidade para o ex-Eternal Malediction
Augusto para tocar sons como este ao vivo, e aí meus amigos chegamos ao
ponto forte: a impecável agressividade proporcionada pelo Torture
Squad em mais uma memorável canção de Hellbound que demoram para
os vocais terem sua entrada e para que então possamos sentir a porrada
que arrebenta com todo o seu corpo. E o som retorna aos trechos acústicos
com uma variação instrumental incrível que antecedem a nova sessão mais
extrema capitaneada pela voz de Vitor novamente neste death metal
fabuloso animal destruidor.
The
Four Winds é uma maravilhosa faixa instrumental com grande melodia no
violão que eleva este álbum a um dos melhores lançamentos do ano.
O álbum é justamente fechado com a cadenciada faixa título Hellbound e dá quase uma
pena em pensar que ele já está acabando, e conta com as participações
de Fábio Golfetti na harpa e Heros Trench na guitarra
- digna para encerrar este discão como é o caso deste lançamento da
Hellion
Records.
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É muito legal quando uma banda encontra-se em estado de franca evolução como é o caso
do Torture Squad e melhor ainda quando nos presentea com um novo cd
e forte
candidato a melhor trabalho da banda. Motivos como estes facilitam
nossa compreensão do porque o velho continente se rendeu ao som do
Torture Squad.
Já desejo um baita sucesso ao Augusto para que o esquadrão faça a tortura
da sua legião de fãs pelo mundo. Torture Squad Rules.
Site:
http://www.myspace.com/torturesquadband
Gravadora: www.hellion.com.br
Por Fernando R. R. Júnior
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