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A odisseia do Pagan Throne neste Land Of The Greeks começa aos dedilhados, que quase instantaneamente dão lugar ao lado sinfônico durante a instrumental Journey Through Greek, que se liga na The Son Of The Sea, cujo andamento mais rápido e pesado de vocais agressivos aparecem em um estilo Power Metal, onde todas as partes são bem executadas pela banda já cativando o ouvinte logo de cara.
Depois temos uma visão da épica batalha pela cidade de Troia, mais especificamente, pouco depois quando os gregos deixaram o famigerado cavalo de onde saíram seus soldados infiltrados dentro do artefato e que abriram os portões da cidade para que a invasão e a conquista da cidade fosse realizada, e isso, ficou exemplificado na cadenciada e de vocais raivosos Mourning Night - aliás, rasgados como é o padrão - em que sente-se a sua roupagem Black Metal e suas linhas sinfônicas fundirem-se com precisão.
A quarta é a Labirynth Of Flesh and Blood e aqui o Pagan Throne aplicou um formato veloz ( bem Power Metal ) em sua parte instrumental com vocais embrutecidos para contar a história de Teseu e o Minotauro e também com bastante teclados, que foram devidamente usados compondo a harmonia da música. Em seguida, o quinteto abre a Caixa de Pandora com a esmagadora Pandora's Secrets, onde suas linhas robustas e aceleradas são repletas de teclados são permeadas com os vocais urrados e outra vez rasgados de Rodrigo Garm, novamente em grande atuação, todavia, o quinteto no desafia com um trecho lento e com belíssimos e introspectivos dedilhados no violão, que nesta hora apresentam vocais distanciados antes de voltarem totalmente massacrantes.
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A penúltima do tracklist de Land Of The Greeks é a devastadora The Bone Breakers, que possui vocais novamente urrados como se espera em uma música assim, vocais esses que são amparados por um ritmo feroz e decididamente voltado ao Black Metal narrando o episódio de Odisseu e seus companheiros, que entraram na caverna do ciclope e foram presos pelo gigante Polifemo, sendo que após fugirem, o gigante pediu ao seu pai Posseidon para vingar-se de Odisseu e amaldiçoou os gregos na continuação de sua saga. Isso teria acontecido em uma ilha, que poderia ser em Menorca na Espanha.
O disco é encerrado com a entristecida e esbelta canção instrumental Lamentations Of Olympus com seu estilo cinematográfico. Como bônus, o Pagan Throne incluiu neste álbum a Pandora's Secrets ( Piano Version ), que conforme seu nome indica é a formosa versão da composição ouvida anteriormente e exibida aqui somente com o piano, sem vocais, que garantem um momento de reflexão e que deve ser absorvido e saboreado de olhos fechados para uma imersão maior.
Novamente, o Pagan Throne nos colocou diante de outro competente disco de sua carreira com este Land Of The Greeks em que mantém-se firmes com o seu Black Metal Sinfônico, porém, permitiram-se irem além e adicionarem corretamente o Power Metal em várias partes e também o direito flertarem com o Rock'n'Roll em alguns momentos, e tudo isso, através de doze canções que despertarão a alegria de seus fãs ao ouvi-las.
Nota: 9,0.Por Fernando R. R. Júnior
Setembro/2025
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