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1o
Pinhal Rock Festival
Com: Garage Machine,
Thoughts,
Odius, Medofobia,
Doctor Rock e
Ether
Sábado, dia 18 de outubro no GPEA, Espirito Santo do Pinhal – SP
Depois de
mais de 4 anos Espírito Santo do Pinhal finalmente teve uma noite
voltada para o rock com a realização com sucesso do 1o
Pinhal Rock Festival, evento que contou com seis bandas em
uma noite mais curta ( pois teve início o horário de verão )
mas com muito rock/metal trazendo a pitada de underground necessária
para que a chama se reativasse na cidade. O local escolhido foi o
salão localizado no subsolo do G.P.E.A., clube do centro da
cidade.
Garage Machine
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A primeira atração foi a banda Garage Machine e
infelizmente não acompanhei sua apresentação, mas pelas informações
coletadas com amigos no festival, eles mandaram um pop/hardcore com
qualidade e aproveitaram para divulgar as músicas do seu cd
autointitulado e covers como Eu Quero Ver O Oco dos
Raimundos, com certeza um bom começo para o Pinhal Rock
Festival. Adrentamos ao G.P.E.A. por volta das 21:00hs e
reencontramos vários amigos da região, amigos de uma tribo
underground que há muito tempo não os viámos e foi positivo rever toda
essa trupe em uma festa puramente de rock.
Thoughts
A segunda
banda da noite foram as meninas do Thoughts,
banda de Itapira/SP que faz cover do Kittie e do
Distillers cheio de atitude e aplicando muito peso, o que
garantia uma apresentação com energia e muito punk rock, como foi
visto ao serem executadas canções como City Of Angels,
Beat Your Heart Out e Seneca Falls, todas dos
Distillers onde a vocalista Aline mostrou uma boa
presença de palco, sempre acompanhada por Kryslayne guitarra,
Jonas no baixo e Lívia na bateria.
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Seguindo o set com This Town e Sweet Dreams (
Marilyn Manson ) - esta última cantada pelo baixista
Tiago Guga e um destaque do show do Thoughts. Mais um
cover de Marilyn Manson com The Nobodies e então a
banda de Itapira investe em uma seqüência de covers do Kittie
passando por músicas como Never Again, Funeral For
Yesterday, Charlotte, Spit, Raven,
Brackish e Into The Darkness. Nessas músicas a
guitarrista Kryslayne tocou com a guitarra bem distorcida e
nota-se que a agrada bastante o público. E a agressividade aplicada
pela vocalista Aline e pela baterista Lívia ( que
meteu a mão sem dó )nestas músicas foi a certeza da formação
de muitas rodas de empolgação em um momento de êxtase coletivo.
Odius
A terceira banda a se apresentar no festival foi a galera do
Odius, banda originada em Espírito Santo do Pinhal e
atualmente composta por Dario Carvalho nos vocais, Gu
Lozano na guitarra, Rafa Lozano no baixo e Saulo
Benedetti na bateria, que aproveitam o festival para divulgar o
demo Mutilation In Mass - e o som praticado é o mais puro
metal extremo, prova disso são as músicas Desgraça e I
Will Break You que abrem o show dos pinhalenses e como já era
esperado, também muitas rodas. Em seguida o Odius toca
Suicide e No Exit - uma das novas canções da banda, com
Dario vociferando com muita fúria cada verso.
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Depois foi a
vez da canção título do demo da banda: Mutilation In Mass, e
dá-lhe velocidade na guitarra e bateria, aliás merece aqui um
registro ao baterista Saulo Benedetti que entrou na banda
recentemente e mostrou neste evento que está à vontade em seu posto.
A rápida Brainwashing foi a seguinte e a onda de destruição
foi encerrada às 23:46 com Odius, a pancada que intitula a
banda.
Medofobia
Com o início do horário de verão, e os relógios precisando
serem adiantados em uma hora, o Medofobia sobe no palco à
1:00 da manhã e o trio da cidade de Pedreira/SP é formado por
Marcos no baixo e vocais, Fernando na guitarra e Tomaz
na bateria. Eles apresentam seu thrash metal vigoroso com sons
próprios e covers como Orgasmatrom do Motörhead -
aliás, um dos pontos altos do show - e Troops Of Doom do
Sepultura, realizando a integração perfeita entre público e
banda, e a correspondência da platéia foi que muitas rodas de
empolgação foram abertas.
Outro cover que fez o público vibrar foi
Roots Bloody Roots também do Sepultura e ainda com
direito a participação de Dario nos vocais junto com
Marcos, enfim,
uma apresentação muito profissional que deixou sua marca nos fãs.
Doctor Rock
Às 2:20 chega a vez do Doctor Rock aplicar uma
verdadeira sessão de cura de rock´n´roll em forma de massacre sonoro
em algum eventual headbanger que estivesse ainda sedento por
sonzeira, e Alencar - vocais, Guizão - guitarra,
Lucas - baixo e Gustavo - bateria iniciam sua
apresentação com nada mais nada menos que Flight Of Icarus
que faz a galera chegar na frente do palco e cantar junto com a
banda este hit imortalizado pelo Iron Maiden. Disparando um
clássico atrás do outro, o Doctor Rock fez um dos melhores
shows da noite com músicas como: War Pigs ( Black
Sabbath ), Long Live Rock Roll ( Rainbow
), Love Ain´t No Stranger ( Whitesnake )
Tom Sawyer ( Rush ), Sweet Emotion ( Aerosmith
) e pelo jeito era isso que a maioria queria ouvir. E dá-lhe
performance competente de Alencar ao interpretar todas essas
canções. Foi surpresa ver o Guizão executar Eruption (
Van Halen ) e ainda tocar com os dentes no melhor
estilo de Jimi Hendrix.
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Para garantir a vibração da galera, o set do Doctor Rock
teve ainda tempo para Rock´n´Roll do Led Zeppelin e
Two Minutes To Midnight do Iron Maiden, e registro aqui o
meu muito obrigado pelos agradecimentos que o vocalista faz ao
Rock On Stage antes da execução
dessa música. Mais alguns sucessos que agitam a platéia são
Heaven And Hell ( Black Sabbath ), Wasted Years
( Iron Maiden ) e Highway Star ( Deep Purple
), sendo que esta última encera o show. Com um repertório
como este os headbangers de Pinhal e região com certeza foram para
casa bastante felizes. Aliás, o Doctor Rock está em uma
grande evolução, pois esta apresentação foi bem superior a que eu
havia assistido meses atrás no Porão do Rock em Santo
Antônio do Jardim/SP (
leia resenha ).
Ether
E ainda tinha mais uma banda para fechar o festival o
Ether, banda de Amparo formada por Jayro Sama na bateria,
Akira Fergus na guitarra, Nandão Punk nos vocais e
Nezumi Rato no baixo, que pratica cover do System Of A Down,
mas como já era muito tarde ( mais de 3:50 quando entraram no
palco ) muita gente já tinha ido embora, porém, o Ether
cumpre bem sua proposta e faz um nu metal muito cheio de energia que
agrada os poucos restantes.
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Foi muito importante para a "Rainha das Serras" a
realização do 1o Pinhal Rock Festival, pois provou
para muitas pessoas que o rock/metal está vivo sim e se forem
criados espaços para que as bandas se apresentem, com certeza existe
um grande público carente e sedento por eventos como este. Deixo
aqui também os parabéns aos organizadores Dario e Gustavo
( e a todos que ajudaram ) pelo festival que é o primeiro
passo para trazer o nome de Espírito Santo do Pinhal de volta ao
importante underground da região, fico na torcida também para que a
iniciativa vista neste sábado possa ser novamente concretizada em
novos eventos.
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Texto e Fotos: Fernando R. R. Júnior
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