Sick Sick Sinners - Unfuckingstoppable
10 Faixas - Crazy Love Records - 2014

    Próximo ao final de 2005, na cidade de Curitiba/PR, os músicos Vlad e Mutant Cox ( Hillbilly Rawride ) estavam terminando as atividades de sua antiga banda, os Catalépticos, que trilhou os caminhos do Psychobilly junto ao Punk, Hardcore e Heavy Metal, mas a ideia de misturar novas sonoridades ao que eles já estavam trabalhando levou à criação do Sick Sick Sinners.

    Além disso, eles realizaram shows pelo Brasil, Estados Unidos e países da América Latina e isso rendeu um contrato com a gravadora alemã Crazy Love Records, que lançou o álbum Road Of Sin em 2008 com distribuição mundial. Desta forma, as novas turnês levaram o Sick Sick Sinners para o México, Estados Unidos, Chile, Argentina, Uruguai e parte da Europa. Para 2009, Vlad na guitarra e vocais e Mutant Cox no baixo acústico e vocal encontraram seu baterista definitivo no nome de Emiliano Ramirez.

    Com esta formação disponibilizaram o EP Hospital Hell em 2011 e novamente andaram pela América do Sul, Europa e Estados Unidos, México e o Brasil. Em 2014, ocorreu o lançamento pelo selo alemão do terceiro registro da banda e assunto desta resenha: o cd Unfuckingstoppable, cujas gravações foram realizadas no AudioStamp em Curitiba/PR pelos membros da banda e o produtor Virgílio Milleo durante a Copa do Mundo de 2014 em junho. A pré produção ficou por conta de Emiliano Donato e foi realizada no Milestone Studio em Piracicaba/SP e a masterização teve os cuidados da Crazy Love Records. A capa de Unfuckingstoppable é de Wildner Lima e nos mostra um desenho um tanto que nonsense e radical devidamente adequada ao Psychobilly Maldito, estilo praticado pelo trio segundo sua própria definição. As letras são sobre bebedeiras, situações do dia-a-dia e um pouco de terror ( típico dos nomes de Psychobilly ).

    Coffee Break abre com os vocais roucos de Vlad em um ritmo rápido, bem Rock´n´Roll e com riffs de guitarra contagiantes e sempre intensos. Depois com Mutant Cox desferindo um solo marcante em seu baixo acústico, que segue por um andamento acelerado e dotado de riffs distorcidos com muito Rock´n´Roll, Where Is My Baby Girl traz linhas de vocais para os fãs do Motörhead sentirem mais saudades do mestre Lemmy Kilmister nesta sonzeira crua e direta. Mais Punk, com notáveis e ácidas pitadas de Country, Demons At My Door conta com engajados solos de guitarra de Vlad, uma atuação empolgante de Mutant Cox e vocais em coro com a presença do convidado David Ernest do 99 Noiz Again ( que participa dos backing vocals em todas as outras faixas ). Com a crueza dos vocais de Vlad em alta e um ritmo instrumental devidamente sujo, Six Feet Underground te conquista justamente por isso e também por ser franca e não diminuir sua intensidade nunca em seus poucos minutos.

    E o Pyschobilly Maldito segue vigoroso com a Wild Party In Hell, que contém linhas envolventes de baixo, bateria e guitarra, que são aliados aos vocais "errantes" e de alma pirata de Vlad. Em Same Breed, a sexta de Unfuckingstoppable, o Sick Sick Sinners passou por momentos de Blues, que explodem no Psychobilly veloz adotado pelo trio, com direto à uma base marcante no baixo acústico de Mutant Cox e nos solos de muita eletricidade ( sendo que alguns estão distorcidos ) que parece que não vão acabar que pavimentam os vocais sempre crus.

    Aumentando consideravelmente a sua velocidade e te impressionando pelas forças liberadas em sua exibção, We Wanna Drink Somemore é um Country Rock impactante que deixa claro porque foi escolhido para ser um dos clipes do disco ( aliás, se ligue na letra ). Para a canção título, a instrumental Unfuckingstoppable, o Sick Sick Sinners nos reservou mais um Country Rock, só que mais pesado, ágil e completamente versado na alta voltagem em cada instante da música produzindo contundentes vibrações divertidas ao ouví-la.

    Sempre mantendo a aceleração, os vocais roucos e os toques únicos do baixo acústico em níveis altíssimos, Bacon Seed nos expõe à outra infectante e incansável composição deste trio curtibano. Para fechar Unfuckingstoppable temos a mais agressiva de suas canções com a Wasted Everyday, que em meio ao caos Hardcore que o Sick Sick Sinners desejou nos passar, esta exibe também suas linhas voltadas ao Psychobilly.

    Este ótimo, curto e repleto de adrenalina Unfuckingstoppable é o terceiro trabalho diferente que resenho com a participação do baixista Mutant Cox e assim como os outros dois, ele conseguiu me impressionar bastante logo na sua primeira audição. Se conhece um pouco de Psychobilly não perca tempo e coloque o cd do Sick Sick Sinners para rodar... é certeza de satisfação garantida e a constatação do porque dos vários giros pelos países por onde eles passaram.
Nota: 9,5.

Sites:  https://www.facebook.com/Sick-Sick-Sinners-134873633221714/ e http://sicksicksinners.com/.

Por Fernando R. R. Júnior
Março/2016

Voltar para Resenhas