Oligarquia - Monopoly Of Violence
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Faixas - Heavy Metal Rock - 2021

    A veterana horda Death Metal brasileira conhecida como Oligarquia ( na ativa desde 1992 ) e que é atualmente formada por Panda Reis na bateria, Guilherme Sorbello na guitarra e vocais, Victor Pancho Munhoz na guitarra e vocais e Artur Queiróz no baixo disponibilizou no começo de 2021 o seu quarto álbum de estúdio, que foi nomeado como Monopoly Of Violence é um lançamento da Heavy Metal Rock de Americana/SP e sucede o Distilling Hatred ( leia resenha ).

    Este novo trabalho dos paulistanos foi gravado no Garage Estúdio em Ribeirão Pires/SP em apenas três dias do mês de março de 2017 por Edu Voodoo e os membros do Oligarquia, onde nos expuseram à onze novos sons aniquiladores e calcados no mais insano Death Metal Brazuka. Já a mixagem e a masterização foram encabeçadas pelo Oligarquia e realizadas no Buêro Underground Studio e a capa do cd foi criada pelo baixista do Heresy 666, o Arthur Fontenelle e nos mostra uma caveira humana atordoada com o caos e a opressão promovida pela polícia e, certamente, política.

    Com dedilhados sombrios e, porque não dizer, a la Black Sabbath... Cocaine abre o cd e pouco depois ecoa um urro tétrico, que traz o andamento raivoso da canção com direito aos convidados Edu Voodoo do Ferida Aberta e Eduardo Vieira do Absyde nos backing vocals. Depois deste início simplesmente assustador, hora do áspero, esmagador e rápido Death Metal contido em Holders Of Lies, cujos vocais guturais são comandados por Ascaris do Imperium Infernale. Mantendo a desolação em alta, a seguinte é a mortífera Fascist Heart ( Facist Empire ) em que o Oligarquia dispara sua fúria cheia de urros em um ritmo implacável e devidamente voraz martelando com ímpeto em cada nota a cabeça do ouvinte.

    Sem pausar para respirar e através de uma linhagem que flerta com o Doom Metal, Summer Rain é a quarta do cd, mas este estilo mais arrastado presente em músicas assim dura até que a avalanche sonora extrema da banda desabe em seus ouvidos marcando uma nova participação de Ascaris vocalizando seus versos com uma brutalidade descomunal. Para Imminent Revolution, o quarteto executa outro Death Metal aniquilador em que os seus níveis de violência estão nos mais altos patamares como é percebido na crueza dos riffs promovidos por Victor Pancho Munhoz e Guilherme Sorbello, bem como os vocais urrados proferidos em que a dupla de vocalistas destila muito ódio a cada verso. Left Behind é a sexta de Monopoly Of Violence e é detentora de pesados, mas, ótimos solos iniciais antecedendo um andamento repleto de cólera a cada verso urrado pelos vocalistas do Oligarquia com a clara intenção de não deixar ninguém impune à sua devastação sonora, que contém solos do convidado Júnior Moreira do Terrorcult.

    Em Ideological Jail percebemos um Death Metal totalmente opressivo, repugnante e angustiante, entretanto, sua letra clama por uma revolução contra o sistema. Com Roque do D.O.R. nos vocais chegamos na cadenciada ( em seu início ) e feroz ( no resto ) Look To Me, que traça um massacre sonoro impiedoso em seus violentos minutos. E isso toma proporções gigantescas em Holy War, a nona de Monopoly Of Violence, que é possuidora de tanta ira e peso, que será possível que seus ouvidos sangrem ao ouví-la.

    Disposta a ser a mais exterminadora do álbum, We Must Die apresenta um Death Metal infinitamente ríspido em seus vocais ( que tiveram a participação do JP Carvalho do Yekun e do Heresia 666 ) e cru em suas linhas instrumentais, que contaram com solos de Augusto Lopes ( Imminent Attack e ex-Torture Squad ). A última deste destruidor opus é a Nada é Como se Parece ( cover do Lobotmia ), que tem seus versos em português cantados por Edu Voodoo junto a Guilherme Sorbello e a presença do Artur "Anão" Fontenelle do Heresia 666 no baixo desta criação exibida com índices de violência praticamente impensáveis por meros mortais como nós.

    Posso dizer seguramente que o Oligarquia e seus amigos presentes neste Monopoly Of Violence nos colocaram diante de um dos mais avassaladores trabalhos do Death Metal do ano e que indiscutivelmente ficará marcado nos anais do Metal Extremo do país, pois, temos aqui onze músicas que foram projetadas com a intenção destroçar muitos pescoços dos fãs através de corrosivas letras, que deixam claro sua revolta contra o momento político e social que vivemos seja em nosso país ou no resto do mundo.
Nota: 8,0.

Por Fernando R. R. Júnior
Agosto/2021
 

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