Dead City Walker
9 Faixas - Independente - 2014

    De um projeto de estúdio dos membros do Still Living em 2012 a uma nova banda. Assim, pode ser definida a origem do trio Dead City Walker da cidade de Garanhuns/PE, que inicialmente almejava registrar um EP, mas, durante seus trabalhos se transformou num álbum completo, que terminou suas gravações em 2013.

    Os músicos Renato Costa nos vocais, Eduardo Holanda na guitarra e Cleber Melo na bateria decidiram colocar para fora neste cd suas influências de nomes como Black Sabbath, Judas Priest, Picture, Accept, Saxon, Iron Maiden, Running Wild e Candlemass. Os processos de gravação, mixagem e masterização foram realizados no Alpha Studio em Garanhuns/PE por Aldecy Souza ( que tocou o baixo ) e o sendo que o vocalista assina a arte da capa.

    Ao som da voz de Fernando BarbosaThe Unexpected Guest faz a introdução com algumas falas e sinais de destruição para o Heavy Metal Tradicional de In The Grave, que é vocalizada com destreza por Renato Costa em meio à ótimos solos de guitarra feitos por Eduardo Holanda. E a forma que o Dead City Walker conduz a música deixa claro todos os seus elementos Heavy Metal, ou seja longos riffs com solos cavalgantes, pegada forte de bateria e baixo eficiente, além de linhas vocais deveras empolgadas. Com um ótimo riff de guitarra, que traça o caminho para Last Passanger apresentar uma ritmo mais cadenciado, que é cantado com muita dedicação por Renato Costa, que usa bem seus agudos e quando uma banda tem a competência para caminhar no estilo, o resultado é uma sonzeira cativante que se aprecia na primeira audição, confirme notando os solos de guitarra de Eduardo Holanda.

    A quarta do cd é The Sower, que é iniciada com uma bela virada na bateria de Cleber Melo, que traz um ótimo solo de guitarra em um andamento mais cadenciado, que é cantado com vigor e em seu refrão intima o ouvinte a participar com o convidado Thiago Nascimento nos backing vocals. Para a faixa que empresta seu título a banda, a Dead City Walker, temos após uma brilhante introdução na bateria, um andamento forte de baixo e guitarra ( daqueles cavalgados ) para que os vocais de Renato Costa apareçam com firmeza e passem toda aquela energia que gostamos de ouvir em um Heavy Metal, com destaque para os carregados solos de guitarra de Eduardo Holanda. Em Harvest Day, o Dead City Walker nos expõe a uma linha melódica, que vai ficando mais pesada e é vocalizada com muito carisma por Renato Costa e exibe em seu andamento, com ótimas passagens na bateria de Cleber Melo, um clima de batalha. Esta música te inspira a vibrar com os braços erguidos gritando "hey...hey...hey" em algumas partes pontuais.

    Para o final deste Dead City Walker, o trio incluiu a Darkness Trilogy, que é iniciada com Electric Messengers de forma mais lenta, pesada e deixando o espaço livre para Renato Costa soltar sua voz em longos e poderosos agudos.

    Depois sem que se perceba, vamos para Immersed, que vai exibindo um crescente em suas linhas cadenciadas e melodiosas, que contém versos de muito 'feeling' graças a atuação do vocalista, até que se conecte na última parte, que é a instrumental Requiem dotada de emocionantes e cativantes solos de guitarras, além da presença de um violino, muito bem tocado pelo convidado Eduardo Maciel, que encerra assim, de forma melancólica o disco.

      Muito bacana a ideia do Dead City Walker ao relembrar do Heavy Metal Tradicional com todos os riffs, vocais, viradas de bateria e toques no baixo que fizeram ( e fazem ) a cabeça de gerações de headbangers pelo mundo com toda a categoria que possuem. Faço votos para que assim como o Still Living, esta trupe de Garanhuns possa ir cada vez mais longe, pois, o Heavy Metal precisa de bandas e discos assim.
Nota: 9,0.

Sites: https://www.facebook.com/pages/Dead-city-walker/176968885827401?fref=ts
e https://myspace.com/dead.city.walker.

Por Fernando R. R. Júnior
Junho/2015

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