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Coube à sinfônica, grandiosa e com ares cinematográficos Prelude: Origin Of The Chaos abrir com suas formosas linhas instrumentais o álbum preparando o ambiente para o que vem em seguida, que é a veloz e totalmente centrada no Power Metal Weekend Prophets em que somos expostos aos belos vocais de Jessica Sirius em uma canção que percebe-se como o Aetherea fez um ótimo trabalho em estúdio deixando tudo muito bem audível, sendo que os vocais de Jessica Sirius são contrastados com os urros proferidos por Rodrigo Mello e esta mescla tornam esta composição deveras marcante.
Em My Hunter, a junção de Power e Symphonic Metal ocorre rapidamente e em um clima de tensão em sua parte instrumental, que exibe também variações progressivas demonstrando a técnica dos músicos do Aetherea até que finalmente Jessica Sirius solte sua poderosa voz enfeitiçando o ouvinte. A modificação que o quinteto aplica no decorrer da música faz My Hunter parecer que entrou em outra composição com destaque para o piano e os vocais líricos e dramáticos em um ambiente Progressivo e isso segue até o seu lado Power Metal retomar os holofotes cativando o ouvinte.
Depois é a vez da pesada a la Dream Theater Memories apresentar suas linhas instrumentais progressivas, que são vocalizadas com muita dedicação, onde tenho o dever de salientar o solo de guitarra feito por Fábio Matos e também o seu final épico e bastante elaborado que denota todo o romantismo contido em sua letra. O detalhe é que o Aetherea uniu a Memories com a Beyond Hell de forma que quando a quinta, épica, acelerada e arrasadora composição de Through Infinite Dimensions entre em cena com seus teclados, guitarras, urros, e coros nem consegue-se perceber a mudança de faixa, sendo que o quinteto despeja intensamente este petardo sinfônico brilhantemente em nossos ouvidos, que também realço o encontro dos vocais líricos de Jessica Sirius com os guturais de Rodrigo Mello, bem no estilo do Epica.
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Na próxima ressalto a guitarra de Fabio Matos, que vem à tona à toda velocidade como um Power Metal exige fazendo que a décima do disco, a Forgotten Humanity ( Through Infinite Dimensions, Pt I ) não somente emprestar seu título ao cd como também trazer a vocalista convidada Andressa Lé do Anfear, que teve uma atuação de gala com a banda nesta bem variada e acelerada faixa de várias camadas, que também exala alguns vocais guturais.
De certa forma introspectiva e de vocais sentimentais, a balada Facelless Faces é uma música lenta de voz e teclados em que Jessica Sirius canta com o coração nas mãos e é um convite para imergir em suas orquestrações e também nos toques de piano de Rodrigo Mello, que devem serem apreciados de olhos fechados, mas, ouvidos atentos. Todavia, após, algumas narrações, eles elevam a linhagem épica da música e por fim, a vocalista repete o refrão mantendo o sua magia convocando novos e atraentes solos de guitarra protagonizados por Fabio Matos até que a canção termine nos garbosos toques de piano.
Por fim o quinteto exibiu aos dedilhados de violão a Those Eyes, que pouco depois recebe uma adição de peso e solos de guitarra caminhando para uma linhagem instrumental rica e devidamente sinfônica até que a vocalista Jessica Sirius cante seus versos alternando leveza com garra de acordo com a evolução da música ( e aí temos uma inclusão de alguns breves guturais de Rodrigo Mello ), que atravessa com muita categoria as camadas do Power, Symphonic e Prog Metal em seus pouco mais de sete cativantes minutos, que terminam em novos toques de violão.
Fãs de Nightwish, Epica, Lacuna Coil e Within Temptation verão que estão diante de um admirável álbum com este Through Infinite Dimensions do Aetherea, que depositou neste disco os elementos que esperamos em um trabalho assim. Em suma, um disco que proporciona uma audição prazerosa, de produção excelente e que denota o talento das bandas brasileiras.
Nota: 9,0.Por Fernando R. R. Júnior
Janeiro/2026
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